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- COMUNIDADE QUILOMBOLA DA BOCAINA AVANÇA NA CONSTRUÇÃO DO PROTOCOLO COMUNITÁRIO DE CONSULTA
Também denominados protocolos autônomos, os documentos são construídos pelas próprias comunidades para estabelecer como desejam ser consultadas diante de decisões que possam afetar seus territórios e modos de vida. A Comunidade Quilombola da Bocaina, no município de Piatã, realizou no domingo (13) mais uma oficina do processo de construção do seu Protocolo Comunitário de Consulta. A atividade reuniu moradores, lideranças comunitárias e representantes da Cáritas Dicesana de Livramento de Nossa Senhora, do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), representado por Ione Rochael, e da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Rui Barbosa, representada por Cláudio Dourado, para discutir, de forma coletiva, como a comunidade deseja ser consultada antes de decisões, projetos ou empreendimentos que possam impactar seu território, seus modos de vida e seus direitos. O encontro faz parte de um processo conduzido pela própria comunidade e tem como objetivo registrar, em um documento construído coletivamente, as formas de organização, participação e tomada de decisão da Bocaina. O protocolo é um instrumento relacionado ao direito à consulta livre, prévia e informada, previsto na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário. Durante a oficina, os participantes refletiram sobre a organização da comunidade, seus espaços de participação e os caminhos que devem ser percorridos quando decisões externas podem afetar o território. A metodologia foi construída a partir de rodas de conversa e mesas temáticas, permitindo que diferentes grupos contribuíssem para a elaboração das bases do protocolo. Segundo Alfredo Baleeiro, assessor da Cáritas Regional Nordeste 3, o protocolo comunitário é mais do que um documento final. "O protocolo comunitário de consulta é uma experiência construída por diversas comunidades tradicionais como forma de apresentar quais são as suas regras de consulta. Ele reafirma o direito das comunidades de serem ouvidas e participarem dos processos que possam interferir em seus territórios e modos de vida." Alfredo explica que a legitimidade do protocolo depende justamente de sua construção coletiva. “Somente a comunidade pode construir esse documento. O protocolo também é um processo de organização e formação, porque a comunidade reflete sobre sua história, sua cultura, suas formas de viver, trabalhar e tomar decisões.” Para Catarina Silva, presidente da Associação da Comunidade Quilombola da Bocaina, a construção do protocolo representa uma forma de fortalecer a participação da comunidade diante de decisões externas. “São inúmeros desafios, porque muitas decisões externas chegam às comunidades sem o propósito de respeito para com quem já está ali. A comunidade tem o direito de saber tudo a respeito do que vai impactar suas vidas e, inclusive, de não aceitar. Se está na lei, precisamos fazer a lei valer.” O protocolo busca estabelecer como a comunidade quer receber informações, quais espaços coletivos devem participar das discussões e quais procedimentos precisam ser respeitados antes de processos de consulta sobre ações que possam afetar o território quilombola. UM PROCESSO CONSTRUÍDO EM ETAPAS A oficina realizada na Bocaina integra uma sequência de encontros voltados à construção do protocolo. O processo começou com uma assembleia de apresentação sobre o direito à consulta e a Convenção 169 da OIT. Em seguida, a comunidade realizou oficinas dedicadas à sua história, memória e identidade, chegando agora às discussões sobre organização comunitária e regras para os processos de consulta. As próximas etapas incluem novas oficinas temáticas, a sistematização das contribuições construídas pela comunidade e uma assembleia final para aprovação do documento. Após essa aprovação coletiva, o protocolo será organizado em sua versão definitiva, com as etapas técnicas de diagramação e impressão, antes de ser apresentado publicamente. Ao construir seu próprio Protocolo Comunitário de Consulta, a Comunidade Quilombola da Bocaina define coletivamente as formas pelas quais deseja participar de decisões que possam envolver seu território, sua cultura e seus modos de vida. Fotos: Tainara Assunção.
- INTERCÂMBIO MISSIONÁRIO
O Intercâmbio Missionário está sendo vivido como uma verdadeira experiência de comunhão entre as Igrejas Irmãs de Livramento e Vittorio Veneto. São 16 jovens: Andrielly, Anna Lizz, Claudiane, Giovanna, Kaique, Lucileia, Maria, Mariana, Milena e Wellinton, da Paróquia de Nossa Senhora do Pérpetuo Socorro de Tanhaçu, e Erika, Felipe, Karina, Nádia, Ruan Carlos e Wesley da Paróquia de Santa Luzia de Ibipitanga. Aos cuidados dos respectivos párocos, Padre Paolo e Padre Marcos, os jovens são acompanhados por duas leigas, Gracielia e Jucineia. Estamos sendo acolhidos com grande alegria e hospitalidade pela Diocese de Vittorio Veneto, pelo Centro Missionário, pelo Seminário, pelos padres, diácono, pelos jovens e pelas comunidades. A convivência tem favorecido muitas reflexões. Estamos conhecendo uma realidade eclesial diferente e, ao mesmo tempo, experimentando os desconfortos e incômodos da saída missionária. Apesar das diferenças culturais, pessoais e pastorais, temos a mesma fé, seguimos o mesmo Senhor e nós sentimos atraídos pelo mesmo Evangelho do Reino de Deus. Mais do que uma viagem, estamos aprendendo, testemunhando e enriquecendo o nosso jeito de ser Igreja, tentando cultivar a fraternidade. Estamos muito felizes com a experiência e agradecidos a Deus por tudo o que estamos vivendo. Da Itália transmititmos nossas orações e saudações a todos. Fotos: Reprodução/Instagram – @intercambiomissionario2026
- GRITO DOS/AS EXCLUÍDOS/AS 2026
A VIDA EM PRIMEIRO LUGAR Na defesa da terra, da paz e da moradia, erguemos a voz: mulheres vivas e soberania! A década de 1990 foi marcada por profundas questões econômicas e sociais que afetaram diretamente a vida do povo brasileiro, especialmente das populações mais pobres. Hiperinflação, desemprego, fome, privatizações, concentração de renda, bloqueio de contas e poupanças, implantação do Real como nova moeda e o impeachment do então presidente Fernando Collor compuseram um cenário de profundas instabilidades e desigualdades sociais. Foi nesse contexto social, político e econômico que a 2ª Semana Social Brasileira se propôs a pensar, juntamente com os movimentos sociais organizados, as pastorais sociais, as periferias e os diversos segmentos da sociedade, “o Brasil que a gente quer”. Definiu-se, então, o dia 7 de setembro - data em que se celebra oficialmente a Independência do Brasil - como ocasião para que o povo também pudesse fazer ouvir o seu próprio grito. Ir às ruas e às praças para soltar o grito que nasce do peito e da consciência; gritar os gritos historicamente silenciados pela fome, pela violência, pelo trabalho mal remunerado, pela destruição e apropriação indevida das terras, pela devastação da natureza, pelos feminicídios e por tantas outras formas de violação da dignidade humana. Era - e continua sendo - o grito das crianças, dos jovens, dos idosos, das mulheres, dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade. Em 1995, aconteceu o primeiro Grito dos/as Excluídos/as, com o tema “a vida em primeiro lugar”, mobilizando cerca de 170 cidades brasileiras. O Dia da Pátria passou, então, a constituir-se também como um espaço de fortalecimento da consciência política, da luta e da organização popular. A sociedade brasileira começou a realizar uma nova interpretação da própria ideia de “independência” e a formular uma pergunta incômoda, porém necessária: independência para quem? Diante dessa provocação histórica, os pobres e excluídos também puderam afirmar: nós queremos independência; nós queremos dignidade; nós queremos vida! Ao longo de sua história, o Grito assumiu diferentes pautas e compromissos sociais. Em 2005, por exemplo, ao refletir sobre a Casa Comum e a democracia, o movimento contribuiu para o debate nacional sobre o desarmamento, num momento em que o Brasil se preparava para realizar uma consulta popular acerca do comércio de armas de fogo. O Grito colaborou para ampliar a discussão pública sobre a necessidade de uma cultura de paz. Em 2009, durante a realização do 15º Grito dos/as Excluídos/as, a organização popular ganhou ainda mais força. A Rede de Mobilização Popular coletou cerca de 1,3 milhão de assinaturas necessárias para encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de iniciativa popular. Dessa mobilização nasceu a Lei Complementar nº 135/2010, conhecida como Lei da Ficha Limpa, que estabeleceu critérios para impedir candidaturas de pessoas condenadas por crimes graves, corrupção e abuso de poder, afastando-as da possibilidade de disputar cargos eletivos por determinado período. Em 2026, sob o lema “Mulheres Vivas e Soberania”, o Grito convoca toda a sociedade - homens e mulheres - a refletir, posicionar-se e assumir responsabilidades diante da realidade vivida pelas mulheres brasileiras. Segundo dados do Censo Demográfico de 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres representam 51,5% da população brasileira, enquanto os homens correspondem a 48,5%. As mulheres são, portanto, maioria no país. Entretanto, essa maioria populacional ainda não se traduz em representação proporcional nos espaços de poder e decisão. Nos parlamentos e demais instâncias legislativas, a presença feminina permanece, significativamente, reduzida. Contudo, a desigualdade de representação política é apenas uma das expressões de uma realidade muito mais grave: a violência contra as mulheres. O feminicídio continua sendo uma das faces mais cruéis da violência estrutural que atravessa a sociedade brasileira. A cada seis horas, uma mulher é assassinada vítima de feminicídio no Brasil. São cerca de quatro mulheres mortas por dia. Registram-se, ainda, inúmeras tentativas de feminicídio e agressões praticadas, cotidianamente, contra mulheres. Por trás dos números, existem rostos, histórias, famílias e sonhos interrompidos. Não são apenas estatísticas. São vidas ceifadas. São mulheres que tiveram o direito de continuar existindo, brutalmente, interrompido. Em muitos casos, os crimes são cometidos por maridos, companheiros, namorados ou ex-parceiros que não aceitam o fim de um relacionamento e não reconhecem o direito das mulheres de decidirem sobre suas próprias vidas. Há homens que ainda acreditam possuir autoridade sobre o corpo, os desejos, os caminhos e o futuro das mulheres. Diante de cada feminicídio, a sociedade inteira é chamada a perguntar: até quando? Até quando aceitaremos que mulheres sejam assassinadas por decidirem romper relações violentas? Até quando seus corpos serão tratados como propriedades? Até quando o medo fará parte da rotina de tantas mulheres brasileiras? O silêncio diante da violência também fere. A omissão também mata. Outro dado profundamente alarmante refere-se à violência sexual. O Ministério da Justiça registra, diariamente, centenas de violações contra pessoas vulneráveis — entre elas crianças, adolescentes, pessoas com deficiência e pessoas idosas. Trata-se de uma realidade que exige atenção permanente do Estado, das instituições, das famílias, das comunidades, das igrejas e de toda a sociedade. Essas violências revelam, entre outras questões, a permanência de estruturas de poder marcadas pelo machismo e pelo patriarcado. Quando uma mulher é tratada como propriedade de um homem, quando seu corpo é objetificado ou quando sua liberdade é controlada, está-se diante de uma lógica que nega sua dignidade e sua condição plena de sujeito. O patriarcado coisifica as mulheres. O Evangelho, porém, afirma a dignidade de cada pessoa humana. Por isso, defender a vida das mulheres não é uma pauta secundária. É defender a vida em sua plenitude. É assumir, no concreto da história, o compromisso com aquele projeto de Jesus que afirma: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Há, no Brasil, inúmeras organizações, movimentos e coletivos que reivindicam políticas públicas de proteção, segurança e soberania para as mulheres, bem como o fortalecimento e a efetiva aplicação das leis capazes de enfrentar a impunidade. Entretanto, embora representem conquistas fundamentais, a Lei Maria da Penha e as medidas protetivas ainda não têm sido suficientes para impedirem todas as formas de violência e superar o crescente número de feminicídios. Isso revela que ainda há um longo caminho a percorrer. Não basta lamentar as mortes depois que elas acontecem. É preciso prevenir. É preciso proteger. É preciso educar. É preciso transformar estruturas culturais que naturalizam a violência. É preciso construir relações baseadas no respeito, na reciprocidade e na igualdade de dignidade. Inspirados pelo Evangelho de Jesus Cristo - que anuncia vida plena para todas e todos - somos chamados a apressar nossos passos na construção de uma sociedade brasileira mais justa, fraterna e comprometida com a defesa da vida. Que nenhuma mulher precise gritar sozinha. Que nenhuma denúncia seja ignorada. Que nenhuma violência seja naturalizada. Que nenhum feminicídio seja recebido apenas como mais uma notícia. Onde uma mulher é violentada, a dignidade humana é ferida. Onde uma mulher é assassinada, toda a sociedade é chamada à responsabilidade. Onde uma mulher resiste e levanta sua voz, nasce também uma possibilidade de transformação. O Grito dos/as Excluídos/as 2026 nos recorda, mais uma vez, que não há soberania verdadeira se as mulheres não puderem viver em segurança. Não há democracia plena enquanto metade da população permanece sub-representada nos espaços de decisão. Não há paz enquanto tantas mulheres vivem sob a ameaça permanente da violência. Por isso, ergamos a voz! Pela terra! Pela paz! Pela moradia! Pela dignidade! E, sobretudo, pela vida! Mulheres vivas! Mulheres livres! Mulheres com dignidade e soberania! Que, nas próximas eleições nacionais, saibamos também reconhecer e apoiar candidaturas de mulheres comprometidas com a defesa da vida, dos direitos humanos, de sua dignidade e da construção de um país verdadeiramente justo e fraterno. Porque a vida não pode esperar. Porque, diante da violência, nossa fé não pode permanecer silenciosa. A vida em primeiro lugar - hoje, amanhã e sempre. Livramento de Nossa Senhora, BA Cáritas Diocesana Irmã Maria Necilda Firmino dos Santos Educadora Maria José de Sousa Pereira Dom Vicente de Paula Ferreira
- JUVENTUDE DO VICARIATO NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO SE REÚNE EM JUSSIAPE PARA REFLETIR SOBRE VOCAÇÃO E PROPÓSITO.
Encontro reuniu jovens das paróquias de Boninal, Piatã, Abaíra e Jussiape em uma noite de fé, partilha, convivência e fortalecimento da caminhada pastoral. A Paróquia Nossa Senhora da Saúde, em Jussiape, acolheu, no sábado (22), um encontro da juventude do Vicariato Nossa Senhora do Rosário. A programação reuniu jovens das quatro paróquias que integram o vicariato - Boninal, Piatã, Abaíra e Jussiape - em uma noite marcada pela oração, reflexão, partilha e convivência. Realizado em formato de luau, o encontro teve como tema “Vocação e Propósito” e buscou proporcionar aos jovens um momento de reflexão sobre o chamado de Deus e a missão de cada pessoa. A programação contou com acolhida, partilha, pregação e momentos de animação, encerrando-se com um arrastão. De acordo com Roberta Rodrigues, integrante da coordenação da juventude do Vicariato Nossa Senhora do Rosário, o encontro teve como principal objetivo fortalecer a união entre os grupos e as paróquias. A proposta foi proporcionar um momento de oração, fé e convivência, contribuindo para o fortalecimento da comunhão entre os jovens e da vida pastoral em cada comunidade. A reunião das quatro paróquias também possibilitou o fortalecimento dos vínculos entre os grupos, criando um espaço de amizade, partilha da fé e construção de uma caminhada conjunta. A reflexão sobre o tema do encontro foi conduzida por Valdirene Souza, conhecida como professora Vânia, professora e vereadora, moradora da comunidade de Vereda das Tábuas, em Piatã. Durante a reflexão, Vânia convidou os jovens a compreenderem a vocação como um chamado que deve ser vivido com propósito e amor, independentemente do estado de vida de cada pessoa. “Hoje, o maior inimigo da vocação não é a falta de vontade, é a ansiedade de ter que decidir tudo agora e perfeito. Deus não tem pressa. Ele quer você caminhando, não paralisado.” Para a professora Vânia, um dos momentos mais marcantes da noite foi perceber a presença de tantos jovens dispostos a buscar a vontade de Deus. Para Leonardo Santana, integrante da coordenação da juventude do Vicariato Nossa Senhora do Rosário, a experiência vivenciada em Jussiape faz parte de uma caminhada que busca fortalecer o protagonismo dos jovens na Igreja. Segundo Santana, os jovens são chamados, pelo batismo, a assumir uma postura missionária e a testemunhar o Evangelho dentro e fora de suas comunidades. “Precisamos ser ativos em nossa comunidade e também além dela, para que cada um que tenha contato possa ser influenciado pelo testemunho do Evangelho que damos, vivendo o mesmo”, destacou Santana. A próxima etapa da caminhada será a preparação para o Dia Nacional da Juventude (DNJ), momento que reunirá a juventude da Diocese de Livramento de Nossa Senhora em mais uma experiência de comunhão e celebração. O encontro contou ainda com a presença do padre Douglas, pároco da Paróquia Nossa Senhora da Saúde, comunidade que acolheu a programação. Ao final da noite, entre partilhas, música, animação e convivência, os jovens foram convidados a retornar às suas comunidades levando consigo a reflexão sobre o chamado de Deus e o compromisso de viver a fé de forma ativa e missionária. Fotos: Gustavo Carvalho
- PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA CELEBRA, COM FÉ E DEVOÇÃO, A FESTA DE SEU PADROEIRO
Com o coração repleto de gratidão e esperança, a Paróquia São João Batista encerrou, no dia 28 de agosto, o seu novenário e celebrou, no dia 29, com toda a comunidade paroquial, a Solenidade do Martírio de São João Batista, seu padroeiro. Foram nove dias de intensa vivência da fé, marcados pela oração, pela participação das comunidades, pela fraternidade e pela alegria de celebrar juntos. Em cada noite, a comunidade foi convidada a aprofundar sua experiência de fé e a reconhecer, na celebração do padroeiro, a presença de Deus que reúne, fortalece e envia o seu povo em missão. Neste ano, o novenário teve como tema “Ser Igreja sinodal a serviço da justiça e da paz”, em sintonia com a Carta Pastoral de nosso bispo diocesano, Dom Vicente de Paula Ferreira. A temática perpassou as celebrações e favoreceu momentos de reflexão sobre o chamado a caminhar juntos, fortalecendo os vínculos de comunhão eclesial e colocando os dons, carismas e talentos de cada pessoa a serviço da missão evangelizadora da Igreja. Mais do que uma programação festiva, os nove dias constituíram uma verdadeira experiência de oração, comunhão e participação eclesial. Foram dias de dedicação, trabalho, entrega e, para muitos, também de cansaço. Contudo, a generosidade e o amor daqueles que se colocaram a serviço fizeram toda a diferença. Cada gesto, cada colaboração e cada talento oferecido contribuíram para a realização de uma festa que foi, sobretudo, expressão de uma Igreja viva, participativa e sinodal. Ao final das celebrações, o Padre Anderson, administrador paroquial, manifestou sua gratidão aos sacerdotes que participaram da programação, aos fiéis que permaneceram perseverantes ao longo de todo o novenário e a todos os grupos, pastorais, movimentos e comunidades que contribuíram para enriquecer a programação e tornar possível a realização da festa. As apresentações realizadas após as celebrações proporcionaram momentos de convivência, alegria e confraternização. Esses espaços de encontro favoreceram a aproximação entre os fiéis, fortaleceram os vínculos comunitários e fizeram de cada noite uma oportunidade renovada de celebrar a fé e a fraternidade. A Filarmônica Lira 22 de Julho abrilhantou a tradicional procissão em honra a São João Batista, proporcionando um momento de grande beleza, solenidade e expressão cultural. A comunidade também recebeu, com alegria, a Banda Viva Ecclesia, que conduziu um momento especial de louvor, animação e celebração da fé. Para o Padre Anderson, a experiência vivenciada durante o novenário revelou, de maneira concreta, o verdadeiro sentido de uma Igreja sinodal: uma Igreja na qual todos são chamados a caminhar juntos, a participar, a colaborar e a colocar seus dons a serviço da comunidade e do bem comum. Nesse sentido, a festa do padroeiro ultrapassou os limites de uma programação religiosa e se constituiu como espaço de comunhão, corresponsabilidade e missão. Em nome de toda a Paróquia, o Padre Anderson também expressou profunda gratidão ao bispo diocesano, Dom Vicente de Paula Ferreira, por sua presença junto à comunidade e por presidir a Santa Eucaristia da festa do padroeiro. A presença do bispo foi motivo de grande alegria para os fiéis e reafirmou a importância da comunhão eclesial. Ao presidir a celebração, o bispo conduziu a comunidade ao encontro com o mistério de Deus e fortaleceu a caminhada pastoral da Paróquia, reafirmando os vínculos de unidade que sustentam a vida e a missão da Igreja. Sua presença também conferiu especial significado à mensagem central que perpassou todo o novenário: somos uma Igreja chamada a caminhar em comunhão e a colocar-se a serviço da justiça e da paz. Uma Igreja que não se fecha em si mesma, mas que reconhece na participação de cada pessoa uma expressão concreta da ação evangelizadora e da construção do Reino de Deus. Ao concluir essa caminhada celebrativa, a comunidade paroquial guarda muito mais do que as lembranças de nove noites especiais. Guarda a experiência de ter caminhado unida, servido, rezado e celebrado como verdadeira família de fé. Guarda, sobretudo, a certeza de que a sinodalidade se constrói no cotidiano, por meio da escuta, da participação, da corresponsabilidade e da comunhão. Que São João Batista, testemunha fiel do Evangelho e precursor de Cristo, continue intercedendo por nossa Paróquia, por nossas comunidades, por nossas famílias e por todos aqueles que, com fé, amor e dedicação, contribuíram para a realização da festa de seu padroeiro. Que sua vida e seu testemunho continuem inspirando esta comunidade a permanecer firme na fé, perseverante na esperança e comprometida com a justiça, a paz e a construção de uma Igreja cada vez mais sinodal.
- Festa de Santo Antônio do Paramirim
A Paróquia de Santo Antônio do Paramirim celebrou com muito entusiasmo a festa de seu Padroeiro Forte. Foram dias intensos de oração, partilha, encontros e reencontros. Motivados pela Carta Pastoral do nosso bispo diocesano, Dom Vicente de Paula Ferreira, refletimos durante o trezenário sobre ser uma Igreja sinodal a serviço da justiça e da paz. Cada noite foi marcada por profundas reflexões realizadas pelos padres convidados. A presença de numerosos fiéis nas celebrações e nos demais momentos vivenciados foi um marco significativo. O dia 13 de junho, dia de Santo Antônio, foi vivido com muita intensidade. A preparação do ambiente celebrativo, da quermesse e do tradicional pão de Santo Antônio contou com um número significativo de paroquianos e, certamente, fortaleceu os vínculos comunitários. A Santa Missa, presidida pelo Monsenhor Pedro Olímpio dos Santos no período da manhã e por Dom Vicente de Paula Ferreira no final da tarde, coroou esta festa tão importante para a comunidade paroquial. A homilia do nosso bispo, Dom Vicente, incentivou a nossa caminhada pastoral, sobretudo no que diz respeito à vivência da comunhão, que comporta a compreensão de que os dons e carismas, embora diferentes, devem viver em harmonia na construção de uma Igreja que realmente seja sinal e instrumento do Reino de Deus no mundo. Pedimos a Santo Antônio que interceda por nós junto a Jesus, a fim de continuarmos vivenciando, no nosso dia a dia, o que celebramos e refletimos nestes dias de festa. “Ó meu padre Santo Antônio, Padroeiro Forte, seja nosso amparo na vida e na morte!”
- FESTA DA PADROEIRA 2026 | Nossa Senhora do Livramento
Confira a programação completa e participe conosco!
- ACOLHIDA DO SÍMBOLO DA CEB’s | PARÓQUIA DE ABAÍRA.
Em um momento de profunda fé e comunhão, a paróquia de Abaíra viveu um gesto de grande significado durante a celebração. A acolhida do símbolo das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) renovou o compromisso com a missão evangelizadora da Igreja e fortaleceu os laços de unidade entre as comunidades espalhadas por todo o Brasil. Durante a celebração, a comunidade acolheu o símbolo das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), gesto que expressa a comunhão com a caminhada pastoral e missionária das comunidades espalhadas por todo o Brasil. A acolhida do símbolo também marca o início da preparação espiritual para o 16º Congresso Intereclesial das CEBs, que será realizado entre os dias 20 e 24 de julho de 2027, em Cachoeiro de Itapemirim (ES). O encontro terá como tema: “CEBs: caminhando com as juventudes, no caminho do Evangelho, a serviço do Reino”. Mais do que um sinal de unidade, a presença do símbolo recorda o compromisso das comunidades com a missão evangelizadora, fortalecendo a vivência da fé, a participação do povo de Deus e o serviço ao Reino. Inspirados por esse momento, os fiéis são convidados a seguir unidos na construção de uma Igreja cada vez mais missionária, sinodal e comprometida com a vida, a justiça e o anúncio do Evangelho.
- INÍCIO DO MINISTÉRIO DO PADRE DOUGLAS | PARÓQUIA DE JUSSIAPE
A Paróquia de Jussiape viveu um momento de grande alegria e emoção na quinta-feira, 2 de julho, com a acolhida do seu novo administrador paroquial, Padre Douglas Cruz. A Santa Missa de início do ministério foi presidida por Dom Vicente de Paula Ferreira, Bispo Diocesano, e concelebrada pelos sacerdotes presentes. A celebração teve início por volta das 19h. Após a acolhida dos fiéis, o Padre Anderson realizou a leitura da Provisão Canônica, e, em seguida, Dom Vicente fez a sua entrega ao novo administrador paroquial, apresentando-o oficialmente à comunidade. A Santa Missa prosseguiu em clima de oração, fé e comunhão. Ao final da celebração o Padre Douglas foi presenteado com uma imagem de Nossa Senhora da Saúde, como sinal de carinho e boas-vindas. Em suas palavras de agradecimento, o novo administrador paroquial recordou com gratidão todos aqueles que fizeram parte de sua caminhada vocacional, destacando a importância de cada pessoa em sua trajetória até este momento. Também agradeceu a todos que colaboraram na preparação e realização da celebração, manifestando sua alegria por iniciar essa nova missão junto ao povo de Deus da Paróquia de Jussiape. Fotos: Roberta Rodrigues
- Paróquia Santo Antônio de Iramaia celebra Trezenário e Festa do Padroeiro.
A Paróquia Santo Antônio, em Iramaia, viveu com grande fervor o Trezenário e a Festa de seu padroeiro, Santo Antônio, reunindo fiéis da sede e das comunidades rurais em dias marcados pela oração, celebração e convivência fraterna. Neste ano, o Trezenário foi iluminado pelo tema "Igreja sinodal a serviço da justiça e da paz", em sintonia com a Carta Pastoral Diocesana. Ao longo dos treze dias, as celebrações proporcionaram profundas reflexões sobre a missão da Igreja de caminhar unida, promovendo a comunhão, a participação e o compromisso com a justiça, a paz e a evangelização, tendo Santo Antônio como exemplo de discípulo missionário e anunciador do Evangelho. Um dos momentos mais marcantes da festa foi a apresentação da antiga imagem de madeira de Santo Antônio, pertencente ao patrimônio religioso da paróquia. A imagem, de grande valor histórico e devocional, foi devolvida ao culto dos fiéis após passar, nos últimos meses, por um cuidadoso processo de restauro e repintura, preservando suas características artísticas e devolvendo-lhe o esplendor original. A acolhida da imagem restaurada emocionou a comunidade e reforçou o vínculo entre a história da paróquia e a devoção ao seu padroeiro. Além das celebrações religiosas, a tradicional Barraquinha de Santo Antônio proporcionou momentos de confraternização entre as famílias da paróquia. Com apresentações culturais, comidas típicas e diversas outras atividades, o espaço tornou-se um ambiente de encontro, alegria e partilha, preservando uma tradição que faz parte da identidade religiosa e cultural do povo de Iramaia. O Bispo Diocesano, Dom Vicente, presidiu as Vésperas Solenes de Santo Antônio no dia 12 de junho, ocasião em que também foi recordado o aniversário da dedicação da Igreja Matriz. A festa foi concluída no dia 13, com a Solene Celebração Eucarística em honra ao padroeiro, presidida pelo Pe. Marcos Bento, seguida da tradicional procissão pelas ruas da cidade, reunindo um expressivo número de fiéis devotos que manifestaram sua fé e devoção a Santo Antônio. Mais do que uma programação festiva, o Trezenário e a Festa de Santo Antônio reafirmaram a vitalidade da comunidade paroquial, fortalecendo os laços de comunhão, evangelização e serviço, em sintonia com a caminhada pastoral da Diocese de Livramento de Nossa Senhora.












