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- MEMÓRIA: EM TEMPO DE ESPERANÇA, CONTEMPLAMOS O ESPERADO – ORDENAÇÃO DO PE. ANTONIO CARLOS
Rodeado dos seus familiares, conterrâneos e demais pessoas de várias paróquias da nossa Diocese, e de outras, o agora padre Antônio Carlos Flor Bomfim foi ordenado presbítero, em Paramirim, sua terra natal, no último sábado, 10 de dezembro, quando, com toda a Igreja, já celebrávamos o terceiro domingo do Advento, tempo litúrgico identificado e vivido como o da esperança pelo Sol da Justiça, Cristo nosso Deus. Na cerimônia cuidadosamente presidida por Dom Armando Bucciol, nosso Bispo, e concelebrada por 29 padres da nossa e de outras Dioceses, o que foi sonhado e esperado ganhou corpo e chegou à própria concretização num contexto de muita alegria, expressão de fé e sóbria solenidade. O envolvimento da comunidade paroquial e dos familiares do ordenado, organização do espaço, acolhida, os cantos, a presidência, a recepção, tudo demonstrava cuidado, bom gosto e contentamento, por primeiro do ordenado, que repetidamente expressou: “estou feliz”. Na manhã do dia 11, às 10hs, o neo-sacerdote presidiu pela primeira vez o Sacrifício Eucarístico, na matriz de sua cidade. Com a igreja repleta de fiéis, a celebração transcorreu de maneira nivelada à da Ordenação, em tom solene, propiciando a todos uma participação ativa e frutuosa. Vale dizer que a homilia proferida pelo Monsenhor Pedro Olímpio dos Santos, o mesmo que administrara o sacramento do Batismo ao Padre Antônio, feita em estilo “caseira”, pela boca do próprio, edificou os presentes, pela simplicidade da oratória, a clareza das palavras, e mais ainda pela proximidade existente entre o presidente e o pregador, como se fossem palavras de um pai espiritual ao próprio filho. Natural de Paramirim, o ordenado lá viveu até iniciar sua caminhada de seminarista. Lá concluiu o ensino médio, em 2004, e trabalhou à frente ao Conselho Tutelar, enfronhando-se nos problemas e buscando soluções às questões de vulnerabilidade social de crianças e adolescentes. Tendo decidido entrar para o seminário, fez propedêutico em Caetité, em 2008, Filosofia no Instituto de Teologia de Ilhéus, entre 2009 a 2011, e Teologia na PUC/MG, em Belo Horizonte, de 2012 e 2015. Retornando à nossa Diocese, ocupou-se do estágio pastoral nas Paróquias de Mucugê e Barra da Estiva, sendo ordenado diácono a 23 de julho passado, quando foi ampliada sua atuação pastoral para as Paróquias de Ibitiara e Novo Horizonte. Além de assessorar nosso Bispo diocesano em vários trabalhos, sobretudo nas Visitas Pastorais, ao longo de 2016, O Padre Antônio Carlos administra o Centro Diocesano de Treinamento Pastoral desde março deste ano. Mais um padre em nossa Diocese significa o crescimento em número e a ampliação de forças à pastoral, consequentemente, melhor atendimento ao numeroso povo de Deus carente de cuidados. Sendo esse o padre Antônio Carlos, todas as vantagens apontadas nos chegam robustecidas pela sua inteligência e costumeira coragem ao trabalho que lhe é confiado. Por isso, recebê-lo em nosso presbitério não só é motivo de satisfação, mas também nos traz uma firme esperança que permeia nossos sentimentos. A ele nosso carinho e o mais franco desejo de realização no estilo de vida que abraçou, que o identificará de maneira a mais estreita possível com o Cristo Senhor, pela via do serviço. Pe. Rinaldo Silva Pereira Chanceler do Bispado
- MEMÓRIA: … NA VIDA E NA MORTE, NOBRE SIMPLICIDADE! – HOMENAGEM POSTUMA A SEU ÉRICO LOPES
Na catedral éramos poucos, vários bancos permaneceram vazios; alguns membros do coral Nossa Senhora do Livramento, ao som do órgão, sem arranjos mecânicos, entoavam “a vida pra quem acredita”; no presbitério dois padres amigos aguardavam paramentados; a silenciosa chama do círio pascal lembrava o Cristo que, se consumindo, nos faz encontrar a Verdade;a essa coberta com o tecido roxo, que levemente tremulava…tudo isso montava o cenário da celebração exequial oficiada na manhã do último dia 18, quando, numa suntuosa urna funerária foi levado catedral a dentro o corpo do nosso irmão Érico Lopes, que encerrou sua caminhada terrena no dia anterior. Rezamos, ouvimos a Palavra, refletimos, cantamos e nos despedimos daquele irmão, franzino de corpo e de pouca estatura, mas de robusta envergadura moral; um homem de fé, que fez da arte seu jeito de glorificar a Deus e as coisas santas, como também pela sua obra foi capaz de expressar sua fé, um tanto ingênua, bastante alegórica, mas não menos autêntica. Catedral de Nossa Senhora do Livramento, antes das reformas. Érico Lopes de Oliveira (seu Érico), nasceu em Livramento de Nossa Senhora, a 18 de outubro de 1929, filho de Fulgêncio de Oliveira e de dona Eliza Lopes de Oliveira. Frequentou pouco a sala de aula – somente até o 1º ano – mas foi um artista nato, conseguindo exercer com suas mãos e inteligência os ofícios de pintor, restaurador, escultor, marceneiro e pedreiro, o que lhe possibilitou transformar sua casa de morada, em Livramento, num espaço repleto de obras de arte, ligadas à fé ou não. Por 45 anos morou em São Paulo, a trabalho, mas, aposentado, voltou para sua amada Livramento de Nossa Senhora, em 2001. São obras suas, em nossa Diocese, a restauração e pintura do altar mor da catedral e da matriz de Barra da Estiva, como a restauração dos quadros da Via sacra expostos na catedral, estes doados pelo Mosteiro de São Bento da Bahia, na década de 1970, por influência do Irmão Pascoal, OSB, livramentense de nascimento. Foi seu Érico quem deu à réplica da imagem de Nossa Senhora do Livramento ajustes escultural e na policromia para se assemelhar à entronizada no altar mor da catedral, uma vez que a adquirida em gesso, no início deste século, em nada parecia à original. Ainda podemos enumerar o restauro de Senhor dos Passos, imagem da imaculada Conceição e do busto de São Tarcísio, pertencentes acervo da catedral, como merecem menção o restauro da pia batismal da catedral, de incalculável valor sentimental a todos nós que ali nascemos na fé e para a Igreja, e a escultura e pintura de uma imagem de santa Josefina Bakhita, por ele doada à igreja na comunidade denominada Patos, pertencente à catedral. São inúmeros os restauros, reparos, retoques e ajustes feitos pro seu Érico Lopes em muitas obras de artes espalhadas por Livramento e região, de acervos e devoções particulares como pertencentes a igrejas da nossa Diocese. E isso tudo feito no silêncio de quem tão somente queria colaborar, o que acabou por transformar os feitos em nobre simplicidade. Em nossas memórias ficam a lembrança de um artista simples, de fé, que não foi capaz de tornar despercebida sua imagem de artista e presença em nossa comunidade eclesial. A casa de seu Érico e obras lá existentes agora formam um legado sem igual deixado à posteridade livramentense, cujos cuidados e preservação cobram dos herdeiros sensibilidade e irrenunciável esmero de que ama a arte. Pe. Rinaldo Silva Pereira Chanceler do Bispado
- MEMÓRIA: SIMPÓSIO SOBRE A “LUMEN GENTIUM” – II ENCONTRO DOS EX-ALUNOS DA ETEL.
Na tarde do último sábado, dia 30 de agosto, aconteceu, no Centro Diocesano, o II encontro dos ex-alunos da Escola de Teologia para Leigos da Diocese de Livramento de Nossa Senhora. O encontro deste ano contou com a realização de um Simpósio sobre a Constituição Dogmática do Concílio Vaticano II “Lumen Gentium” (Luz dos Povos) sobre a Igreja, promulgada em 21 de novembro de 1964. No ano passado, no I encontro, a temática de reflexão foi a primeira Constituição aprovada pelos padres conciliares, promulgada em 04 de dezembro de 1963, “Sacrosanctum Concilium” sobre a Sagrada Liturgia. Neste ano, em que também comemoramos os 10 anos de episcopado do nosso bispo, Dom Armando Bucciol, o encontro dos ex-alunos coincidiu com o cinquentenário da Constituição Dogmática “Lumen Gentium”. No Simpósio, foram estudados 4 capítulos da “Lumen Gentium”: o II – “O Povo de Deus”; o III – “A constituição hierárquica da Igreja e em especial o episcopado”; o IV – “Os Leigos” e o V – “A vocação de todos à santidade na Igreja”. Dom Armando coordenou a mesa, e iniciou fazendo um apanhado histórico do contexto em que se deu o Concílio Vaticano II e das luzes que ele trouxe para a nossa Igreja, que caminha na História. Participaram da mesa, na apresentação dos capítulos, o Pe. Osvaldino Barbosa, O Pe Eutrópio Aécio de Carvalho (ambos da Diocese de Caetité), a Profª Dra. Sônia Maria Reis (UNEB, Campus XII – Guanambi-BA) e o Mons. Martinho (Vigário Geral da Diocese de Vittorio Veneto, na Itália). A abertura do Simpósio foi feita pelo Pe. Rinaldo Silva Pereira, Chanceler do Bispado, que relembrou a trajetória do nosso bispo desde quando chegou à Diocese, destacando o seu empenho no trabalho pastoral e a sua generosidade de pastor, que não mede esforços para zelar por todas as suas ovelhas. Mais de 100 pessoas estiveram presentes no Auditório Diocesano. ABERTURA DO SIMPÓSIO 10 ANOS DE EPISCOPADO DE DOM ARMANDO CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA LUMEN GENTIUM Boa tarde a todos. Senhores, senhoras… Entendemos ser este simpósio sobre a Constituição Dogmática Lumen Gentium o começo das comemorações dos 10 anos de episcopado do nosso amado bispo dom Armando Bucciol. Para este momento foi-me solicitada uma palavra. O que dizer? Penso mais adequado ao momento um retorno no tempo, até alcançarmos 21 de janeiro de 2004. Naquele dia, às sete horas da manhã, o então nosso Bispo, Dom Hélio Pascoal, pôde romper o segredo pontifício e anunciar aos seus diocesanos que o papa, hoje São João Paulo II, nomeara o novo bispo da nossa Diocese. Tratava-se do padre Armando Bucciol, italiano, da diocese de Vitorio Veneto, que há 12 anos, como fidei donum, trabalhava na vizinha Diocese de Caetité. Até onde foram permitidas, as coisas estavam preparadas e, a partir daquele momento, elas adquiriam a velocidade que mereciam. Manhã auspiciosa aquela! Sem mais a necessidade do segredo, logo foram iniciados os repiques dos sinos da catedral, e penso que o mesmo foi feito em todas as paróquias; de ouvido a ouvido, por cartas, telefonemas, telegramas e até e-mails, ainda incomuns, a alegre notícia se fez fazer chegar a todos os cantos da Diocese e fora dela. Ainda nas primeiras horas da manhã o tradicional carro de som começou a percorrer as ruas desta cidade convocando a população para a Missa de ação de graças que seria celebrada à noite, na catedral. E o mesmo se fez. A catedral ficou repleta de fiéis. A um determinado ponto da homilia, Dom Hélio, voltando-se para a barroca imagem da padroeira entronizada no altar mor, e para ela apontando o dedo, disse: “Eu tenho certeza que uma escolha tão excepcional como a que testemunhamos hoje só foi possível por ela intercedeu, tem o dedo dela nisso. Ele é muito mais capaz do que eu, porque ele já conhece a realidade e tem a experiência que me faltava em 1967. Ele é italiano, mas tem seu coração em nosso sertão”. Providências tomadas, chegamos a 17 de abril de 2004, quando a cidade de Guanambi recebeu diocesanos de Livramento e Caetité, italianos e gente vinda de tantos outros lugares para participar da ordenação do novo Bispo da Diocese de Livramento de Nossa Senhora. E no outro dia, vimos a Diocese de Caetité, qual mãe providente, entregar à sua filha unigênita o esposo que ela mesma atraíra ao próprio território 12 anos antes. Presenciamos no limite da nossa Diocese um gesto do nosso novo Bispo: transpondo-se o Rio São João, por primeiro Dom Armando curvou-se ao chão e beijou os primeiros palmos de terra da sua Diocese. Acompanhado por muitos, ele avançou em direção à sede diocesana, e foi realizada a cerimônia de posse na presença de uma multidão já mais vista na praça da catedral. Que bela festa! É, mas como a vida não é feita somente de festa – e dom Armando bem sabe e ensina isto – havia muito mais o que fazer, havia situações urgentes e setores da vida diocesana agonizavam. Num ritmo célere, o episcopado de Dom Armando tomou corpo e as orientações do Concílio Vaticano II, até então desconhecidas ou em parte ignoradas, deram forma à nossa vida diocesana: os instrumentos de comunhão e colaboração passaram a ser exigência irrenunciável a todas as paróquias e em nível diocesano; a formação permanente do laicato foi iniciada tempestivamente; a infraestrutura passou por melhoramentos significativos e nós passamos a nos posicionar melhor enquanto Igreja; a vida paroquial passou por restruturação; missões populares passaram a fazer parte do nosso calendário anual; as pastorais sociais adquiriram força e hoje há milhares de cisternas já foram construídas nas casas onde a seca é mais intensa, promovendo, assim, e inclusive, geração de empregos. Com uma catequese litúrgica insistente feita por dom Armando, nossas liturgias, paulatinamente, se tornam mais sóbrias e essenciais. Nesta tarde, enquanto aqui estamos, por certo, em várias comunidades desta Diocese, catequistas formam catequizandos, nas mais variadas fases, a partir do material produzido pela mente e mãos de Dom Armando; e quantos se sentem mais seguros em sua escolha vocacional porque aqui vieram e vem aos encontros vocacionais; o seminário garante-nos um futuro, o mais promissor que se pode almejar em termos de ministério presbiteral. E quantos leigos e leigas concluíram ou estão a caminho de concluir o curso de teologia a ele destinados nesta Diocese! Deus seja louvado! E mais: Se as estradas desta diocese, até mesmo as mais intransitáveis, se elas pudessem falar, com certeza nos dariam notícias de quantas vezes elas foram percorridas pelo nosso Bispo, até mesmo nas altas horas da noite e correndo perigo, para alcançar as comunidades, até mesmo as mais longínquas, pequenas e desconhecidas, onde talvez residam os menores, portanto os primeiros na destinação dos cuidados pastorais. Como não fazer menção aos atendimentos individualizados, ao tempo dedicado aos pecadores no confessionário, auxílio aos padres em todas as localidades! Como deixar fora dessas palavras o cuidado quase que obstinado aos jovens, que ainda são tantos, e aos crismandos em sua caminhada à maturidade cristã! Como se as fronteiras desta Diocese fossem curtas, Dom armando ainda encontra tempo e motivação para auxiliar a tantos que dentro e fora dos limites desta nação pedem uma ajuda ao Bispo de Livramento de Nossa Senhora. E quantas coisas boas me escapam neste momento, mas que foram feitas ou incentivadas por nosso Bispo, não por desencargo de consciência nem por pressão do ofício, mas pela convicção que o ministério episcopal é um serviço. Por isso e por muito mais é que aqui estamos num clima de festa, de agradecimento e, por que não dizer, também de esperança. Dom Armando, embora nem sempre pareça, mesmo sem entender como deveríamos, no seu sentido mais genuíno, os seus incentivos e cobranças; mesmo sem corresponder, na totalidade, aos seus estímulos de evangelização, formação e organização; mesmo se, às vezes, discordamos de algumas ideias, mesmo assim queremos, queremos muito, Dom Armando, a continuidade de tudo isso. Queremos continuar vendo que o senhor agarra a cruz peitoral quando quer insistir conosco em algo para o qual parece não ter força suficiente de convencimento; queremos continuar ouvindo “um pouco por vez” para sermos consolados quando nos damos por incapazes; queremos continuar ouvido “basta” quando quer nos dizer que estamos indo longe de mais; queremos continuar ouvindo “ até isso!” para sentirmos sua solidariedade diante das exclamações que a vida nos leva a fazer; queremos continuar ouvindo o barulho do seu anel que vai de encontro à mesa, quando, nas reuniões ou em outras ocasiões, o senhor insiste em nos dizer que está certo em suas convicções; queremos continuar ouvindo “escuta…” quando o senhor pretende nos dar um serviço além do que já temos em nossas mãos; queremos continuar ouvindo “pelo amor de Deus!” quando o senhor discorda do que falamos ou fazemos; queremos continuar ouvindo “vejam bem!” como prenúncio que algo sério será logo dito. Queremos, queremos continuar ouvindo o senhor chamar de bonito o feio, que somente o amor faz ser contemplado como tal, porque é verdade, Dom Armando, que, para quem ama, o feio, bonito lhe parece. Muito obrigado, Dom Armando, porque se é maravilhoso pertencer a esta Diocese, também é muito bom ter o senhor como nosso Bispo. Dom Armando, peço que não veja nestas palavras uma espécie de Captatio benevolentiæ. Não, elas não são isso, mas pretendem ser apenas um jeito de dizer, não o único possível nem com esquemas didáticos, mas pelo sentir do coração, que seu episcopado, nestes 10 anos, tem sido, para nós, ainda que neste recanto do mundo, o desdobramento da Constituição Dogmatica Lumen Gentium cujo cinquentenário estamos celebrando e que nos ensina um novo jeito de ser Igreja. Hoje, 10 anos após, entendemos que aquele beijo dado à terra, foi desdobrado em muitos gestos de amor. Sentimos cumprir a afirmação de Dom Hélio naquela feliz homilia, pois a escolha foi excepcional e se houve a intercessão de Maria, a senhora a quem pertence estas terras, Aquele que a tudo provê não se fez esperar, mas nos mandou o senhor, o nosso Bispo, a quem muito amamos. Muito obrigado! Pe. Rinaldo Silva Pereira Chanceler do Bispado
- MEMÓRIA: EIS-NOS AQUI! – ORDENAÇÃO DIACONAL DE PABLO E MAX
Os dois são filhos da nossa Diocese, mas vieram de paróquias diferentes, com histórias pessoais e vocacionais diferentes, temperamentos que não se assemelham. No entanto, vimos essa dupla realidade convergindo ao único propósito do ministério ordenado, o que fez com que ambos se tornassem parceiros na caminhada vocacional, desde o começo, culminando na ordenação que deu à nossa Diocese dois novos diáconos, sendo eles Max Sabrino Rodrigues Vieira e Pablo Wilson Lima Dourado. Certo é que o querido, desejado e esperado tomou forma por uma sóbria e solene celebração presidida por nosso Bispo diocesano Dom Armando Bucciol, no último dia 03, sob o olhar materno de Nossa Senhora do Livramento, em nossa igreja catedral. Barrados pela COVID-19, à celebração não éramos muitos, sendo ao todo quinze padres, incluindo o mestre de cerimônias e o regente do coro; e mais, seis diáconos, seminaristas, familiares e amigos, não ultrapassando o limite previsto de cem pessoas. Tudo foi feito com cuidado personalizado, somando forças e dons especiais, atingindo decoração, escolha dos cantos, arranjos musicais e cadência do cerimonial. Para os cantos, escolhidos pessoalmente pelos Ordinandos, juntaram-se membros do coral de Dom Basílio, catedral e Taquari, que, regidos pelo padre Júlio César, puderam executar na devida medida tudo o que fora cantado na solenidade, enquanto o cumprimento das rubricas sagradas ficou sob os minuciosos cuidados do padre Gonçalo Aranha, recém-nomeado para o oficio de cerimoniário episcopal, apenas para formalizar um trabalho que desde a distante época de coroinha ele já executava com perfeição. Pelo ritmo dado à cerimonia e pela transparente alegria, Dom Armando disse que estava presidindo os sagrados ritos com o maior agrado. Durante a homilia, ele falou aos ordinandos como a filhos espirituais, não deixando passar despercebidas as obrigações que se abraça quando decide seguir o Cristo como casto, pobre e obediente. Doravante, o sim dado pelos agora diáconos terá forma pelo diaconato transitório, que os conduzirá à realização da vocação em si, o presbiterado. Pe. Rinaldo Silva Pereira Chanceler do Bispado
- MEMÓRIA: PARA SERVIR – ORDENAÇÃO DIACONAL DE JULIO CÉSAR E MARCOS BENTO
Num mundo tão marcado pela busca de riqueza, prestígio, poder e prazer, alguém decidir-se pelo ministério ordenado parece, por quanto, um trajeto na contramão da história. Mas há quem se aventure justamente pelo contrário, com suas próprias escolhas, formalizadas da maneira como a que participamos em nossa catedral no sábado passado, dia 13/07, quando, com solene sobriedade, Dom Armando oficiou a ordenação diaconal de Júlio César e Marcos Bento, filhos da nossa Diocese, agora também seus servidores. A cerimônia foi iniciada às 19:30, com numerosos leigos e leigas de várias paróquias da nossa Diocese; padres daqui e os vindos das Dioceses de Caetité e Ilhéus, como também das Arquidioceses de Vitória da Conquista e Belo Horizonte, ocuparam todo o presbitério, éramos vinte e um ao todo. Vários seminaristas compareceram para prestigiar a ordenação dos amigos. Quanto ao estilo da celebração, este foi o mesmo como tem sido orientado por nosso Bispo, em perfeito alinhamento ao Concílio Vaticano II e normas a ele posteriores, que procurou manter o espírito orante, beleza e solene sobriedade, possibilitando a todos mergulharem-se no Mistério celebrado. A inexistência de motivações por uma terceira voz, a escolha e harmoniosa execução dos cantos, decoração simples e bela contribuíram ao embelezamento da festa, continuada no centro diocesano de treinamento com um coquetel aos presentes, oferecido pela paróquia anfitriã. Já no domingo, logo cedo, os recém ordenados retomaram seus serviços na Diocese, o diácono Marcos seguindo para Iramaia e o diácono Júlio indo para Piatã, onde foi começada a segunda Visita Pastoral de Dom Armando, no domingo. E assim seguimos nossa vida, pois numa Diocese em que o Bispo não descansa, os que a ele se associam no serviço precisam andar ao menos a passos largos. Fica-nos a esperança que os ordenados, numa entrega generosa do seu tempo, das forças e da vida, possam ouvir os clamores vindos dos pobres, clamores de Cristo, que nos chama o discipulado serviçal, sem hora e sem sossego, nesta Diocese aonde o livramento não soa como mero título, mas uma obrigação que se impõe aos consagrados em relação a todos os que necessitam de libertação. Pe. Rinaldo Silva Pereira Chanceler do Bispado
- Reflexão | 3° Domingo da Quaresma
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- Reflexão | 2° Domingo da Quaresma
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- UMA PAUSA RESTAURADORA, UM JUSTO AGRADECIMENTO
Nesse momento, o estilo como Dom Armando vive seu ministério só pode suscitar em nós um desejo: agradecer. Nascido a 03 de julho de 1946, em Villanova de Mota de Livenza (Província de Treviso – Itália), de Filho de Antônio Bucciol e de Antônia Roselen, o jovem Armando Bucciol foi ordenado sacerdote aos 12 de setembro de 1971, como incardinado na italiana Diocese de Depois da ordenação, cursou Teologia pastoral e especializou-se como professor de Ensino religioso em Pordenone (1973-1975). De 1977 a 1979 estudou Liturgia pastoral, no Mosteiro Beneditino Santa Justina, em Pádua. Fez o curso de Doutorado na faculdade de Santo Anselmo, em Roma (1979-1980), e, em Pádua, concluiu (1982) com a licenciatura (1993) Doutorado em sagrada Teologia, com especialização em Liturgia pastoral. Participou do curso de preparação para missionários no CUM, em Verona (Itália), e de inculturação no CENFI, em Brasília. Ele tem uma longa lista de serviços prestados à Igreja, como ministro ordenado Coadjutor na paróquia de Serravalle, em Vittorio Veneto (1971 a 1978); professor de Ensino religioso por 16 anos; por 11 anos, além dos serviços pastorais nas paróquias de Farra de Soligo (1978-1980), Barbisano e Soligo (1980-1991), trabalhou junto a pessoas com problemas especiais (alcoólatras, drogados, excepcionais físicos, doentes mentais), na diocesana, na formação de lideranças e na Pastoral da Juventude. Em 1991, veio para o Brasil como , atuando na Diocese de Caetité: reitor do Seminário São José (1991-2001), vigário das paróquias de Candiba (1991-2004), Riacho de Santana e Matinha (1998-1999), Lícinio de Almeida (2002-2004); coordenador de Pastoral (1995-2004); Professor na Escola de Teologia para Leigos. Ordenado Bispo no dia 17 de Abril de 2004, tomou posse na Diocese de Livramento de Nossa Senhora, no mesmo ano. Tem como lema de sagração: Charitas Christi urget nos! (O amor de Cristo nos impulsiona!). Com sua escolha ao episcopado, trouxe para nossa Diocese de Livramento, não apenas seus ideais de discípulo do Vaticano II, mas também a longa experiência como padre, desdobrada na Itália e nas terras sertanejas de Caetité. Como bispo, nunca gostou do trabalho burocrático que o ministério episcopal exige, embora o tenha realizado sempre na melhor forma do Direito. Ao logo dos anos Dom Armando tem preferido estar com o povo, em qualquer lugar, desde sua casa, passando pela catedral, até a comunidade mais longínqua de sua Diocese, transitando por todos os tipos de estrada, em muitas delas se dando mal, porque as procurou como atalho para chegar de modo mais rápido ao povo. Por conta disso, chegou a dormir uma noite, com o carro quebrado, no gelado gerais de Ibicoara, tendo por agasalho a protegê-lo apenas os paramentos que levava; também transitou por estradas onde “só passa carro de boi e o Bispo de Livramento”. Andou a pé por mais de vinte quilômetros serra acima, numa madrugada, subindo das comunidades rurais a Rio de Contas, porque o carro mais uma vez o deixou na mão. Nunca quis que fossem instalados equipamentos de segurança na “casa do Bispo”, e ao ser advertido por um dos seus colaboradores acerca do perigo em manter o portão sempre aberto, ele simplesmente respondeu que era para os ladrões não terem o trabalho de arrombar a fechadura, calando a boca do que o importunara. Atende que chega primeiro, todos têm espaço e assento na casa do Bispo, cuja capela parece extensão das matrizes paroquiais, porque lá acorrem os de todos os cantos para serem sacramentalmente atendidos, na certeza que o serão da melhor forma. A juventude o encanta e o contamina terrivelmente com sua energia e otimismo. Generoso na consideração acerca dos a ele se somam no serviço eclesial, é capaz de detectar sabedoria nas palavras saídas dos lábios mais simples e levantar a destemida voz como antídoto aos venenos e à arrogância das más línguas; apraz-lhe chamar de bonito o feio, que somente o amor faz ser contemplado como tal, nos ensinado que o amor deve ditar as regras do relacionamento, fazendo-nos valer o ditado “para quem ama o feio, bonito lhe parece”. Como se nossa Diocese fosse pequena, Dom Armando, como intelectual que é, anda pelas dioceses dos outros, transita pela Conferência dos bispos e fora dela, para dar os seu contributo teórico, fruto do aprendido nos inúmeros livros, igualmente fruto do vivido e diuturnamente experimentado no meio século que se foi. Por causa ele, a Diocese de Livramento de Nossa Senhora é conhecida em muitos lugares e por muitas pessoas, que o apresentam nos eventos como o “Bispo de Livramento de Nossa Senhora”; por conta de Dom Armando, somos a Diocese que produz seus próprios subsídios pastorais, tem todos os institutos de comunhão e participação exigidos pelo Direito e até os que ele achou conveniente criar, para fomentar e valorizar a vocação dos leigos na vida eclesial. É assim, sempre na posição de servo, um “Bispo presente”, tantas vezes se deixando confundir com um vigário cooperador nos afazeres, que Dom Armando chega aos cinquenta anos de ministério presbiteral: santificando, ensinando e pastoreando, ele conhece nossa Diocese como se ela fosse uma pequena aldeia e ele o respectivo vigário; sabe os nomes de muitos leigos e leigas, de quem conhece as potencialidades pastorais e administrativas, mas também suas fadigas, dores, alegrias e esperanças, porque acima do poder que detém, ele entende sua vida como serviço e incorpora em si o pastor que tem o cheio das ovelhas; ovelhas que ele visita, acolhe, abraça, aconselha, inclui, perdoa e encoraja, nunca fugindo quando o lobo aparece. É “Bispo” porque olha por cima não para vigiar ou comandar, mas para perceber com maior precisão onde sua presença é mais necessária; é “presente”, porque vai, porque fica, porque revisita, porque nos foi dado por Nossa Senhora do Livramento, a mãe que nos ama em nosso Bispo. Como não celebrar tudo isso? Celebramos com senso do dever e em grande estilo. A catedral diocesana foi o lugar da grande solenidade, na ensolarada manhã de 12 de setembro. Vieram pessoas de todas as paróquias, inúmeros leigos e leigas; o clero na sua totalidade acorreu à sede diocesana; seminaristas vieram ajudar e celebrar; os vizinhos bispos de Caetité (Dom José Roberto Silva Carvalho) e de Bom Jesus da Lapa (Dom João Santos Cardoso), também o nosso metropolita (Dom Josafá Menezes da Silva), com representações do respectivo clero, estiveram presentes, cada um dando suas felicitações ao final da celebração, presidida pelo jubilando. O recém-empossado Bispo de Jequié (Dom Paulo Romeu Bastos) veio dois dias antes para um almoço, porque já tinha agendado compromisso para o dia 12. Também autoridades civis e outras tantas representações da sociedade organizada compareceram. Foi uma grande festa: Pelas dez horas, os sinos foram repicados sem dó e aquela imensa procissão rumou catedral adentro ao som dos mais perfeitos acordes e belíssimo canto entoado pelo coro da catedral regido pelo padre Júlio César Meira. E na casa da Augusta Senhora, a Mãe do Livramento, uma liturgia com nobre simplicidade disse a Deus, no mais alto significado da justiça: muito obrigado, Senhor! Para constar e para a perpétua memória, aos 15 de setembro de 2021, fiz o presente assentamento, que assino. Eu, o Chanceler do Bispado, Padre Rinaldo Silva Pereira – Chanceler do Bispado –
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