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- Encontro de Formação para Catequistas no Taquari
A Paróquia do Senhor Bom Jesus do Taquari promoveu neste domingo(15/05), um Encontro de Formação para Catequistas a nível paroquial e contou com a presença de mais de 200 pessoas das 64 comunidades que a compõem. O encontro contou com a participação do educador Marcílio Rubem, que apresentou o tema: “ O perfil do catequista na atualidade junto às novas demandas da catequese “. A segunda palestra foi ministrada pelo Pe. Marcelo, pároco In Solidum , com o tema: “ Jesus mestre e educador “. Também foram trabalhados temas para as atividades de oficina, com propostas de intervenção. O objetivo maior é fortalecer a vocação do catequista, pois, esta representa o cumprimento da missão que Jesus Cristo nos designou: “ Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-os a observar tudo o que vos tenho ordenado ” (Mt 28,19-20). Ser exemplo de vida e inspiração para os catequizandos é fundamental, mas também é preciso conhecer a Palavra, a Doutrina e as diretrizes da Igreja. Confiamos em uma Igreja de mais de dois mil anos, fundada pelo próprio Cristo.
- Paróquia de Ibipitanga reúne CPP
Na manhã do último domingo (15/05), o Conselho Pastoral Paroquial (CPP) da Paróquia de Santa Luzia de Ibipitanga reuniu os representantes das Comunidades Eclesiais Missionárias, Pastorais, Grupos e Movimentos no Auditório do Centro Pastoral José Menon, para exercerem a fase diocesana do Sínodo, a partir dos Encontros da Escuta. Na ocasião, a Leitura Orante da Palavra de Deus foi primordial para favorecer maior compreensão e direcionamento às propostas. Entre os presentes, uma vez organizados em grupos, criados a partir dos questionamentos presentes no Itinerário Sinodal apresentado pelo nosso bispo diocesano, Dom Armando Bucciol, possibilitou a partilha e a escuta uns aos outros, considerando a realidade paroquial, os desafios pastorais e, sobretudo, atentos à realidade e ao apelo da Igreja no âmbito social. Toda discussão será redigida em síntese para dar sequência às fases seguintes do processo sinodal. Ao final, realizou-se a prestação de contas da paróquia.
- FESTA DE SANTO ANTÔNIO DO PARAMIRIM 2022
Do dia 31 de maio a 13 de junho, a Paróquia de Paramirim se alegra em celebrar seu glorioso padroeiro Santo Antônio. A Festa terá como tema: “Anvancem para águas mais profundas.”, seguindo a Carta Pastoral de nosso Bispo. Todos os dias haverá a Celebração do Trezenário as 19h30min, contando com a participação de padres dos Vicariatos: Nossa Senhora do Carmo, Imaculada Conceição, Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora do Alívio e Nossa Senhora do Livramento, encerrando os Festejos com a Missa Solene, presidida por Dom Armando Bucciol no dia 13/06 as 16h30min. As demais celebrações religiosas e culturais serão divulgados pelas redes sociais da Paróquia: Facebook: /parokiasantoantonioparamirim Instagram: paroquia.paramirim Acompanhe e celebre conosco.
- SINAIS E SÍMBOLOS: O INCENSO
Em minhas reflexões litúrgicas, estou apresentando os sinais e símbolos que aparecem em nossas celebrações. Um desses é o incenso . Esse aroma já era usado nas cerimônias religiosas no Egito antes da chegada dos israelitas. Seu simbolismo é facilmente compreensível: indica festa, honra, respeito e, também, sacrifício. No livro do Êxodo (30,1.7-8), se lê: Farás um altar para queimares nele o incenso… Aarão fará fumegar sobre ele o incenso aromático; cada manhã, quando preparar as lâmpadas, ele o fará fumegar… Será um incenso perpétuo diante do Senhor, pelas vossas gerações . Tudo isso se realiza ao redor da Arca da Aliança, no Templo de Jerusalém. A rainha de Sabá trouxe para Salomão, entre outros presentes, grande quantidade de aromas, que jamais se viu em tanta quantidade (cf. 1Rs 10). Os Magos, que do Oriente vieram visitar o menino Jesus, trouxeram, com o ouro e a mirra, também o incenso, como tinha anunciado o profeta Isaías (60,6). Os cristãos, porém, introduziram em seu culto o incenso somente no século IV, quando já não existia mais o perigo de confusão com os ritos idolátricos do culto romano. A palavra incenso vem do latim incendere = acender; incenso é ‘o que é queimado’; no grego, a palavra é thus ; dela vem turíbulo , o incensário, e turiferário, aquele que usa o turíbulo para incensar. Na liturgia, o incenso se usa nas solenidades, como sinal de festa. Com ele, incensa-se o altar, as oferendas, o livro dos Evangelhos, as imagens, quem preside a celebração e os participantes todos; incensa-se o Santíssimo na exposição, o corpo do falecido, que foi ‘templo do Espírito Santo’ e está destinado à ressurreição. O incenso é símbolo da oração, como bem expressa o salmo 141/140, 2: Suba minha prece como incenso em tua presença ; no livro do Apocalipse (8,3-4) se lê: Outro anjo veio postar-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro. Deram-lhe uma grande quantidade de incenso para que o oferecesse com as orações de todos os santos, sobre o altar de ouro que está diante do trono. E, da mão do Anjo, a fumaça do incenso com as orações dos santos subiu diante de Deus. O incenso expressa, ainda, a dimensão do sacrifício, como escreve o apóstolo Paulo: Tornai-vos, pois, imitadores de Deus, como filhos amados, e andai em amor. Assim como Cristo também nos amou e se entregou por nós a Deus, como oferta e sacrifício de odor suave (Ef 5,1-2). E, ainda, é símbolo das boas obras: … por nós se expande o perfume do seu conhecimento. Em verdade, somos para Deus o bom odor de Cristo (2 Cor 2,14-15). Na missa dos santos óleos, na oração depois da Comunhão, pedimos de ‘ser por toda parte o bom odor de Cristo’. São Gregório Magno (papa no final do VI século) escreve: “A alma santa torna o seu coração como um turíbulo que exala perfume diante de Deus”. A liturgia de nossa Igreja pede para participarmos com a totalidade da nossa pessoa, e nos envolve com todos os sentidos, não só com a visão e a audição, o gosto e o tato, mas também com o olfato. O uso do incenso é sinal dessa totalidade com que devemos participar nas celebrações litúrgicas. Dom Armando
- Paróquia de Boninal celebra seu padroeiro
Neste último domingo, dia 8 de Maio, a paróquia de Boninal celebrou seu titular, o Senhor do Bonfim, após nove dias de preparação refletindo a carta pastoral de nosso bispo: “Avancem para águas mais profundas”. A festa chegou ao seu ponto alto com a Missa solene da liturgia do “Bom Pastor”, 4° Domingo da Páscoa, às 16h, celebrada por Dom Armando. Centenas de fiéis se reuniram em frente a Igreja matriz. A devoção ao Senhor do Bonfim acompanha a história de Boninal, por isso, este ano foi inaugurado um novo hino, composto pelo Pe. Renato, que canta essa devoção em meio a história e características do lugar.
- O Sinal da Cruz
Queridas e queridos irmãos de fé, com alegria pretendo comunicar com vocês sobre Liturgia . Os assuntos são tantos, e também as dúvidas e perguntas. É meu desejo oferecer só breves reflexões para ajudá-los na melhor vivência da celebração da nossa fé. Começo apresentando alguns pensamentos a respeito de um gesto que nós, cristãos católicos, repetimos tantas vezes, talvez de forma mecânica e sem muito refletir. Gesto que resume e expressa a fé de forma simples e imediata e, ainda mais, contém como que a nossa humanidade que se abre ao Deus Trindade. É sobre o sinal da cruz que vamos meditar. Desde crianças o aprendemos, ao menos os que nascem e crescem em famílias cristãs e onde os pais se preocupam em ensiná-lo aos filhos. Fazendo este sinal, nós traçamos uma cruz sobre nosso corpo. A cruz foi instrumento de morte, vergonhoso e terrível. Ao ponto que, no Antigo Testamento, como são Paulo lembra escrevendo aos Gálatas, afirma-se: “Maldito todo aquele que é suspenso no madeiro” (Dt 21,33= Gál 3,13). A cruz, porém, com a vitória de Cristo sobre a morte, tornou-se ‘causa de salvação’. Então, fazer o sinal da cruz significa lembrar-se de Jesus, nosso Senhor e Salvador, que com sua morte e ressurreição, abriu-nos o caminho para a vida. Enquanto traçamos o sinal da Cruz, nós invocamos os nomes das Três pessoas da SS. Trindade: Pai e Filho e Espírito Santo. Os dois mistérios fundamentais da fé cristã são, deste modo, professados: a identidade de nosso Deus que é família e vive num amplexo de indizível amor, e a Encarnação, paixão e morte de Jesus, o Filho amado que por nós morreu numa cruz. Num simples gesto e poucas palavras manifestamos o sentido de nossa fé e a esperança que anima e ilumina nossa vida. Podemos observar, ainda, que os nossos gestos externos têm um sentido antropológico muito rico. Colocamos nossos dedos, antes de tudo, na testa e dizemos: “Em nome do Pai”. A anatomia do corpo humano nos diz que na altura da fronte, lá no centro, temos uma glândula chamada de hipófise, que determina o desenvolvimento humano e que podemos chamar de centro da vida. O Pai é, pela nossa fé, a origem de tudo, o centro vital do universo. Enquanto dizemos (em nome) do Filho, nossa mão toca no peito, à altura do coração: outro centro vital que em muitas culturas é o símbolo do amor. Pela nossa fé, é Jesus Cristo o amor visível do Pai invisível, Aquele que tanto nos amou e deu sua vida por amor; é o Sagrado Coração de Cristo que desperta amor naqueles que têm fé. Enfim, nossa mão toca os ombros e diz (em nome) do Espírito Santo: o Espírito é a vida íntima de Deus e, ao mesmo tempo, o missionário do Pai e de Jesus que acompanha a vida e caminhada da Igreja, conduzindo-a para a missão. O Divino Espírito abre a Igreja toda, e, nela, cada discípulo(a), para a missão. O gesto externo manifesta o sentido profundo da fé na força transformadora e na abertura missionária que o Espírito opera e sustenta.À luz dessas essenciais considerações, possamos fazer com maior compreensão e intensa fé este gesto tão singelo e tão rico de sentido: Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Dom Armando Bucciol
- Encontro da Juventude Carismática no Vicariato Nossa Senhora do Carmo
No último domingo, 1º de Maio, a Juventude do Ministério Jovem da Renovação Carismática Católica do Vicariato Nossa Senhora do Carmo viveram um bonito momento de oração, pregação e partilha em encontro. Sediada pela Paróquia Senhor do Bonfim de Rio do Pires, os jovens de nossas paróquias estiveram presentes desde o inicio da manhã no encontro onde ouviram a Palavra de Deus, participaram do momento de adoração, presidida pelo Padre Marcos Bento (Paróquia Santa Luzia de Ibipitanga). O Encontro teve fim com a celebração da Santa Missa do Terceiro Domingo da Páscoa. Presidida pelo Pe. Weverson Almeida e concelebrada pelo Pe. Marcos Bento.
- Encontro das CEB’s na Paróquia de Mucugê.
Aconteceu neste domingo dia primeiro de maio, no Terceiro Domingo da Páscoa e na ocasião da Festa de São José Operário, na setor norte da paróquia São João Batista de Mucugê na comunidade de Santo Antônio do Guiné, o encontro com as Comunidades Eclesiais de Base – CEB’s, composto pela seguintes comunidades: Barriguda, Frio, Guiné, Guiné de Baixo, Passagem do Lajedo e Tapiacanga. O encontro teve início às oito horas com a oração inicial dinamizada defronte à igreja de Santo Antônio. Logo após, uma breve caminhada até o interior da igreja. A seguir houve um breve momento de apresentação dos membros que representaram as suas comunidades. Em seguida, teve o lanche e o retorno às atividades. Cada comunidade falou das suas dificuldades, de como enfrentou a pandemia, dos momentos de esperança e alegria que guiaram cada uma, dos desafios com o retorno às atividades eclesiais. Também foi abordado os avanços, os pequenos passos dados por cada uma. Dando continuidade o padre Renato apresentou e distribuiu entre os participantes o subsídio preparatório: “Para uma Igreja Sinodal: comunhão, participação e missão” e o Vade-mécum para o Sínodo sobre a Sinodalidade. Nossa Igreja Particular de Livramento de Nossa Senhora, numa forma de ajudar as comunidades a se apropriarem desse conteúdo de maneira mais direta, elaborou o Itinerário Sinodal e estamos já na fase dos Encontros de escuta em nossa paróquia. Divididos em grupos por comunidades, foi assim lida e respondida as perguntas apresentadas pelo o subsídio. Ao término do trabalho as coordenadoras: Cristiane (Barriguda); Irani (Frio) Marilene (Guiné); Vancleides (Guiné de Baixo); Ednalva (Passagem do Lajedo); Elizabete (Tapiacanga) representando as suas comunidades expressaram o que acharam desse momento de encontro entre comunidades. Encerramos o nosso encontro com um almoço de confraternização.
- Semana Santa na Paróquia de Ibipitanga
A Paróquia de Santa Luzia de Ibipitanga celebrou entre os dias 10 e 17 de abril em comunhão com toda a Igreja, a Semana Santa. Revivemos os instantes mais profundos da vida de Jesus e a sua entrega dolorosa pela redenção de todo povo de Deus. Desde a procissão do Domingo de Ramos, vivemos os encontros da Campanha da Fraternidade com os profissionais da Educação, celebramos dignamente o Tríduo Pascal presencialmente, manifestações públicas da fé cristã católica, forte vivência sacramental e, sobretudo, com a presença marcante das Comunidades Eclesiais Missionárias e concluindo com a Missa Solene da Páscoa do Senhor, na Igreja Matriz.
- Primeiros Passos: nossa Diocese envia jovem para o seminário.
O seminário Propedêutico São José da Diocese de Caetité iniciou neste ultimo dia 08 de abril, as atividades formativas. Conduzido pelo Pe. Sandro Lima, o seminário acolhe quatro jovens, para a etapa do propedêutico sediado na cidade de Brumado, essa é a etapa inicial da formação dos futuros sacerdotes. Trata-se de um ano em que o candidato participa de uma série de atividades, cujo objetivo é a formação humana, espiritual, intelectual, comunitária e pastoral. Depois do processo de acompanhamento e discernimento, neste ano, a nossa diocese envia ao seminário propedêutico o jovem Dioraci Eleuterio de Souza Junior , de 22 anos, natural da Paróquia de Santo Antônio de Paramirim. Convidamos a todos a rezarem pelas nossas vocações, e, sobretudo a fazerem parte da OVM, que é um grupo que ORA e CONTRIBUI com as vocações e ministérios de nossa Igreja. Participando da OVM você estará ajudando muitos jovens no discernimento vocacional e a seguirem o caminho da formação presbiteral. Procure esse grupo em sua paróquia e faça parte dessa família de oração pelas vocações!
- BISPOS DIVULGAM MENSAGEM AO POVO BRASILEIRO: FÉ, ESPERANÇA E CORAJOSO COMPROMISSO COM A VIDA E O BRASIL
A 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou a tradicional Mensagem ao Povo Brasileiro. O texto apresenta “uma mensagem de fé, esperança e corajoso compromisso com a vida e o Brasil”. Os bispos lembraram da solidariedade para a superação da pandemia, agradeceram às famílias e agentes educativos pelo cuidado no campo da educação e dedicaram reflexões sobre a realidade do país, cujo quadro atual “é gravíssimo”. Para os bispos, “o Brasil não vai bem!”. Diante da complexa e sistêmica crise ética, econômica, social e política, a CNBB espera que os governantes “promovam grandes e urgentes mudanças, em harmonia com os poderes da República, atendo-se aos princípios e aos valores da Constituição de 1988”. A mensagem também aborda o processo eleitoral deste ano, envolto “de incertezas e radicalismos, mas, potencialmente carregado de esperança”. Também chama atenção para as ameaças ao pleito, além de reforçar um apelo pela democracia brasileira. “Conclamamos toda a sociedade brasileira a participar das eleições e a votar com consciência e responsabilidade, escolhendo projetos representados por candidatos e candidatas comprometidos com a defesa integral da vida, defendendo-a em todas as suas etapas, desde a concepção até a morte natural. Que também não negligenciem os direitos humanos e sociais, e nossa casa comum onde a vida se desenvolve” Ao final do texto, os bispos convidam a todos, particularmente a juventude, “a deixarem-se guiar pela esperança e pelo desejo de uma sociedade justa e fraterna”. Confira o texto na íntegra: P – Nº. 0099/22 MENSAGEM AO POVO BRASILEIRO 59ª. Assembleia Geral da CNBB (Rm 5,5) Guiados pelo Espírito Santo e impulsionados pela Ressurreição do Senhor, unidos ao Papa Francisco, nós, bispos católicos, em comunhão e unidade, reunidos para a primeira etapa da 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, de modo e com a representação de diversos organismos eclesiais, dirigimos ao povo brasileiro uma mensagem de fé, esperança e corajoso compromisso com a vida e o Brasil. Enche o nosso coração de alegria perceber a explosão de solidariedade, que tem marcado todo o País na luta pela superação do flagelo sanitário e social da COVID-19. A partilha de alimentos, bens e espaços, a assistência a pessoas solitárias e a dedicação incansável dos profissionais de saúde são apenas alguns exemplos de incontáveis ações solidárias. Gestores de saúde e agentes públicos, diante de um cenário de medo e insegurança, foram incansáveis e resilientes. O Sistema Único de Saúde-SUS mostrou sua fundamental importância e eficácia para a proteção social dos brasileiros. A consciência lúcida da necessidade dos cuidados sanitários e da vacinação em massa venceu a negação de soluções apresentadas pela ciência. Contudo, não nos esquecemos da morte de mais de 660.000 pessoas e nos solidarizamos com as famílias que perderam seus entes queridos, trazendo ambas em nossas preces. Agradecemos ainda, de modo particular às famílias e outros agentes educativos, que não se descuidaram da educação das crianças, adolescentes, jovens e adultos, apesar de todas as dificuldades. Com certeza, a pandemia teria consequências ainda mais devastadoras, se não fosse a atuação das famílias, educadores e pessoas de boa vontade, espírito solidário e abnegado. A Campanha da Fraternidade 2022 nos interpela a continuar a luta pela educação integral, inclusiva e de qualidade. A grave crise sanitária encontrou o nosso País envolto numa complexa e sistêmica crise ética, econômica, social e política, que já nos desafiava bem antes da pandemia, escancarando a desigualdade estrutural enraizada na sociedade brasileira. A COVID-19, antes de ser responsável, acentuou todas essas crises, potencializando-as, especialmente na vida dos mais pobres e marginalizados. O quadro atual é gravíssimo. O Brasil não vai bem! A fome e a insegurança alimentar são um escândalo para o País, segundo maior exportador de alimentos no mundo, já castigado pela alta taxa de desemprego e informalidade. Assistimos estarrecidos, mas não inertes, os criminosos descuidos com a Terra, nossa casa comum. Num sistema voraz de “exploração e degradação” notam-se a dilapidação dos ecossistemas, o desrespeito com os direitos dos povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, a perseguição e criminalização de líderes socioambientais, a precarização das ações de combate aos crimes contra o meio ambiente e projetos parlamentares desastrosos contra a casa comum. Tudo isso desemboca numa violência latente, explícita e crescente em nossa sociedade. A crueldade das guerras, que assistimos pelos meios de comunicação, pode nos deixar anestesiados e desapercebidos do clima de tensão e violência em que vivemos no campo e nas cidades. A liberação e o avanço da mineração em terras indígenas e em outros territórios, a flexibilização da posse e do porte de armas, a legalização do jogo de azar, o feminicídio e a repulsa aos pobres, não contribuem para a civilização do amor e ferem a fraternidade universal. Diante deste cenário esperamos que os governantes promovam grandes e urgentes mudanças, em harmonia com os poderes da República, atendo-se aos princípios e aos valores da Constituição de 1988, já tão desfigurada por meio de Projetos de Emendas Constitucionais. Não se permita a perda de direitos dos trabalhadores e dos pobres, grande maioria da população brasileira. A lógica do confronto que ameaça o estado democrático de direito e suas instituições, transforma adversários em inimigos, desmonta conquistas e direitos consolidados, fomenta o ódio nas redes sociais, deteriora o tecido social e desvia o foco dos desafios fundamentais a serem enfrentados. Nesse contexto, iremos este ano às urnas. O cenário é de incertezas e radicalismos, mas, potencialmente carregado de esperança. Nossas escolhas para o Executivo e o Legislativo determinarão o projeto de nação que desejamos. Urge o exercício da cidadania, com consciente participação política, capaz de promover a “boa política”, como nos diz o Papa Francisco. Necessitamos de uma política salutar, que não se submeta à economia, mas seja capaz de reformar as instituições, coordená-las e dotá-las de bons procedimentos, como as conquistas da Lei da Ficha Limpa, Lei Complementar 135 de 2010, que afasta do pleito eleitoral candidatos condenados em decisões colegiadas, e da Lei 9.840 de 1999, que criminaliza a compra de votos. Não existe alternativa no campo democrático fora da política com a ativa participação no processo eleitoral. Tentativas de ruptura da ordem institucional, hoje propagadas abertamente, buscam colocar em xeque a lisura do processo eleitoral e a conquista irrevogável do voto. Tumultuar o processo político, fomentar o caos e estimular ações autoritárias não são, em definitivo, projeto de interesse do povo brasileiro. Reiteramos nosso apoio às Instituições da República, particularmente aos servidores públicos, que se dedicam em garantir a transparência e a integridade das eleições. Duas ameaças merecem atenção especial. A primeira é a manipulação religiosa, protagonizada tanto por alguns políticos como por alguns religiosos, que coloca em prática um projeto de poder sem afinidade com os valores do Evangelho de Jesus Cristo. A autonomia e independência do poder civil em relação ao religioso são valores adquiridos e reconhecidos pela Igreja e fazem parte do patrimônio da civilização ocidental. A segunda é a disseminação das , que através da mentira e do ódio, falseia a realidade. Carregando em si o perigoso potencial de manipular consciências, elas modificam a vontade popular, afrontam a democracia e viabilizam, fraudulentamente, projetos orquestrados de poder. É fundamental um compromisso autêntico com a verdade e o respeito aos resultados nas eleições. A democracia brasileira, ainda em construção, não pode ser colocada em risco. Conclamamos toda a sociedade brasileira a participar das eleições e a votar com consciência e responsabilidade, escolhendo projetos representados por candidatos e candidatas comprometidos com a defesa integral da vida, defendendo-a em todas as suas etapas, desde a concepção até a morte natural. Que também não negligenciem os direitos humanos e sociais, e nossa casa comum onde a vida se desenvolve. Todos os cristãos somos chamados a preocuparmo-nos com a construção de um mundo melhor, por meio do diálogo e da cultura do encontro, na luta pela justiça e pela paz. Agradecemos os muitos gestos de solidariedade de nossas comunidades, por ocasião da pandemia e dos desastres ambientais. Encorajamos as organizações e os movimentos sociais a continuarem se unindo em mutirão pela vida, especialmente por terra, teto e trabalho. Convidamos a todos, irmãos e irmãs, particularmente a juventude, a deixarem-se guiar pela esperança e pelo desejo de uma sociedade justa e fraterna. Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, obtenha de Deus as bênçãos para todos nós. Brasília – DF, 29 de abril de 2022. Dom Walmor Oliveira de Azevedo Arcebispo de Belo Horizonte – MG Presidente da CNBB Dom Jaime Spengler Arcebispo de Porto Alegre, RS 1º Vice-Presidente Dom Mário Antônio da Silva Bispo de Roraima, RR 2º Vice-Presidente Dom Joel Portella Amado Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ Secretário-Geral Fonte: CNBB
- Credo ou Símbolo
Nas últimas ‘colunas’ refletimos sobre a homilia , isto é, a conversa feita pelo Presidente da celebração depois da proclamação da Palavra. Hoje começamos considerar a profissão de fé que a liturgia coloca em nossos lábios neste momento. Chamamos de Credo ou Símbolo esta grande e antiga oração. Não é minha intenção fazer uma leitura teológica dos ‘artigos’ da fé. Isso seria muito importante, mas demorado e fora da finalidade destas breves considerações litúrgicas. Perguntemo-nos: como é que o Credo entrou na celebração litúrgica e qual o seu sentido? Digo logo que responder não é fácil e demoraria bastante. Portanto, eis só poucas e simples informações. O Credo proclama a fé que a Igreja professou ao longo de sua história. Trata-se do resumo das verdades que nós professamos e que fundamentam essa fé que recebemos dos apóstolos. O Credo que, de costume,usamos na celebração da Eucaristia é chamado de apostólico . Sabemos que não foi elaborado no tempo dos apóstolos, mas reflete o que, desde o início de sua caminhada, a Igreja acreditou. Todas as gerações que se sucederam na história da Igreja, proclamam a mesma fé na Trindade santa; celebram a mesma salvação que recebemos por meio de Jesus Cristo, nosso único Salvador; testemunham a certeza da presença do divino Espírito que acompanha a Igreja em sua peregrinação rumo à vida plena e salvação definitiva no fim dos tempos. Então, eis que quando na celebração da Santa Missa, como na celebração do Batismo e da Crisma, fazemos a profissão da fé, manifestamos nossa união com milhões de irmãos e irmãs que, ao longo dos séculos e espalhados por toda a terra, se reconhecem e procuram viver e testemunhar“a mesma fé que da Igreja recebemos e que é razão de alegria e sustenta a nossa esperança”. Antes de tudo, a profissão de fé deve ser ação de graças pelos dons recebidos, como afirma, com razão, a Instrução Geral do Missal Romano (n. 67): “O símbolo ou profissão de fé tem como objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio de fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia”. Para que este momento da celebração adquira sentido e valor, é preciso que os fiéis compreendam bem o que pronunciam, isto é, que recebam adequada catequese a respeito das verdades da fé, e que interiorizem e personifiquem os seus conteúdos. Somente assim a ritualidade celebrativa adquirirá sentido e será sinal de vitalidade eclesial. Por isso, o papa Bento XVI em sua carta Porta Fidei (coma a qual abriu e orientou o Ano da Fé) insiste na necessidade de conhecer o Catecismo da Igreja católica com seus conteúdos e na urgência de compreender que “o primeiro sujeito da fé é a Igreja”: “Eu creio. Nós cremos”: eu creio a fé da Igreja. “O ato de proclamar o ‘Credo’ na Assembleia litúrgica, por parte da comunidade celebrante, evidencia a vontade de expressar que a sua existência se encontra em íntimo contato com a fonte da história da salvação, isto é, com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A recitação do Credo põe às claras e demonstra uma vida já imersa em relação estável com a Trindade que, com sua presença ativa, qualifica o ser dos cristãos”. O símbolo manifesta nossa fé no Mistério que a liturgia celebra. Dom Armando







