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  • IV Etapa da Escola de Teologia para Leigos

    Aconteceu entre os dias 16 a 18 de setembro, a IV Etapa da Escola de Teologia para Leigos, que tem por objetivo, proporcionar formação teológica e pastoral aos leigos e leigas oriundos de diversas comunidades espalhadas por toda a diocese e que desejam enriquecer a fé e aprimorar a prática nos serviços eclesiais. Durante esses dias, alunos e colaboradores da EteL colocaram em prática o sentido de viver em comunidade, experienciando momentos de formação teológica e pastoral, bem como o exercício da espiritualidade nos momentos de oração das laudes e vésperas e na celebração da Santa Missa.

  • O ANO LITÚRGICO III

    Estou apresentando o  Ano Litúrgico , isto é, refletindo a respeito de como nós cristãos da Igreja católica celebramos o  Mistério de Cristo , sua presença em nossa história, no decorrer do tempo.       Desde o início de sua caminhada, a Igreja celebra a  memória viva  do sacrifício do Senhor, de modo especial com a celebração da divina Eucaristia e a oração que, seguindo o costume hebraico, visa santificar o tempo; oração que chamamos de  liturgia das horas .       O Ano litúrgico é celebrado com diferentes ritmos:  o ritmo diário :  Cada dia é santificado pelas celebra­ções litúrgicas do povo de Deus, principalmente pelo  Sacrifício eucarístico  e pelo  Ofí­cio divino . O dia litúrgico começa à meia-noite e se estende até à meia noite seguinte. Mas a celebração do domingo já começa na tarde do dia anterior : assim se lê nas  Normas Universais sobre Ano Litúrgico e o Calendário  (NUALC 3: 1969).       Tem  o ritmo semanal : No primeiro dia de cada semana, chamado  Dia do Senhor  ou  Do­mingo , a Igreja, segundo uma tradição apostólica que tem suas origens no próprio dia da ressurreição de Cristo, celebra o Mistério pascal  (NUALC 3).       A semana já é conhecida no mundo bíblico (vejam o relato da criação) e se afirma com a instituição do  sabat  ou  dia de descanso absoluto  (cf. Ex 20,10s), mas é conhecida também no mundo greco-romano, relacionada com os sete astros conhecidos até o III séc. a. C.: Saturno, Sol, Lua, Marte, Mercúrio, Júpiter e Vênus. No cristianismo acontece uma combinação das duas maneiras de viver a semana: a planetária e a judaica, começando a semana com o  do­mingo , “festa primordial”,  primeiro dia da semana  (cf. At 20,7-12),  dies dominica  (cf. Ap 1,10), denominando os outros dias como os judeus: segundo dia, terceiro dia A semana cristã sempre foi construída em torno do domingo ; aos poucos re­ceberam relevo especial as férias IV e VI que se tornarão dias  litúrgicos  – com a celebração da euca­ristia – a partir do V séc. No VI século a eucaristia é celebrada a todo dia durante a Quaresma; somente a partir da Idade Média a Eucaristia é celebrada diariamente o ano todo.       Temos, enfim  o ritmo anual .  Os dois pólos ao redor dos quais se forma o Ano Litúrgico são a  Páscoa  e o  Natal . Estes, com o  Tempo Comum  ou  durante o ano , formam o  Próprio do Tempo . Acrescenta-se o  Santoral , isto é, as memórias e festas de Maria, Mãe do Senhor e dos Santos, em dias fixos.       Na história destaque especial teve a celebração das  Quatro Têmpo­ras  ou dias de penitência prescritos para o começo das quatro estações do ano, provavel­mente relacionadas com as festas rituais pagãs da ceifa, da vindima e da semeadura. Com estas anotações gerais agora podemos compreender e viver melhor o  Domingo  e o  Ano Litúrgico  em geral e ver como torná-lo mais eficaz na vida pastoral. Dom Armando

  • Crisma de Jovens e Adultos na Paróquia de Ibipitanga: um novo vigor espiritual para confirmar a fé

    O mês de setembro, foi iniciado uma forte vivência sacramental na Paróquia de Santa Luzia de Ibipitanga, com a presença do bispo diocesano Dom Armando Bucciol, com a Crisma de Jovens Adultos nas Comunidades da Matriz, Alvinópolis, Angical, Castanhão II, Licurí, Lagoa de Dentro, Paga-Tempo, Riacho, Saco do Fogo, Várzea de São João e Várzea do Meio. O período de formação e preparação durou cerca de 2 anos, com inúmeros desafios e experiências de fé. Expressa-se profunda gratidão pelos catequistas e toda equipe envolvida na construção desse caminho. Que os frutos possam ser colhidos ao longo da vida, em suas relações interpessoais, no trabalho, na sociedade e na Igreja.

  • O ANO LITÚRGICO – II

    Estamos refletindo a respeito do  Ano Litúrgico , isto é, das celebrações do Mistério de Cristo ao longo do ano, no decorrer do tempo. O documento do Concílio sobre liturgia,  Sacrosanctum Concilium  (SC), afirma: “A santa mãe Igreja julga seu dever celebrar em determinados dias no de­curso do ano, com uma sagrada recordação, a obra de salvação do seu divino Esposo. Em cada semana, no dia que ela chamou de  Domingo , comemora a Ressurreição do Senhor, ce­lebrando-a uma vez também, na solenidade da Páscoa, juntamente com sua sagrada Paixão. No decorrer do ano, distribui todo o Mistério de Cristo, desde a Encarnação e Natividade, até a Ascensão, o dia de Pentecostes e a expectação da feliz esperança e vinda do Senhor. Relembrando, deste modo, os Mistérios da Redenção, dispensa aos fiéis as riquezas do poder salvífico e dos méritos do seu Senhor, de tal sorte que, de alguma forma, os torna presentes em todo tempo, para que os fiéis entrem em contato com eles e sejam repletos da graça da salvação” (SC 102).       O Catecismo da Igreja Católica (n. 1165), retomando o Concilio, escreve: “Quando a Igreja celebra o Mistério de Cristo, há uma palavra que marca a sua oração:  hoje ! fazendo eco à oração que seu Senhor lhe ensinou (cf. Mt 6,11)”.       A  História da Salvação  continua no dia-a-dia da Igreja e constitui a base do ano li­túrgico. Os tempos litúrgicos cristãos são sinais de Cristo e de sua obra de redenção aberta a todos. No  Mistério de Cristo  temos o aconteci­mento central e o objeto essencial de toda celebração. A salvação que Deus realizou, de maneira peculiar com a vinda e atuação de Cristo, deu-se no tempo e ela é celebrada no tempo por meio da liturgia. Sem esta  atualização  a salvação ficaria algo distante e abstrato (cf. SC 5-7).       Então, o Ano litúrgico pode ser descrito como “o conjunto das celebra­ções com que a Igreja celebra anualmente o Mistério de Cristo”. Insisto: não é o tempo litúrgico em si que é sinal de salvação, mas o tempo litúrgico na medida em que o cristão o vive como  tempo de graça e de salvação  (cf. 2 Cor 6,2); é esse tempo que se insere no tempo cronológico da nossa vida humana.       Por meio de suas celebrações litúrgicas, a Igreja torna presente no espaço de um ano, o Mistério de Cristo. Os tempos litúrgicos são o marco da presença anual da salvação, no aqui e agora da vida humana. Não são simples apresentações dos acontecimentos da vida de Jesus, quais exemplos morais a imitar. A liturgia  representa,  isto é, torna presentes , os mistérios, isto é, os acontecimentos salvíficos, da vida de Jesus  após a sua glorificação, uma vez que Ele foi subtraído às limitações do tempo. Dom Armando

  • Semana Nacional da Família nas Paróquias da diocese

    Com o tema: Amor familiar, vocação e caminho de santidade, diversas paróquias da Diocese de Livramento de Nossa Senhora realizaram a semana da família, seguindo a proposta do Hora da Família preparado pela Pastoral Familiar. Os encontros envolveram várias comunidades, grupos, pastorais e movimentos, despertando em todos o compromisso com a evangelização das famílias. Outras paróquias se preparam para comemorar num outro momento. Veja fotos deste momento:

  • BISPOS REUNIDOS NA 59ª ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB DIVULGARAM A “MENSAGEM DA CNBB AO POVO BRASILEIRO SOBRE O MOMENTO ATUAL”

    Os 292 bispos católicos do Brasil reunidos na 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desde o último domingo, 28 de agosto, divulgaram na manhã desta sexta-feira, 2 de setembro, “a mensagem da CNBB ao povo brasileiro sobre o momento atual”. LEIA NA INTEGRA: MENSAGEM DA CNBB AO POVO BRASILEIRO SOBRE O MOMENTO ATUAL “Se nos esforçamos e lutamos, é porque pusemos a nossa esperança no Deus vivo, que é o salvador de todos” (1 Tm 4,10). Reunidos no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, de 28 de agosto a 2 de setembro, para a etapa presencial da 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, nós, bispos católicos, em colegialidade e comunhão, nos dirigimos a todos os homens e mulheres de boa vontade. Como pastores, temos presente a vida e a história de nossas comunidades, o rosto de nossa de gente, marcado pela fé, esperança e capacidade de resiliência. Nossas alegrias e esperanças, tristezas e angústias (cf. Gaudium et Spes, 1) são as mesmas de cada brasileira e brasileiro. Com esta mensagem, queremos falar ao coração de todos. Nossa fé comporta exigências éticas que se traduzem em compaixão e solidariedade concretas. O compromisso com a promoção, o cuidado e a defesa da vida, desde a concepção até o seu término natural, bem como, da família, da ecologia integral e do estado democrático de direito estão intrinsecamente vinculado à nossa missão apostólica. Todas as vezes que esses compromissos têm sido abalados, não nos furtamos em levantar nossa voz. “A Igreja é advogada da justiça e dos pobres, exatamente por não se identificar com os políticos nem com os interesses de partido” (Bento XVI, Discurso Inaugural da Conferência de Aparecida). Com a esperança que nos vem do Senhor e que não nos decepciona (Cf Rm 5,5), reconhecemos o tempo difícil em que vivemos. Nosso País está envolto numa complexa e sistêmica crise, que escancara a desigualdade estrutural, historicamente enraizada na sociedade brasileira. Constatamos os alarmantes descuidos com a Terra, a violência latente, explícita e crescente, potencializada pela flexibilização da posse e porte de armas que ameaçam o convívio humano harmonioso e pacífico na sociedade. Entre outros aspectos destes tempos estão o desemprego e a falta de acesso à educação de qualidade para todos. A fome é certamente o mais cruel e criminoso deles, pois a alimentação é um direito inalienável (cf. Papa Francisco, Fratelli Tutti, 189). Segundo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, 2022), a quantidade de brasileiras e brasileiros que enfrentam algum tipo de insegurança alimentar ultrapassou a marca de 60 milhões. Como se não bastassem todos os desafios estruturais e conjunturais a serem enfrentados, urge reafirmar o óbvio: Nossa jovem democracia precisa ser protegida, por meio de amplo pacto nacional. Isso não significa somente “um respeito formal de regras, mas é o fruto da convicta aceitação dos valores que inspiram os procedimentos democráticos […] se não há um consenso sobre tais valores, se perde o significado da democracia e se compromete a sua estabilidade” (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 407). Ao comemorarmos o bicentenário da Independência do Brasil, é fundamental ter presente que somos uma nação marcada por riquezas e potencialidades, contudo, carente de um projeto de desenvolvimento humano, integral e sustentável. Vítimas de uma economia que mata, celebramos as conquistas desses 200 anos de independência conscientes de que condições de vida digna para todos ainda constituem um grande desafio. É necessário o compromisso autêntico com a verdade, com a promoção de políticas de Estado capazes de contribuir de forma efetiva para a diminuição das desigualdades, a superação da violência e a ampliação do acesso a teto, trabalho e terra. Comprometidos com essas conquistas e inspirados pela cultura do diálogo e do encontro, podemos ser uma nação realmente independente e soberana. É motivo de preocupação a manipulação religiosa e a disseminação de fake News que têm o poder de desestruturar a harmonia entre pessoas, povos e culturas, colocando em risco a democracia. A manipulação religiosa, protagonizada por políticos e religiosos, desvirtua os valores do Evangelho e tira o foco dos reais problemas que necessitam ser debatidos e enfrentados em nosso Brasil. É fundamental um compromisso autêntico com o Evangelho e com a verdade.A corrupção, histórica, contínua e persistente, subtrai o que pertence aos mais pobres. A Lei da Ficha Limpa, que proíbe que condenados por órgãos colegiados possam se candidatar a cargos políticos, é uma conquista popular e democrática, que deve ser promovida, juntamente com outros mecanismos de controle que garantam a ética na política.Mesmo com todos esses desafios, a dinâmica da democracia nos coloca, mais uma vez,num processo eleitoral. Tentativas de ruptura da ordem institucional, veladas ou explícitas,buscam colocar em xeque a lisura desse processo, bem como, a conquista irrevogável do voto.Pelo seu exercício responsável e consciente, a população tem a capacidade de refazer caminhos,corrigir equívocos e reafirmar valores. Reiteramos nosso apoio incondicional às instituições da República, responsáveis pela legitimação do processo e dos resultados das eleições.Assim, conclamamos, mais uma vez, toda a sociedade brasileira a participar ativa e pacificamente das eleições, escolhendo candidatos e candidatas, para o executivo (presidente e governadores) e o legislativo (senadores e deputados federais, estaduais e distritais), que representem projetos comprometidos com o bem comum, a justiça social, a defesa integral da vida, da família e da Casa Comum.Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, nos ajude a buscar sempre a melhor política, uma das formas mais eminentes da caridade. Aparecida – SP, 31 de agosto de 2022 Dom Walmor Oliveira de Azevedo Arcebispo de Belo Horizonte – MG Presidente da CNBB Dom Jaime Spengler Arcebispo de Porto Alegre – RS 1º Vice-Presidente Dom Mário Antônio da Silva Arcebispo de Cuiabá – MT 2º Vice-Presidente Dom Joel Portella Amado Bispo auxiliar do Rio de Janeiro – RJ Secretário-Gera

  • Intercâmbio Missionário – Tanhaçu recebe jovens italianos

    A diocese de Livramento acolheu entre os dias 11 a 20 de agosto a experiência missionária de jovens vindos da diocese de Vittorio Veneto da Itália; momento de partilha e alegria da missão. Motivados pela presença do Pe. Marco Del Magro em nossa igreja particular, italiano que vive um intercâmbio missionário na Paróquia Nossa Senhora do Perpetuo Socorro de Tanhaçu, os jovens viveram belos momentos em nossas terras. Dentre encontros com a juventude de Tanhaçu, trocas de conhecimentos, rodas de conversas, visitas às comunidades da área rural da paróquia, os jovens puderam conhecer um pouco da Igreja brasileira presente em nossa Diocese, além de conhecer as cidades de Livramento de Nossa Senhora (sede da Diocese), Rio de Contas, Caetité e Guanambi, ambientes de acolhida dos padres missionários Fidei Donum em nossa região. Ao findar a experiência de intercâmbio missionário, os jovens concluíram que, mesmo com dificuldades na comunicação, a fé e o amor por Deus os transforma para cumprir com essa responsabilidade que o Senhor os confiou de serem verdadeiramente “testemunhas d’Ele em todos os momentos, em todas as coisas e em todos os lugares”; por isso deve ser lembrado sempre a importância fundamental do amor, como motivador e impulsionador, pois ao agir com amor e inspirados pelo Espírito, o Senhor os ajudará a encontrar o verdadeiro propósito e motivação para missão.

  • O ANO LITÚRGICO – I

    Depois de ter refletido sobre a celebração da Eucaristia, vamos conhecer o sentido do  Ano Litúrgico  na vida da Igreja. Todos que frequentam a Igreja têm alguma ideia a respeito do que significa  Ano Litúrgico  e seu valor na vida cristã. Por exemplo, todos compreendem que o tempo da  Quaresma  tem um caráter penitencial, diferente do tempo pascal. Mas, o sentido mais profundo de tudo o que celebramos, os motivos e as características de como a salvação entra em nosso tempo – o nosso  hoje  – isso é algo muito rico em conteúdos e espiritualidade. Para entender melhor o sentido do que nós cristãos fazemos ao longo do ano que chamamos de  litúrgico,  é preciso, antes de tudo, refletir a respeito do que é o  tempo  e a ligação de nossa vida com a dimensão ‘tempo’. Tempo e espaço  são as duas dimensões fundamentais de toda atividade humana, e toda celebração litúrgica acontece no tempo e no espaço, realidades que têm tantos sig­nificados humanos e que na liturgia adquirem valor e sentido próprios. Todos têm experiência do “tempo que passa” e carrega consigo as nossas vidas. Mas,  o que é o  tempo ? S. Agostinho respondia: “Se ninguém me perguntar, eu sei, se quiser explicá-lo a quem me fizer a pergunta, já não sei” ( Confissões , livro 11,14). Já os antigos filósofos se perguntavam: “O que é a passagem do tempo”? “O tempo avança sempre com a mesma velocidade”? “O tempo do homem corresponde ao tempo dos outros seres existentes”? Não é minha intenção enfrentar todas essas questões filosóficas e antropológicas, mas lembrar que existem. Podemos considerar o tempo em sua dimensão de  tempo cósmico,  “o tempo dos calendários”; mas esta é só uma ma­neira de calcular o tempo, em que todas as horas são iguais. Existe, também, um  tempo interior , que mede o devir da vida humana. Toda festa ritualiza o tempo primordial e regenera o tempo cotidiano. O  rito  serve para atualizar o acontecimento do início, quando este se deu pela primeira vez, por obra de um ‘deus’, um herói. Aparece, assim, a ideia de  tempo sagrado ,  diferente do tempo ordinário. Nos antigos, encontra-se a concepção do  tempo cíclico , dominado pela lei do  eterno retorno : os mesmos eventos se reprodu­zem constantemente. Desse modo, a história é algo fechado. Na visão dos antigos gregos, o deus  Kronos  dominava, como pai de todas as coisas, girando a roda do eterno destino, em que todos os seres eternamente renascem. A história, assim, é sem esperança de um futuro diferente; é uma história que sempre recomeça e nunca se cumpre.  Nesta visão, a salvação é possível só fora do tempo , fugindo desse círculo eterno que amarra o ser humano à fatalidade. O  tempo sagrado  visa romper o círculo inexorável do constante retorno à origem, para mergulhar no tempo divino, no qual os deuses vivem e recriam o mundo. O calendário primitivo não serve para medir o tempo, mas para indicar o poder divino que nele se manifesta. O ano é um dos símbolos mais expressivos da vida humana . Por isso, cada novo ano traz consigo um tempo novo e, com ele, novas esperanças e renovadas energias. Para nós cristãos, a compreensão da história se dá a partir da Encarnação de Jesus; Ele entrou  no tempo  e introduziu  no nosso tempo  o louvor eterno que Ele dirige ao Pai. Ele, também, santifi­cou o tempo, assumindo a oração do seu povo. Disso,0 iremos refletir em nossas próximas conversas. Dom Armando

  • Dedicação e Festa do Padroeiro em Contendas do Sincorá

    Com alegria a nossa igreja diocesana em união com a comunidade paroquial de Contendas do Sincorá celebrou a Solene missa com Rito de dedicação da nova Igreja Matriz de São João Batista. No alvorecer do último dia 20, numerosa representação dos fiéis, junto aos padres do clero diocesano e ao nosso bispo Dom Armando, elevaram uma prece de agradecimento a Deus fonte e origem de toda benção pela comunidade de fé, missão e comunhão, presente nesta cidade. Que com coragem lançaram as sementes de fé e colheram com a edificação da nova Igreja, fruto da bondade, esforço, participação e serviço deste povo, junto ao Pe. Claudio Machado (pároco) que durante todos estes anos motivou e acompanhou espiritualmente este povo. Esta bonita celebração deu abertura a festa em louvor ao padroeiro de Contendas do Sincorá que se findou neste dia 29 com a Memória do Martírio de São João Batista. O novenário refletiu a partir do projeto pastoral diocesano cujo tema é “Avancem para águas mais profundas”, durante este período a paróquia recebeu diversos padres das dioceses de Livramento, Jequié e Arquidiocese de Vitória da Conquista, frutuoso momento de fé, partilha, comunhão e festa.

  • Encontro vocacional com crismandos em Ibipitanga

    Um Encontro Vocacional para crismandos com mais de 100 participantes, no último domingo (28) de agosto, marcou o encerramento do mês vocacional na Paróquia de Santa Luzia de Ibipitanga. Jovens das comunidades eclesiais missionárias, da sede e da zona rural, reuniram-se no Auditório do Centro Pastoral para celebrar, refletir e partilhar a grande alegria da nossa fé: “Cristo Vive!” O alegre anúncio da Ressurreição, tal como despertou nos primeiros discípulos de Jesus, desperta hoje em nós uma resposta livre, consciente e responsável para o chamado que o Senhor nos faz. “E se Cristo não ressuscitou, vã é a nossa pregação, e vã é a nossa fé” (1Cor 15,14). “A Ressurreição de Cristo é a garantia de que a palavra final da nossa história provém da vida, e a Igreja dá testemunho da vida nova que Cristo oferece ao cristão”, disse o Pe. Marcos Bento que assessorou o encontro. Os crismandos foram chamados a um novo despertar vocacional, na tentativa de escutar a voz de Deus que chama e envia para amar e servir em casa, na escola, com os amigos, na sociedade e na Igreja. Com palestras, dinâmicas, animação e orações, os jovens tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre as vocações e puderam abrir novos horizontes para o testemunho da fé cristã. O Encontro Vocacional contou com a colaboração e apoio de membros da Pastoral Bíblico-Catequética, da PASCOM e da Pastoral do Dízimo.

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