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  • Paróquia de Ibipitanga em missão!

    A Paróquia de Santa Luzia de Ibipitanga, motivada pelo Ano Jubilar Missionário viveu dias de intensa evangelização ao longo do mês de outubro. Tanto nas ações pastorais, quanto no ambiente digital diversas iniciativas contribuíram para a renovação da consciência batismal e do compromisso dos cristãos católicos com a ação evangelizadora da Igreja. Membros das Comunidades Eclesiais Missionárias, das Pastorais, Grupos e Movimentos acolheram a proposta de visitar as famílias e celebrar com elas a novena missionária, como Igreja em saída que vai ao encontro das pessoas. Com o tema “A Igreja é Missão” e o lema “sereis minhas testemunhas” (At 1,8), grupos espalhados na sede e na zona rural puderam refletir com a Palavra de Deus, compartilhar testemunhos missionários e rezar pela obra missionária da Igreja em todo o mundo. O encerramento da Novena aconteceu no Auditório do Centro Pastoral com o Encontro Laços para casais, promovido pela Pastoral Familiar. Na oportunidade, inúmeros casais receberam orientações acerca do fortalecimento dos vínculos afetivos e de como viver o matrimônio no Senhor. No último domingo (23/10), Dia Mundial das Missões, nas Missas e nas celebrações da Palavras, os fiéis realizaram a Coleta Missionária. E para confirmar a importância da missão, como o jeito de ser Igreja no amor evangélico e no serviço ao próximo, alguns leigos e leigas com o Pe Marcos Bento foram enviados à Comunidade de Nossa Senhora da Saúde, na Tabua do Norte, para realizar uma ação missionária.

  • Diocese promove encontro com os secretários(as) paroquiais

    Aconteceu na última quarta-feira (19/10), depois de um longo tempo por conta da pandemia, um encontro com os padres e todos (as) secretários (as) paroquiais da diocese. A motivação inicial foi uma capacitação acerca do sistema eclesial da Theós, ministrada pelo ecônomo diocesano o padre Jandir e por Adielson da contabilidade. Nosso bispo diocesano, Dom Armando, finalizou o encontro agradecendo a dedicação e a presença de todos (as). Foi um momento muito bom, de aprendizado e de partilha.

  • Celebração do Sacramento da Crisma, na Igreja Matriz de Piatã

    No dia 15 de outubro do presente ano, em solene celebração Eucarística, presidida pelo nosso Reverendíssimo Sr. Bispo Dom Armando e concelebrada pelo nosso Pároco Pe. Jucimar, em solene celebração Eucarística, aconteceu o Sacramento da Crisma de onze jovens de nossa Paróquia.

  • Piatã, Celebra a Festa da Co Padroeira Nossa Senhora do Rosário

    No dia 07 de outubro do corrente ano, em solene celebração Eucarística, aconteceu a festa em louvor a Nossa Senhora do Rosário, Co Padroeira de nossa Cidade. Sendo presidida pelo Pe. Samuel, que por muito tempo esteve a frente dessa paróquia e concelebrada pelo nosso Pároco Pe. Jucimar.

  • PASTORAL LITÚRGICA E EQUIPES

    Uma exigência de nossa vida eclesial no que se refere à liturgia é a efetiva organização da  Pastoral litúrgica . Também se em todas as paróquias existem grupinhos que atuam para as celebrações, precisamos dar mais um passo:  organizar uma verdadeira  Pastoral . Por isso, eis algumas sugestões, que, há anos, encontram-se num documento (n. 43) da CNBB (Comissão da Liturgia) [1] . É preciso distinguir, antes de tudo, entre  Equipe de Pastoral litúrgica  – que deve ser estável e formada por pessoas que tiveram uma específica formação – e  Equipes de celebração  que, orientadas pela primeira, organiza e anima as específicas celebrações . Equipe de Pastoral litúrgica A meta da  Equipe de Pastoral litúrgica  é favorecer a participação ativa nas ações litúrgicas, em vista da edificação da Igreja em comunidades vivas, comprometidas com a missão de Jesus Cristo e com a prática da caridade. Ela atua em vista da animação da vida litúrgica numa paróquia, e tem como funções: planejar, animar, coordenar e avaliar a vida litúrgica das comunidades;•zelar pela dimensão celebrativa do conjunto da ação evangelizadora e pastoral, da qual a liturgia é fonte e culminância; constituir, formar e fortalecer as equipes de celebração nas comunidades; garantir a celebração do mistério pascal de Cristo, dando particular atenção às celebrações dos tempos significativos do Ano Litúrgico; introduzir os fiéis nas diferentes formas celebrativas, na oração pública da Igreja, fonte de piedade e alimento da oração pessoal (cf. SC 90). integrar as diferentes equipes de celebração da Palavra de Deus, da Eucaristia e dos demais sacramentos e sacramentais; construir, pela liturgia, comunidades eclesiais vivas e missionárias. Em síntese , as principais tarefas da Equipe de Pastoral litúrgica são: animação da vida litúrgica, planejamento, coordenação, formação, assessoria e avaliação. A equipe de Pastoral litúrgica integra pessoas engajadas na vida da comunidade que, animadas pela fé, assumem e realizam de forma corresponsável e competente o serviço de animação litúrgica. O ideal é que ela seja plural, isto é, que reflita e integre a diversidade de idades, sensibilidades e engajamentos nas diversas dimensões da pastoral da Igreja [2] . A equipe de Pastoral litúrgica atua bem quando constituída por pessoas que amam a liturgia e prestam serviço de forma gratuita e desinteressada, aceitando trabalhar em equipe e aderindo-se ao processo de formação permanente. Ela é, antes de tudo, uma equipe de vida, de oração, imbuída do espírito do serviço gratuito e comprometida com a santidade e a espiritualidade da comunidade. Para uma efetiva participação e crescimento eclesial, é muito importante que, periodicamente, se renove o quadro de seus membros. Isto evitará os monopólios, o cansaço e a rotina [3] .  Equipe de celebração [4] Estas são encarregadas diretamente das celebrações da Palavra de Deus, da Eucaristia (missas), do Batismo, do Matrimônio, das Exéquias e das Bênçãos nas paróquias e comunidades. Destas equipes fazem parte, especialmente, leitores, Ministros da sagrada comunhão eucarística, recepcionistas, salmistas, cantores e instrumentistas, animadores, comentaristas e ministros que presidem. Tarefas da equipe de celebração A  equipe de celebração  tem como tarefas: preparar, com certa antecedência, as celebrações, de forma criativa, simples, alegre, acolhedora, participativa e adaptada à cultura e à experiência religiosa da comunidade; organizar o espaço celebrativo de modo agradável, acolhedor e orante; preparar tudo o que for necessário para uma determinada celebração; prever os diferentes elementos e momentos da celebração, tendo em vista a integração entre o mistério celebrado e a vida das pessoas; escolher os cânticos e hinos levando em conta os momentos da celebração, o tempo litúrgico e a experiência da comunidade; distribuir corresponsavelmente as diversas funções e serviços; preparar-se técnica e espiritualmente para o desempenho competente das funções litúrgicas, tendo em vista a participação ativa da assembleia, definido também expressões e gestos simbólicos; avaliar, periodicamente, a prática celebrativa à luz da vida da Comunidade eclesial e da vida como um todo, isto é, enraizada na realidade do bairro, da cidade ou do meio rural. A liturgia deverá ser sensível às condições do povo [5] . Pede-se às Equipes de celebração  para evitar o uso de folhetos litúrgicos. A atenção de todos deve estar centrada no altar, no ambão e na ação de quem preside ou anima a celebração. A proclamação da Palavra de Deus, das Orações Eucarísticas e das outras Orações deve ser acompanhada, ouvida e vivenciada com o olhar e o coração voltados para as pessoas que exercem em nome de Cristo o ministério litúrgico. Como povo sacerdotal não somos leitores de folhetos, mas atores da liturgia. [1] CNBB.  Animação da Vida Litúrgica no Brasil.  (Documento 43). [2]  Cf. CNBB.  Animação da Vida Litúrgica no Brasil.  (Documento 43), n. 216. [3]  Idem., n. 216. [4]  Cf. Idem, n. 217. [5]  Cf. Ibidem, n. 194.

  • A PASTORAL LITÚRGICA – II

    As Equipes de celebração [1] Depois de ter visto a identidade e as tarefas da  Equipe de Pastoral litúrgica  na vida de uma Paróquia, vamos agora considerar a identidade e atuação daquelas que chamamos de  Equipes de celebração.  Estas são encarregadas diretamente das celebrações da Palavra de Deus, da Eucaristia (missas), do Batismo, do Matrimonio, das Exéquias e das Bênçãos nas paróquias e comicidades. Destas equipes fazem parte, especialmente, Leitores, Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística, recepcionistas, salmistas, cantores e instrumentistas, anima­dores, comentaristas e ministros que presidem. Tarefas da Equipe de celebração A  equipe de celebração  tem como tarefas: preparar, com certa antecedência, as celebrações, de forma criativa, simples, alegre, acolhedora, participativa e adaptada à cultura e à experiência religiosa da comunidade; organizar o espaço celebrativo de modo agradável, acolhedor e orante; preparar tudo o que for necessário para uma deter­minada celebração; prever os diferentes elementos e momentos da cele­bração, tendo em vista a integração entre o mistério celebrado e a vida das pessoas; escolher os cânticos e hinos levando em conta os mo­mentos da celebração, o tempo litúrgico e a experiên­cia da comunidade; distribuir correponsavelmente as diversas funções e serviços; preparar-se técnica e espiritualmente para o desem­penho competente das funções litúrgicas, tendo em vista a participação ativa da assembleia, definido também expressões e gestos simbólicos; avaliar, periodicamente, a prática celebrativa à luz da vida da Comunidade eclesial e da vida como um todo, isto é, enraizada na realidade do bairro, da cidade ou do meio rural. A liturgia deverá ser sensível às condições do povo [2] . Pede-se às Equipes de celebração  evitar o uso de folhetos li­túrgicos. A atenção de todos deve estar centrada no altar, no ambão e na ação de quem preside ou anima a celebração. A proclamação da Palavra de Deus, das Orações Eucarísticas e das outras Orações deve ser acompanhada, ouvida e vivenciada com o olhar e o coração voltados para as pessoas que exercem em nome de Cristo o ministério litúrgico. Como povo sacerdotal não somos leitores de folhetos, mas atores da liturgia. Concluíndo…  Depois de ter apresentado qual é a identidade e as tarefas das duas expressões da vida litúrgica de uma Paróquia e suas Comunidades, vamos ver o que está acontecendo em nossa realidade. Em geral, reconheço que existem grupos de pessoas que atuam e, em geral de forma boa ou discreta na realização da liturgia de nossas Comunidades. Mas… bem raras são as  Equipes de Pasrtoral litúrgica  que atuam do jeito que a Igreja propõe. Você que participa de alguma pastoral e de vez em quando anima a liturgia em sua Comunidade, que tal reunir com os demais membros e ver a possibilidade de dar passos para amadurecer no ‘estilo’ de uma verdadeira  Pastoral litúrgica ? Com certeza, aos poucos, todas as equipes vão se beneficiar e, ainda mais, a vida cristã em geral e a dimensão litúrgica da Paróquia vai melhorar. Se alguém ou alguma  Equipe  conseguir, conte-nos a sua experiência. Com certeza vai estimular e favorecer o crescimento de todos. Desde já agradeço. Dom Armando [1]  Cf. CNBB.  Animação da Vida Litúrgica no Brasil.  (Documento 43), n. 217. [2]  Cf. Ibidem, n. 194.

  • A PASTORAL LITÚRGICA – I

    Uma exigência de nossa vida eclesial no que se refere à liturgia, é a efetiva organização da  Pastoral litúrgica . Em todas as paróquias existem grupinhos que atuam para preparar e animar as celebrações; mas, isso não é ainda “Pastoral litúrgica”. Por isso, é preciso dar mais um passo:  organizar uma verdadeira  Pastoral para a animação da vida litúrgica e dar a ela sua identidade e função. Para facilitar a compreensão e a realização desse objetivo, eis algumas sugestões, que, há anos, encontram-se num documento (n. 43) da CNBB (Comissão da Liturgia) [1] . Antes de tudo, distinguimos entre  Pastoral litúrgica  e  Equipes de celebração . As  equipes  são grupos de pessoas que organizam e animam uma celebração (da Eucaristia, do Culto, do Batismo etc.); da  Pastoral litúrgica  fazem parte pessoas que formam um grupo estável e orientam as equipes para a preparação e a realização das diferentes celebrações.  A Equipe de Pastoral litúrgica A finalidade da  Equipe de Pastoral litúrgica  é favorecer a participação do povo de Deus nas ações litúrgicas para que a Igreja tenha comunidades vivas, comprometidas com a missão de Jesus Cristo e com a prática da caridade. Ela tem como sua competência e missão animar a vida litúrgica numa paróquia.  Suas funções são : Cuidar da dimensão celebrativa no conjunto da ação evangelizadora e pastoral da Comunidade, da qual a liturgia é culminância e nascente; organizar, formar e orientar as equipes de celebração; planejar, animar, coordenar e avaliar a vida litúrgica da Paróquia e suas comunidades; ajudar todos os fiéis na vivência das diferentes celebrações, a fim de que a oração litúrgica seja, de fato, fonte de piedade e ali­mento da oração pessoal (cf. SC 90); garantir que a celebração do mistério pascal de Cristo, ilumine a vida da Igreja, dando destaque e  atenção especial às celebrações dos tempos ‘fortes’ do Ano Litúrgico; fazer com que, também e sobretudo por meio da liturgia, as comunidades eclesiais sejam sempre mais vivas e missionárias. Em síntese , as principais tarefas da Equipe de Pastoral litúrgica são: animar a vida litúrgica, planejar, coor­denar, formar e orientar; em fim, avaliar para melhorar sempre mais as celebrações litúrgicas a partir da compreensão e vivência do que a Liturgia é em nossa vida eclesial. Para fazer parte da equipe de Pastoral litúrgica as pessoas devem ser engajadas na vida da comunidade, e, animadas pela fé, assumir e realizar de forma corresponsável e competente o serviço de animação litúrgica. O ideal é que ela seja plural, isto é, que reflita e integre a diversidade de idades, sensibilidades e engajamentos nas diversas dimensões da pastoral da Igreja [2] . A equipe de Pastoral litúrgica atua bem quando constituída por pessoas que compreendem e amam a liturgia e prestam serviço, de forma gratuita e desinteressada, aceitando trabalhar em equi­pe e procurando uma formação permanente. Ela é, antes de tudo, uma equipe de vida, de oração, imbuída do espírito do serviço e comprometida com a santidade e a espiritualidade da Igreja. Para uma efetiva participação e crescimento eclesial, é mui­to importante que, periodicamente, se renove o quadro de seus membros. Isto evitará os monopólios, o cansaço e a rotina [3] . Falaremos na próxima semana das Equipes de celebração. Dom Armando [1] CNBB.  Animação da Vida Litúrgica no Brasil.  (Documento 43). [2]  Cf. CNBB.  Animação da Vida Litúrgica no Brasil.  (Documento 43), n. 216. [3]  Idem, n. 216.

  • Paróquia de Ibipitanga promove 3ª Edição da Jornada Bíblica

    Em todas as terças-feiras de setembro, no Auditório do Centro Pastoral Pe José Menon, em Ibipitanga, a Paróquia de Santa Luzia promoveu a 3ª Jornada Bíblica. Os participantes puderam criar uma nova relação com os textos sagrados da Bíblia, despertando a conversão pessoal e pastoral necessárias, “para que a Palavra do Senhor se espalhe rapidamente e seja glorificada” (2Ts 3,1). Em cada encontro um novo passo foi dado em vista de uma melhor compreensão da Bíblia. Com a assessoria do Pe Marcos Bento e a colaboração de membros da Pastoral Bíblico-Catequética e da PASCOM, os encontros possibilitaram aos cristãos católicos uma introdução geral da Bíblia, seguida de uma breve exposição sobre cada um dos seus 73 livros. Além disso, foram indicadas pistas de leitura, estudo e interpretação dos textos sagrados, com base no centro da nossa fé, Jesus Cristo, segundo as orientações do magistério da Igreja. A proposta foi bem acolhida pelos paroquianos que compareceram em todos os encontros, com entusiasmo e bastante interesse. E como gesto concreto, realizamos os círculos bíblicos, nas sextas-feiras, para celebrar com as famílias, em suas casas, o tema do mês da Bíblia, o Livro de Josué.

  • Formação: Liturgia do Sacramento do Matrimônio – Vicariato Nossa Senhora do Carmo

    Dia 25 do corrente mês, com entusiasmo e alegria, membros da Pastoral Familiar e da Liturgia, das seis Paróquias que formam o Vicariato Nossa Senhora do Carmo, reuniram-se no Centro Pastoral Pe José Menon, em Ibipitanga, para uma formação sobre a Liturgia do Sacramento do Matrimônio. Com a Oração das Laudes, dirigida pelo Pe Marcos Bento, o encontro teve início invocando a bênção e a proteção de Deus. Em seguida, Pe Weverson, expôs a História do Matrimônio, destacando a evolução do casamento até se configurar como sacramento, ou seja, mistério em relação à união de Cristo com a Igreja (cf. Ef 5,12). Pe Gonçalo apresentou o Ritual do Matrimônio e destacou o essencial para uma boa Celebração desse sacramento. Além disso, Pe Samuel, recordando a Carta Pastoral (2019), da 2ª etapa do Projeto Diocesano de Evangelização Igreja missionária a serviço do Evangelho, quando evidenciou a missão da família na sociedade e na Igreja, recordou as orientações da nossa Diocese sobre as celebrações do Matrimônio. Logo após, foram dividos grupos para o momento de partilha entre os membros das Pastorais. Em seguida, aconteceu a Plenária com encaminhamentos práticos. Por fim, encerrou-se com o momento do almoço.

  • O ANO LITÚRGICO IV

    Continuamos nossa reflexão a respeito do  Ano litúrgico . A salvação que Jesus realizou com sua vida, morte e ressurreição, entra no tempo de nossa vida através das celebrações litúrgicas. Os tempos litúrgicos são o marco da presença da salvação, no aqui e agora da vida humana. Não são simples apresentações dos acontecimentos da vida de Jesus, quais exemplos a imitar. A liturgia  representa , no sentido de que  torna presentes­  os mistérios da vida de Jesus no decorrer do tempo, após sua glorificação, uma vez que Ele foi subtraído às leis e às limitações do tempo. Com essas premissas, torna-se mais claro compreender o sentido do  Domingo  e do  Ano litúrgico . Antes de tudo, procuremos compreender o sentido do  Domingo  para a fé dos cristãos. Os nossos primeiros irmãos e as primeiras irmãs de fé em Jesus se reuniam, a toda semana, para  fazer memória  do ato de amor que levou o Filho de Deus a morrer na cruz. Escreve  Sacrosanctum Concilium  (n. 102): “Em cada semana, no dia que ela chamou de Domingo, a Igreja comemora a Ressurreição do Senhor”. E acrescenta: “Devido à tradição apostólica que tem sua origem do dia mesmo da Ressur­reição de Cristo, a Igreja celebra cada oitavo dia o Mistério Pascal” (n. 106). Por que foi escolhido o Domingo como dia da celebração ? A resposta unânime dos evangelhos  é que foi no dia “depois do sábado, ao raiar o primeiro dia da semana” (Mt 28,1) que as mulheres encontraram o sepulcro vazio e, em seguida, tiveram a aparição do Senhor Jesus. Por isso, sem deixar – no início – de participar do culto hebraico, os seguidores de Jesus davam destaque especial a esse dia. O Domingo é dia que  manifesta o senhorio de Jesus Cristo sobre o mundo . SC (n. 106) diz que o Domingo é “um dia de festa primordial que deve ser lembrado e inculcado à piedade dos fiéis, de modo que seja também um dia de alegria e de descanso do trabalho”. Esse dia é chamado, também, de  oitavo dia  porque evoca a inaugu­ração da  nova criação , o começo de um novo tempo iluminado pela presença do Ressuscitado. A obrigação  de participar da Eucaristia a todo Domingo, deve ser vivida na tanto como uma lei, mas como  exigência de fé e de pertença . Escreve a  Didascalia dos Apóstolos , um documento da metade do III século: “Que ninguém diminua a Igreja não comparecendo, para não diminuir de um membro o corpo de Cristo”; e a carta aos Hebreus (10,25) já expressa uma queixa: “Não abandonem as nossas assembleias como alguns costumam fazer”. Como os cristãos de hoje vivem o  Dia do Senhor ? Os ritmos de trabalho e os hábitos da sociedade já abafaram em muitos cristãos o sentido precioso desse tempo tão benéfico para a vida das pessoas. Shopping, lojas, mercados e supermercados continuam abertos, também aos domingos. Um número significativo de pessoas que se declaram cristãs e católicas, de fato, deixaram que o lucro ou o lazer assumissem importância determinante em suas vidas; são os velhos e sempre novos ‘deuses’ que dominam e aos quais ‘se sacrificam’ muitas horas do ‘tempo que passa’. Os valores humanos e religiosos deste Dia santo parecem não ter sido perdidos, ou (ainda) não foram compreendidos. Reafirmamos que louvar a Deus e encontrar com a Comunidade de fé, faz bem às nossas vidas. O repouso festivo visa não só reconhecer a primazia de Deus e a força transformadora da Ressurreição do Senhor, mas, também, a importância do descanso para reequilibrar a vida. Então, vale a pena refletir – sobretudo os cristãos:  como vivemos o  Dia do Senhor ? Como poderíamos vivê-lo para torná-lo, de verdade, um ‘dia santo’ que nos enche de vida? Dom Armando

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