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  • CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2023

    Dom Carmo João Rhoden  Bispo Emérito de Taubaté (SP) 1º  Não podemos tributar a Deus verdadeiro culto (de adoração), se não valorizarmos, o cultivo de nossa personalidade, e se não valorizarmos o próximo, como irmão(ã). Deus é Criador e não tem filho único. Somos uma grande família: eu-tu-nós. O homem vive, convivendo no mundo. Por isso, a Igreja tem sua teologia, antropologia e sociologia. Na campanha da fraternidade, lembrando, religiosamente, o sofrimento, morte e ressureição de Jesus Cristo, conscientiza seus filhos, de que o sofrimento (de Cristo), continua, hoje no drama de muitos irmãos e irmãs. Eles, elas não são, antes de tudo, culpados, mas vítimas: são depauperados, empobrecidos. À Igreja, não cabe fazer leitura marxista ou capitalista da realidade. Contudo, não pode ser também omissa. Se é preciso perdoar, como sabemos. É necessário, outrossim, assumir responsabilidades pastorais que incidam na melhoraria das políticas sociais. Em assim agindo, a Igreja não faz simplesmente política, mas busca encontrar as causas e ajudar a enfrentá-las. É fácil conscientizar sobre a necessidade de colaborar com o dízimo. Mas é preciso, também, saber o que fazer com ele. Somos todos, irmãos(as), mas, há os que não veem, as coisas assim, e até ainda, continuam Caíns que matam. Dada a situação reinante, cresce o número dos que já perderam o sentido da vida. Falar dos males sociais, não é gratificante, mas não fazê-lo, pode tornar-se omissão, até grave. Por isso, pensar é preciso, agir e reagir, mais ainda. E rezar? Não está em discussão: é claro.  2º  Em 2023 a  CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil –   apresenta a 59ª edição, da Campanha da Fraternidade, cujo tema é “fraternidade e fome” e o lema é “dai-lhe vós mesmos de comer” (Mt 14,16). O Evangelho de Jesus, nos questiona e, por isso, a Igreja não pode ser omissa. A fome é uma realidade, no mundo, como também, aqui no Brasil. Isto é inadmissível. Não somente: é uma vergonha. Por quê? 2.1 O Brasil é um dos principais produtores e exportadores de alimentos. 2.2 Há 43 milhões de hectares destinados para a agricultura. 2.3 A  CNA – Confederação Nacional da Agricultura –  afirma que em 2020, o agronegócio no Brasil, gerou R$ 1,98 trilhão. Exportamos carne bovina, suína e a de aves etc. 2.4 Há, outrossim, bastante variedade na produção: soja, milho, trigo, arroz, feijão, cacau, frutas, vinhos, espumantes e azeite. 2.5 De fato, no Brasil, em se plantando, dá (produz), já o dizia Pedro Vaz de Caminha. 2.6 Podemos crescer, ainda, mais no agronegócio, bem como na agricultura familiar, a partir de uma verdadeira política agrária. 3º  Infelizmente, há também um inaceitável desperdício de alimentos, bem como mau aproveitamento, quando não, são até jogados fora. Por isso, em 2022, 33.1 milhões não tinham o que comer (não é invenção minha…) (cf. Vida Pastoral nº 350, página nº 6). 4º  Alguém, às vezes, inconformado, até pergunte: que culpa tenho eu, ou temos nós católicos? Não estou acusando. Apenas constato, que é algo inaceitável. É sumamente vergonhoso. Sem dúvida, se o problema existe, deve ser enfrentado. É Jesus mesmo, que nos diz hoje, “Dai-lhes vós mesmos de comer.” Mas, não há alguns malandros, no meio de tanta pobreza? Sim: há. Contudo, pergunto eu: onde não os há? E se começássemos a olhar, mais para a capital federal? Para os políticos, demasiadamente, bem remunerados? Há, os no poder executivo, legislativo e judiciário! Alhures, não?  Seria bom acompanhar melhor a mídia…  5º  O discurso profético nunca foi fácil, porém mais difícil, ainda é a ação profética (cf. Mt 5,12). O Brasil é bonito. É ainda, inegavelmente rico em água, sol e terras férteis. Desde o tempo da descoberta, vieram para cá elementos, não muitos qualificados, ou até mesmo desqualificados. Quem não o sabe? Quero, apenas, fazer pensar: não gerar insatisfeitos ou revoltados. Quero ajudar a despertar uma fraternidade, mais eficiente e eficaz. Não faço política partidária, mas Evangelização. Esta, porém, frequentemente, incomoda também. 6º  Queremos, que haja fome de Deus, de amor, de paz e de crescimento no Brasil, e não de fome de pão, ou aumento de miséria, de doenças e de morte. 7º  Boa participação na Campanha da Fraternidade. FONTE: cnbb.org.br

  • Dom Vicente faz primeira visita a nossa diocese depois da nomeação.

    Essa última semana foi marcada pela visita do terceiro bispo nomeado como pastor de nossa diocese. Dom Vicente Ferreira chegou em nossas terras na noite do dia 15 de fevereiro e foi prontamente acolhido por Dom Armando Bucciol. Durante estes dias Dom Vicente conheceu algumas realidades de nossa Igreja, celebrou na Catedral Diocesana e nas Paróquias do Senhor Bom Jesus do Taquari, Santíssimo Sacramento de Rio de Contas e São João Batista de Dom Basilio no “Rebanhão de carnaval” da RCC, e ainda visitou as cidades de Ibicoara e Mucugê. Importante momento a ser mencionado foi o encontro de Dom Vicente com o clero de nossa diocese na manhã do dia 17, frutuoso momento de partilha, conhecimento e planejamento da Posse Canônica, que acontece no dia 15 de abril em Livramento.

  • POSSE CANÔNICA

    A Diocese de Livramento de Nossa Senhora convoca todo povo de Deus para alegremente acolhermos Dom Vicente de Paula Ferreira como terceiro bispo desta Igreja Particular presente nas terras da chapada e do sertão. A Solene Cerimônia de Posse Canônica acontecerá no dia 15 de abril de 2023, às 17h, na Catedral Diocesana em Livramento de Nossa Senhora – BA. Você, sua família e comunidade são convidados a unirem-se em oração neste especial momento para nossa Diocese. Por isso, organize a caravana de sua comunidade e grupo para a participação deste momento histórico de acolhida daquele que em nome do Senhor, nos foi enviado como Pastor. Lembre-se de confirmar a presença em sua paróquia ou pelo contato da Cúria diocesana. Diocese de Livramento , Igreja Missionária a serviço do Evangelho.

  • Formação Litúrgica: As Cinzas

    A todo ano, o início da Quaresma é marcado pelo rito da imposição das cinzas, rito que se encontra no Antigo Testamento como em rituais de várias religiões. Os antigos, em alguns lugares, levavam para casa algo dos sacrifícios fúnebres para se manter em comunicação com os defuntos. Para os hebreus, a cinza é sinal de dor, de humilhação, conversão e penitência. Um dia, com duras palavras, Jesus disse: Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Se em Tiro e Sidônia se tivessem realizado os milagres feitos no meio de vós, há muito tempo teriam demostrado arrependimento, vestindo-se de saco e sentado sobre a cinza (Lc 10,13). A Tradição bíblica mantém viva a consciência da origem do ser humano, feito com o pó do solo (Gn 2,7); disso, expressa ter consciência Abraão: Sou bem atrevido em falar ao meu Senhor, eu que sou pó e cinza (Gn 18,27). No decorrer da narração bíblica, tantas vezes, encontramos pessoas que se cobrem com cinza. Tamar derramou cinza sobre sua cabeça (2Sm 13,19); Mardoqueu rasgou as vestes, cobriu-se com pano de saco e espalhou cinza na cabeça (Ester 4, 1); Jó disse: acuso-me a mim mesmo e me arrependo, no pó e na cinza (Jó 42,6); o salmista confessa: Em vez de pão estou comendo cinza (Sl 102/101, 10); Daniel afirma: Voltei o olhar para o Senhor Deus procurando fazer preces e súplicas com jejuns vestido de saco e coberto de cinza (Dn 9,3). A Igreja, introduzindo em sua liturgia o rito das cinzas, confirmava essa antiga tradição. Do resto, nossa experiência nos fala que tudo o que é vida, aos poucos, torna-se cinza. Plantas e animais, como todo ser humano tem este destino. As cinzas usadas para a celebração litúrgicas pertencem a velhos ramos verdejantes. Pouco tempo se passou, e agora se reduziram em um punhado de cinza. Nada expressa a fragilidade de toda vida mais do que essa cinza. O ser humano, tantas vezes soberbo, vaidoso, arrogante e iludido, olhando para a cinza, tem bom motivo para tomar consciência de sua permanente e estrutural provisoriedade e do valor limitado de cada coisa. Abrindo a Quaresma, a Igreja convida seus filhos e filhas a tomar consciência dessa caducidade que acompanha a vida toda. Num rito, simples e austero, enquanto coloca um pouco de cinza (na testa ou na cabeça) diz: “Recorda-te que tu és pó”. As palavras que a liturgia hoje propõe recordam a pregação inicial de Jesus: “ Converta-se e creia no evangelho ” (cf. Mc 1,15). Desse modo, o rito convida a responder à humana fragilidade com um acréscimo de fé. A imposição das cinzas não visa humilhar, mas incentivar a consciência do justo valor das realidades terrenas; ela é – como reza a oração – uma bênção “para que os fiéis possam celebrar de coração purificado o mistério pascal do vosso Filho”; e para que “a penitência nos fortaleça no combate contra o espírito do mal” (oração do dia). Escrevia o teólogo Romano Guardini: “Tudo se torna cinza. Minha casa, minha roupa… a mão com que escrevo, o olho que lê, o inteiro meu corpo. As pessoas que amei, as que odiei, as que temi. Tudo o que me apareceu grande sobre a terra, o que me apareceu pequeno, o que achei de valor: tudo cinza, tudo”. Dom Armando

  • 8° Encontro Regional da Pascom NE3

    Nos dias 11 e 12 de fevereiro aconteceu no CTL de Salvador, o 8° Encontro Regional da Pascom NE3. Com o objetivo de reunir representantes das Dioceses que compõe o Regional NE3, promover um retiro para os participantes e eleger a nova coordenação da PASCOM NE3. Representou a nossa diocese neste encontro, o jovem vocacionado Carlos Eduardo que colabora com a Pastoral da Comunicação de nossa diocese como designer gráfico.

  • FESTA DE NOSSA SENHORA DA SAÚDE NA APRESENTAÇÃO DO SENHOR

    Na última quinta-feira (02), a Paróquia Nossa Senhora da Saúde de Jussiape, celebrou a festa de sua Excelsa Padroeira na Apresentação do Senhor. A Celebração Eucarística foi presidida pelo nosso Administrador Apostólico, Dom Armando Bucciol e concelebrada pelos Padres: Pe.  Élcio (Administrador Paroquial), Pe. Jucimar (Piatã), Pe. Adriano (Boninal), Pe. Gonçalo (Ibitiara) e Pe. Weverson (Rio do Pires). Após a Santa Missa um grande número de fiéis de todas as comunidades que compõe a paróquia seguiram em procissão pelas principais ruas e praças da cidade, rezando e louvando a grande Mãe de Deus a Senhora da Saúde. A festa foi precedida pelo novenário com o tema “Avancem para Águas mais Profundas” tema proposto na Carta Pastoral de Dom Armando Bucciol. Em sua homilia, diz Dom Armando: “Com insistência, minha proposta a quem participa do Culto da Eucaristia, entende a Palavra de Deus, quem se sentir tocado pela bondade de Deus não pode voltar para casa como se tivesse participado de algo superficial, banal, de um espetáculo qualquer. Não, Deus entrou na minha vida, tocou no meu coração, me convidou a uma vida mais autêntica e verdadeira, eu quero ser missionário destas mensagens lindas e bonitas, eu sei, eu sei, converso tantas vezes com o Padre Élcio e me diz que sempre mais numerosos e numerosas são as pessoas que se envolvem na catequese, na vida eclesial e na vida da comunidade. Continuem, continuem evangelizando, esta foi sempre e é a minha paixão, a razão profunda da minha vida de missionário e gostaria que todos e todas voltassem para casa falando como Ana, a mulher no templo louvando a Deus e falando de uma experiência do amor de Deus que nos tocou, que nos encheu o coração, que nos transformou, esta é a verdadeira conversão. Portanto, meus irmãos, minhas irmãs, renovemos hoje nosso empenho missionário e participação da vida da comunidade. Avancem para águas mais profundas, dentro de nós antes de tudo, dentro do íntimo da nossa vida, não sejamos pessoas banais, superficiais que não valorizam os dons de Deus, portanto, renovemos a nossa esperança.

  • Santa Missa e Coletiva de Imprensa marcam o anúncio do novo bispo.

    A Diocese de Livramento de Nossa Senhora, acolheu nesta quarta-feira com muita alegria o anuncio da nomeação de Dom Vicente de Paula Ferreira como terceiro bispo da nossa Igreja Particular. O Anuncio foi realizado por Dom Armando Bucciol ao badalar dos sinos da catedral diocesana, às oito horas da manhã. Após o anúncio Dom Armando presidiu a Santa Missa que foi concelebrada por vários padres da diocese e contou com a participação de bom número de fiéis leigos. Na homilia Dom Armando recordou com gratidão o caminho percorrido, agradecendo a Deus pelos quase 19 anos de episcopado. O “Te Deum”, entoado no final da celebração, coroou esse momento de gratidão vivenciado. A extraordinária manhã do dia primeiro, foi encerrada com uma coletiva de imprensa, onde foi possível os padres presentes e o bispo tirarem oportunas dúvidas sobre o momento em que nossa igreja vive e assistir o vídeo enviado pelo bispo nomeado Dom Vicente.

  • Novo Bispo!

    O Papa Francisco, acolheu nesta quarta-feira, 01 de fevereiro de 2023, o pedido de renúncia apresentado por nosso bispo Dom Armando Bucciol e nomeou como terceiro bispo da nossa diocese Dom Vicente de Paula Ferreira, que, até então exercia seu ministério episcopal como auxiliar na arquidiocese de Belo Horizonte. Nossa Diocese se alegra com a nomeação do novo pastor que caminhará junto ao nosso povo na construção de uma “Igreja missionária a serviço do Evangelho”. Biografia de dom Vicente de Paula Ferreira Dom Vicente de Paula Ferreira nasceu em Alegre (ES), no dia 27 de outubro de 1970. É graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE). Tem doutorado em Ciência da Religião pela UFJF, com estágio pós-doutoral em Teologia, na FAJE. Autor de várias obras, integrante da Sociedade de Estudos Psicanalíticos de Juiz de Fora, foi formador de estudantes Redentoristas de Teologia em Belo Horizonte. Tornou-se religioso da Congregação Redentorista, na Província do Rio de Janeiro, em 1992. Ordenou-se sacerdote em 1996. Na Congregação Redentorista, dedicou-se à Província do Rio, Minas e Espírito Santo. Foi promotor vocacional, formador, vigário paroquial, participou de importantes trabalhos missionários e, por quase uma década, exerceu o ministério de Provincial da Congregação. O Papa Francisco o nomeou bispo auxiliar da arquidiocese de Belo Horizonte no dia 8 de março de 2017. A ordenação episcopal foi celebrada no dia 27 de maio do mesmo ano, na Igreja São José, Centro de Belo Horizonte. Foi eleito presidente da Comissão para a Ação Missionária do regional Leste II da CNBB no dia 5 de junho de 2019, para o quadriênio de 2019 a 2023. Atualmente, também é membro da Comissão Especial sobre a Mineração e Ecologia Integral da CNBB. Seu lema episcopal é: “A caridade jamais se acabará”.  Fonte: www.cnbb.org.br

  • Paróquia de Rio do Pires celebra padroeiro

    No dia 29/01 a Paróquia do Senhor do Bonfim de Rio do Pires, celebrou com grande alegria a festa do seu padroeiro. Como de costume, a missa foi em frente à Igreja Matriz, para poder comportar o grandioso número de fiéis. Os festejos começaram com uma procissão saindo da Praça Jairo Carneiro, sendo recebida com o  belíssimo Hino do Senhor do Bonfim, entoado pelo Coral Miralva Glória de Oliveira e acompanhado por todos os fiéis presentes. A Celebração Eucarística, foi Presidida por nosso Bispo Diocesano, Dom Armando Bucciol e concelebrada pelos padres Weverson (Pároco), Pe. Samuel (Paramirim) e Pe. José Aparecido (Érico Cardoso). Dom Armando refletiu sobre este título de Jesus, indagando sobre como ter um “Bom FIM”. Morrer na cruz, segundo o Livro de Deuteronômio, era ser amaldiçoado por Deus, a pior das penas reservadas aos escravos. Ressaltou que é importante compreender que este Jesus que adoramos como Senhor, fez escolhas de vida que o levaram a cultura, a política e a religiosidade da época a entrar em choque com todos os poderes que dominavam o império Romano e a religião hebraica como eram interpretados pelos mestres da época, e que a vida de Jesus não acaba no calvário. Ele é o vencedor da morte. E por isso o invocamos como o Senhor da Boa Morte. Ou seja, o Senhor do Bonfim. Dom Armando completa que, Jesus viveu bem sua vida, e que nós viveremos uma vida bem bonita ao seguimento de Jesus, se o compreendermos e procurarmos com a força do Divino Espirito, trilhar o seu caminho. Recordou, ainda, o pastoreio de padre Jacques, e sua missão de união da igreja, e pediu aos fiéis que, sob os cuidados do Padre Weverson, se unam para renovar a fé e o compromisso da igreja.

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