32° DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO A

LEITURAS:

       Sb 6,12-17
       Salmo 62
       1Ts 4,13-18
       Mt 25, 1-13

Na liturgia deste domingo, ouvimos mais uma parábola contada por Nosso Senhor, desta vez, a tão conhecida parábola das dez virgens que vão ao encontro do noivo. Falar das cerimônias nupciais ao povo do tempo de Jesus, era algo que chamava muito a atenção, pois o casamento era uma das festas sociais mais importantes celebradas naquela cultura. Não obstante, nos lembra que o primeiro sinal realizado pelo próprio Senhor foi numa destas festas, nas bodas de Caná, onde ele se manifestou e os discípulos creram n’ele. 

Esta festa costumava começar ao fim do dia, no declinar do Sol. O noivo era conduzido em cortejo à casa da noiva, que o aguardava ladeada dos familiares e de outras virgens amigas, que a acompanhavam ao encontro do noivo, quando este se aproximava da casa. Não temos uma certeza sobre qual deveria ser o número das virgens, mas nesta parábola Jesus nos fala de cinco virgens prudentes, que se lembram de levar o azeite para abastecer as lamparinas, que deveriam iluminar o caminho até o encontro com o noivo; e, também, das cinco virgens imprudentes, que não são atentas a este detalhe.

A este respeito, São Jerônimo faz uma interpretação útil a nossa vida espiritual, dizendo-nos que as cinco virgens sábias e as cinco insensatas podem ser comparadas aos nossos cinco sentidos, com que alguns utilizam para estarem atentos as coisas do alto, as coisas duradouras, ao bem do próximo, enquanto outros se perdem buscando satisfazer suas vaidades, seus sentimentos egoístas, a curiosidade, a ânsia de atrair a si todas as atenções, preocupando-se com o lugar do outro.

Entretanto, os que buscam conciliar seus sentimentos, nutrindo-os com o azeite da vigilância, estão sempre com os sentidos orientados para sua vocação, para seu ideal, para aquele que nos chamou: O próprio Senhor. Seus caminho estão sempre iluminados pela suavidade da fé e da prudência que levam consigo, por guardarem a Palavra. Deste modo, também a nossa atenção deve estar voltada para o Noivo que vai chegar, que verdadeiramente é Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Embora todos tenhamos sido iluminados por Deus, devemos desejar nos unir ao Noivo em seu festim. E, tendo recebido dele as virtudes, não podemos permitir que esta luz se apague em nosso caminho, por conta de nosso comodismo e de nosso fechamento em nós mesmos. Aspiremos a sabedoria que vem de Deus, pois esta é encontrada por aqueles que a buscam. Seja o nosso sono vigilante, e assim, estaremos sempre com o Senhor!

Sem. Max Sabrino (2° ano de teologia)