30º DOMINGO - Tempo Comum (Ano A)

1ª Leitura: Êxodo 22,20-26; 
Salmo 17, 2-3a.3bc-4.47.51ab;  
II leitura: 1Tessalonicenses 1,5c-10;
Evangelho: Mateus 22,34-40.

O que é o essencial na vida cristã? Jesus responde: ‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, e de todo o teu conhecimento! Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: ‘amarás o teu próximo como a ti mesmo’. Dá para entender que seguir a Jesus e fazer a vontade de Deus não é complicado. O amor basta!
Logo, porém, aparece a questão: como amar? Em que consiste mesmo o amor? Olhando Jesus e como Ele amou, é-nos dada a resposta. Não basta um superficial sentimento ou uma rápida e passageira emoção. Amar a Deus comporta, antes de tudo, colocar Deus acima de tudo, acima do dinheiro e dos interesses materiais, acima dos afetos e dos prazeres; e colocar Ele, como nascente e razão da vida, procurando, com sinceridade e sem mais ou menos, conformar as relações humanas a partir desse amor infinito, que abraça a todos, é misericordioso, não faz discriminação, sabe perdoar, é justo e solidário.
A resposta de Jesus é dada a um fariseu que aparece na cena depois que outros (sacerdotes saduceus e anciãos) tinham falido na busca de encontrar algo para acusar Jesus. E o Senhor aproveita até das armadilhas para ensinar e explicar como devemos viver o relacionamento com Deus e com o próximo.
 No que se refere ao próximo e como amá-lo, a resposta de Jesus é simples, imediata: como a ti mesmo! O critério está em nós. Como nos amamos? Poderíamos acrescentar: sabemos nos amar? Porque quem não ama a si mesmo, perde o critério também de como amar aos irmãos. Em outra importante passagem, o evangelista apresenta aquela que chamamos de regra de ouro: tudo quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também a eles (Mt 7,12). Nada difícil de entender. Mais exigente é ‘por em prática’!
A esse respeito, um hebreu já tinha orientações precisas. Todas e sempre atuais, para cristãos e não. Um ensaio é-nos dado pela I leitura. Resumindo, podemos dizer que o amor ao próximo é muito concreto: acolha o outro como ‘carne de tua carne’, sinta a sua dor como tua, saiba partilhar, trata-o com justiça, respeito e carinho. E quem não conhece tudo isso? Jesus concluiria, ainda hoje: Vá e faça isso. Sem complicar a vida com sofisticados raciocínios que afastam da verdade, e do verdadeiro amor.
Quem invoca o Senhor como minha rocha, minha força, meu refúgio e Salvador (Salmo) deve alimentar essa confiança em Deus e transferi-la nas relações com os irmãos. Então, à escola de Jesus e Sua Palavra, vamos aprendendo como viver os três amores.
São Paulo escreve, com sinceridade, aos cristãos da jovem Comunidade de Tessalônica: Sabeis de que maneira procedemos entre vós, para o vosso bem. O apóstolo continua elogiando essa Comunidade porque está vivendo a Palavra com alegria, tornando-se modelo para as demais Comunidades.
De coração sincero, pedimos ao Senhor que “aumente em nós a fé, a esperança e a caridade” e que nos dê “amar o que Ele ordenou para conseguirmos o que prometeu” (Oração do dia). 

Dom Armando