25º. DOMINGO DO TEMPO COMUM

LEITURAS:

Is 55,6-9
Salmo 144 (145)
Fl 1,20c-24.27
Mt 20,1-16

Queridos irmãos e irmãs, a celebração do 25º Domingo do tempo comum, acontece no último domingo do mês de setembro, que para a Igreja no Brasil é a comemoração do Dia Nacional da Bíblia. É louvável recordar nesta celebração dominical tantos homens e mulheres que se colocaram e se apresentam disponíveis à Graça Divina, para anunciar, nos diferentes meios, a Sagrada Escritura. De maneira especial recordamos dos nossos catequistas, o primeiro deles – o Bispo Diocesano - seguido de seus colaboradores mais próximos os presbíteros e unidos a estes nossos diáconos, leigos e leigas.

Os textos sagrados que ouvimos na Liturgia da Palavra, nos recordam a grandeza do Senhor que nos falava em primeira pessoa: “Pois meus pensamentos não são os vossos, e vosso modo de agir não é o meu, diz o Senhor (primeira leitura). Diante dessa Palavra que nos questiona a imitar o pensamento do Senhor e não o dos homens, com o salmista podemos exclamar: “Grande é o Senhor e muito digno de louvores, e ninguém pode medir sua grandeza”. 

Na primeira leitura, bem como no santo evangelho, encontramos esta revelação da imagem de Deus, Ele é bom e age para com todos de acordo com o seu coração divino; e por ser bom pratica a justiça misericordiosa para com todos. Não nos trata a maneira humana, de acordo a uma antiga lei que tem se tornado atual novamente: “olho por olho, dente por dente” ou ainda pior, a divisão de classes entre os que são de Deus e os que são do mundo; os que são chamados por primeiro se sentem melhores do que chegam depois.

Esta é a grande tentação de cada cristão: nos acharmos salvos e perfeitos à vista dos que estão “fora” da Igreja, ou ainda, nos acharmos com mais direitos na comunidade porque somos mais velhos na caminhada e os que chegam depois não podem se associar a nós ou assumir determinadas funções porque algumas pessoas já tomaram posse e se sentem donos. 

Acolher a parábola que escutamos deve ser a postura de cada um de nós, para realizarmos uma autocrítica. Não somos dono da vinha, por isso não temos condições e direitos de determinar quem deve entrar ou quanto cada um receberá da parte de Deus. Somos todos trabalhadores e, como tal, devemos nos colocar a imitar a bondade do Senhor, que retribui a cada um conforme sua benevolência e não nossos julgamos humanos. A ação de Deus, que Jesus Cristo se nos revela, deve ser a ação da Igreja, que é chamada no mundo a viver e a morrer para Cristo, fazendo com que sua missão seja um trabalho frutuoso, levando a humanidade a viver à altura do Evangelho de Cristo.

Vg. Aranha
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