GRAÇA E ARTE DE PRESIDIR – VI


Com estas anotações, termina o assunto apresentado na 52ª Assembleia Geral da CNBB, com o objetivo de estimular a reflexão no que se refere o ‘ministério da Presidência’.
 A ‘graça e arte de presidir’ que define o estilo celebrativo é importante não só para bispos e padres, mas para todos que ‘presidem’ celebrações do culto nas Comunidades.

   5.      Presidir é serviço de amor, fonte de santificação, escola de oração
Quem preside foi escolhido não pelos seus méritos, mas pela graça que o orienta e sustenta tanto na vida da Comunidade como na presidência litúrgica. IGMR, 93, afirma que o sacerdote exercita efetivamente a presidência se consegue “fazer sentir a presença viva de Cristo”. Por isso, concluindo, destacamos:
a) Presidir é graça e serviço de amor, é colocar-se ao serviço da Igreja. Por isso, quem preside, na pregação é chamado a anunciar o que a Igreja ensina; na celebração, a ser fiel ao rito como a Igreja o entrega em suas mãos e não agir como dono (cf. SC 22). Preside melhor quem mais ama (cf. Jo 21,15-17) e, seguindo o Bom Pastor, entrega-se alma e corpo ao ministério, servindo aos irmãos em suas necessidades, doando-se em seu ministério de anunciador da Palavra e animador da Caridade. O vértice da presidência acontece na ação litúrgica, mas sua justificação se encontra no serviço pastoral. Somente quem, a partir de Cristo e da Igreja, consome sua vida pelos irmãos, age coerentemente in persona Christi na liturgia!
b) Quem preside é, por vocação, educador dos irmãos na fé eclesial. Para isso, a oração litúrgica é oportunidade preciosa e delicada. Nela se encontra alimento para a fé e a oração pessoal, a contemplação orante e a arte de educar com equilíbrio e sabedoria. Cuide-se da tentação do desequilíbrio, ou da es­quizofrenia, com as consequentes contraposições que, às vezes, são causa de incompreensões e divisões. Pode acontecer (e acontece!) que a oração comunitária e fraterna por excelência acabe dividindo.
c) A maneira do ministro se santificar passa pelo serviço pastoral. Na sua doação, o ministro, imitando o Bom Pastor, se doa por amor. Nessa doação encontra-se a nascente da vida espiri­tual e a garantia da santificação. O Concílio (Presbiterorum Ordinis 12) afirma: “Os presbíteros são chamados à santidade em força do ministério e em força das sagradas ações que desenvolvem quotidianamente”. Quem preside não pode caminhar isolado, mas deve marcar o passo com o ritmo de sua Comunidade, ficando à frente, apontando caminhos e os procurando junto com a Comunidade; ele deve celebrar ‘com’ e ‘para’ a As­sembleia, numa relação de simpatia e empatia, com alegria e gratidão, porque está prestando um serviço que é dom!
Perguntas:
1.      Como você avalia o ‘estilo celebrativo’ em nossas Paróquias e Comunidades? Quais suas observações?
2.      O que mais está de acordo com o que apontamos nestes textos?
3.      Quais aspectos deveriam melhorar? Como fazer isso?


Dom Armando