XI Domingo do Tempo Comum

Queridos irmãos e irmãs neste domingo o Senhor é convidado por um fariseu a estar em casa deste, mas uma pecadora o acolhe, na casa de seu coração, de sua vida.
O Fariseu cumpre uma lei, e por meio desta norma acolhe Aquele que é visto como profeta, porque, de acordo com as aparências, com “a normalidade da hipocrisia humana” as pessoas boas, as que são de Deus, somente elas, devem ser acolhidas e prestigiadas em nossos lares. Jesus que vê além das aparências ultrapassa a lei da normalidade e do comidíssimo, por isso é capaz de dar a pecadora pública um amor verdadeiro que ultrapassa o corpo, que sair da ordem física e toca o coração.
Na oração coleta, que proferimos depois do hino do glória, pedimos a Deus para ser “favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça”, que nos anima a acolher esta palavra que salva e liberta. Somos convidados a contemplar o nosso coração e a nos entregar confiantes a misericórdia do Pai que nos perdoa, nos salva e nos devolve a dignidade, tantas vezes perdia pelo pecado da exploração e exclusão. Esta acolhida do perdão do Pai, por meio de seu amado Filho nos conduz a entoarmos de todo o coração um hino de gratidão a benevolência do Senhor: “Feliz o homem que foi perdoado e cuja falta já foi encoberta. Feliz o homem a quem o Senhor não olha mais como sendo culpado e em cuja alma não há falsidade!”.
Por meio desta ação de perdoar, o Senhor Jesus Cristo nos convidada a caminharmos na fé que nos salva, que nos conduz ao verdadeiro amor e a termos os mesmos sentimos de muito amor uns com os outros, como o Pai que muito nos perdoa tem para com cada um de nós, seus filhos, sua Igreja.
Com o lavar os pés do Senhor com as lágrimas a pecadora perdoada na imensidão do amor, nos leva a contemplar a paixão e morte de Nosso Mestre e Senhor. Pois, foi por meio da entrega do Filho que o Pai derramou em nós toda a sua vida.
Celebrando este mistério somos levados a testemunhar no mundo este evangelho que restaura nossas vidas tantas vezes fragilizadas pela marca do pecado. Tendo uns com os outros a mesma ação de ternura e carinho que da Trindade recebemos em toda celebração, Ele que sempre amou os seres humanos e sempre os assistis no caminho da vida.
Pe. Gonçalo Aranha dos Santos

Christus, nihil plus