Breve mensagem na pela escolha de papa Francisco


Irmãs e irmãos queridos, anteontem – dia 13 de março de 2013 – com sentimentos de profunda emoção e gratidão, participamos da escolha, feita pelos cardeais, do novo papa: Francisco. Depois de breve conclave, eis que a nossa Igreja católica recebe o novo papa, na pessoa do cardeal Jorge Mario Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires (Argentina).
Temos muitas razões para louvar e agradecer a Deus. Antes de tudo, pelo fato da presença do papa em nossa Igreja. Ele, como bispo de Roma, é o sucessor do apóstolo Pedro que recebeu de Jesus, junto com o ‘poder das chaves’ (cf. Mateus 16, 19), a missão de “apascentar as ovelhas” do rebanho do Senhor (cf. João 21,17). Ele – Pedro – no grupo dos Apóstolos, foi escolhido como ‘sinal de unidade’, rocha para manter unida e sólida a construção. O papa é chamado – como sucessor de Pedro – à mesma missão. 
Ficamos alegres, ainda mais, pela pessoa escolhida, que logo chama nossa atenção pelo jeito simples e humilde, pela atenção aos mais pobres e o desejo de ser na Igreja exemplo de fidelidade ao Senhor Jesus. Ele, filho e pastor da Igreja da América latina, conhece de perto a realidade social e eclesial em que vivem milhões de pessoas e, com certeza, marcará o seu serviço eclesial, com atitudes de atenção aos menos favorecidos da sociedade, segundo o exemplo de Francisco de Assis, ao qual se inspirou na escolha do nome. 
Quero expressar minha pessoal gratidão por essa eleição. Depois da sofrida e admirável renúncia do papa Bento XVI, seguida por tantos comentários, muitos deles tão distantes da nossa sensibilidade e interpretação, a Igreja católica recebe novo e renovado vigor. Desejo e espero que isso aconteça em  todos: padres, religiosos e religiosas, seminaristas e irmãos e irmãs de fé. Mantemo-nos unidos, não esmorecemos, procuremos - antes de tudo – o que nos une, em Cristo e pela fé. No último Sínodo sobre ‘nova evangelização’, o então cardeal Bergoglio, disse: “A força da Igreja, está na comunhão, e a sua debilidade está na divisão e na contraposição”.
Rezemos pelo papa, para que, nestes tempos tão difíceis, possa assumir e viver seu cargo tão pesado, sustentado pela simpatia e a oração de todos. A Igreja não é o papa nem é ‘do papa’. A Igreja é de Jesus e de todos que n’Ele acreditam; a Igreja é a nossa família, na qual o papa é o primeiro ‘sinal de unidade’. O que mais precisa é de verdadeiro e sincero amor. O futuro da Igreja é entregue não ‘só’ ao papa, mas às mãos e aos corações de todos os fiéis, de mim, de você, de cada batizado(a). 
Então, que esta preciosa oportunidade do início do ministério ‘petrino’ de papa Francisco, seja momento de graça (kairós) pela nossa Igreja toda e, também, pelo ‘mundo’, e nos faça crescer na fé, na unidade e no desejo sincero de sermos, ainda mais, fiéis e generosos discípulos missionários de Jesus.

Dom Armando Bucciol,
bispo diocesano