“Na oração falamos com Deus, na boa leitura é Deus quem nos fala”.


Essas palavras foram ditas por São Jerônimo há séculos e, sempre atuais, carregam em si uma grande verdade. O escritor argentino Jorge Luís Borges também fez considerações sobre a leitura, dizendo certa vez: “o livro é extensão da memória e da imaginação”.
Por isso, Eu te sugiro...
Leia “Lendas e fatos à luz da fé”.
O livro é do Padre Luiz Cechinato, que nasceu na cidade de Leme, em São Paulo, em 27 de julho de 1931. Entre outros livros publicados por ele, destacam-se: Nossa fé segundo o Catecismo da Igreja Católica e A missa parte por parte.
Em Lendas e fatos à luz da fé, Pe. Cechinato convida-nos a descobrir a mensagem de Deus em cada momento da nossa vida.
Sua leitura é bastante agradável. O escritor tem um jeito bastante peculiar de contar histórias. Faz-nos lembrar dos casos que crescemos ouvindo, e que sempre tinham uma lição para nos ensinar sobre a vida e sobre valores humanos.
Considerando, ainda, que a literatura também é uma arte de criar imagens, é mesmo inevitável que recorreremos constantemente ao nosso imaginário, para lembrarmos dessas histórias contadas por nossos avós, ouvidas na escola, lidas em livros clássicos e encontradas na Bíblia. O livro trata de fábulas, lendas, parábolas, casos. Algumas histórias já são de domínio do povo, outras de autores consagrados, mas, de todas elas, se podem tirar grandes ensinamentos. São ideais para ser utilizadas tanto na reflexão pessoal como em sala de aula, encontros de catequese, palestras e outros momentos de formação.
É sempre uma experiência prazerosa escutar histórias de otimismo. Igual alegria há em contá-las. Coisas boas merecem sempre ser espalhadas “aos quatro ventos”! É fundamental que as crianças cresçam escutando boas histórias, ainda mais em ambientes onde se semeiam valores como a amizade, a solidariedade, a justiça, a paz, o amor.
Abro um parêntese para dizer: Oxalá, pudessem nossas crianças acreditar num mundo assim.  Amadureceriam, tornando-se propagadoras da não-violência, da concórdia, do zelo para com o próximo, do cuidado com própria vida, com os animais e com a natureza. Tantos foram os santos que viveram assim; tantos são os homens e mulheres, até anônimos, que dedicam suas vidas, fazendo o bem. É preciso não deixar de dizer que a atitude mais importante na vida é amar. Aliás, a própria vida, como já se diz, é um ato de amor. Valem, aqui, as palavras do psicanalista Erich Fromm, no seu livro A Arte de Amar. Ele diz que: “o amor é a única resposta sadia e satisfatória para o problema da existência humana”. Fecho o parêntese.
Depois de contar cada história, o Pe. Luiz Cechinato faz uma reflexão e nos convida a viver de forma autêntica, procurando, especialmente, como cristãos que somos, colocar em prática os ensinamentos do Evangelho.
Também nós precisamos fazer esse exercício, o de contarmos no livro da vida nossas histórias de paz, como frutos daquilo que somos: homens e mulheres gerados no amor de Deus.
Boa leitura!

Raiana Cristina Dias da Cruz
REFERÊNCIA:
CECHINATO, Luiz. Lendas e fatos à luz da fé. Aparecida, SP: Editora Santuário, 2001. ( p.115).