30º DOMINGO DO TEMPO COMUM


Só a luz de Deus clareia nossas trevas! Só nele nossa felicidade plena! Na busca constante por Ele, por sua força e sua face, o sentido da vida humana! Continuamos a ouvir neste domingo do ano “B” da nossa liturgia, o convite do evangelista São Marcos pela nossa adesão ao caminho de Jesus, caminho de vida nova e de íntima comunhão com Deus. Nesta liturgia, o cego Bartimeu implora de Jesus piedade e lhe pede a cura da cegueira. O profeta Jeremias, na primeira leitura, já havia anunciado que o Senhor acolheria todos os seus filhos dispersos no país do norte, reunindo-os em Israel, eles que chegariam com diversas experiências de sofrimento e necessidades: “cegos e aleijados, mulheres grávidas e parturientes...” (Jr 31,7-9). Bartimeu chama Jesus de “Mestre”. De fato, na nossa busca pela face de Deus, é Jesus que vai à nossa frente e nos ensina o caminho e nós somos seus discípulos, que ouvem sua voz.  Não há outra via. E a carta aos Hebreus deixa isso bem claro para nós ao identificá-lo como “sumo sacerdote” (Hb 5,1), ou seja o pontífice, aquele que faz a mediação entre nós e Deus. E somos tão agraciados que este pontífice, embora cumulado de suprema honradez, se fez igual a nós, conhece nossas fraquezas, e, por isso, “sabe ter compaixão dos que estão na ignorância e no erro, porque ele mesmo está cercado de fraqueza” (Hb 5,2). Sabendo, portanto, do supremo sacerdócio de Jesus e reconhecendo nele nosso mestre, somos convidados nesta liturgia à mesma fé do Filho de Timeu, fé que nos faz andar sem temor na “luz maravilhosa” do Senhor.  O convite do versículo 49 do Evangelho é feito também para cada um de nós: “Coragem, levanta-te, Jesus te chama!”, ou seja, te chama a uma vida nova, alta, sublime, pautada em Deus, livre da escravidão do pecado e da escuridão que nosso egoísmo nos submete. Peçamos então sem temor a Jesus neste domingo: Senhor, tem piedade de mim! Cura minha cegueira! Me envolve com tua luz! Não deixa que o medo ofusque a generosidade da tua graça na minha vida! Me faz ser melhor! Não me deixes nas trevas da ignorância! Não deixe que minha vivência religiosa seja em vão, superficial, mas que eu te tenha por referencial e a face do Pai por objetivo maior. Que o amor a mim mesmo não impeça minha doação aos irmãos! Que as dificuldades, problemas, picuinhas da vida da igreja não falem mais alto que a majestade do teu projeto que celebramos devotamente em cada liturgia. Que eu saiba a cada dia me abandonar a ti e seguir-te. Concluindo o mês missionário, deixemo-nos também conduzir pelo Espírito Santo, para que sejamos todos nós também instrumentos na mão de Deus, de forma a conduzirmos outros, nossos irmãos e irmãs, à mesma luz que é Cristo e seu caminho, ajudando-os a também libertarem-se da cegueira. Olhemos com especial atenção para os jovens, ao comemorarmos o dia nacional da juventude e rezemos por todos eles, em especial pelos da nossa diocese, para que reconheçam, em suas condições, o amor que Deus os tem e sigam sem desanimar os passos de Jesus, “vida que vale a pena ser vivida”.  Que o Senhor nos abençoe e nos guarde!

Sem. Weverson Almeida