O Papa Bento XVI visita o Líbano: Rezemos por nosso Pastor


Em meio a violentas manifestações em todo o mundo árabe provocadas por um filme ofensivo ao Islã, aos 85 anos, o nosso papa decidiu visitar os irmãos do Líbano, talvez a esta seja a mais difícil viagem de seu pontificado, por causa da situação de muitos cristãos no Oriente Médio, berço do cristianismo. "Minha viagem apostólica ao Líbano e, por extensão, a todo o Oriente Médio está sob o signo da paz", assegurou o papa, pedindo que a "comunidade internacional" apóie ainda mais a "reconciliação". Manifestações, por vezes violentas, foram realizadas diante das missões diplomáticas americanas em vários países. Na Líbia, a violência causou a morte do embaixador americano e de outros três funcionários. Os cristãos, no Líbano,  representam 34,9% e os muçulmanos, 64,6% de uma população total de 4,6 milhões. Rezemos para que os muçulmanos do Líbano acolham respeitosamente o nosso Papa e que esta visita traga os frutos de paz e reconciliação, esperados por ele. Ele se reunirá no sábado no palácio presidencial de Baabda com líderes políticos e religiosos, incluindo líderes das comunidades muçulmanas (sunitas, xiitas, alauitas e drusos), e presidirá a Santa Missa no Waterfront City Center, em Beirute, no domingo. Os atentados são cada vez mais comuns contra comunidades cristãs, profundamente inseguras devido ao conflito sírio. Elas esperam que as palavras do nosso papa acalmem a situação tensa vivida por todos os cristãos do Oriente Médio. O Pontífice, sobre a Síria, já lançou apelos urgentes por uma solução política e pelo fim dos massacres. O padre Miguel Angel Ayuso Guixot, secretário do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, apresentou na semana passada, em uma reunião em Istambul, alguns elementos da posição da Santa Sé. Segundo ele, as aspirações do povo sírio são "legítimas" e não podem ser consideradas apenas o resultado de influências externas. 
REZEMOS PELO NOSSO PAPA E PELA IGREJA NO ORIENTE MÉDIO