24º Domingo do Tempo Comum

Leituras:

Isaías  50,5-9ª
Salmo 114 (115)
Tiago 2,14-18
Marcos 8,27-35


Irmãos e irmãs! Mais uma vez chega o Domingo, dia do Senhor. Dia de festa e alegria, dia de reunião comunitária, dia de professar a mesma fé. Fé na Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, Palavra Eterna de Deus, que vem a nós na liturgia, nos fala e se nos dá como alimento, Pão Vivo descido do céu, que alimenta e fortalece nossa caminhada de fé. Celebramos em 16 de setembro de 2012 o 24º Domingo do Tempo Comum, em cuja liturgia nos são apresentados belíssimos textos da Sagradas Escrituras, às quais, neste mês, prestamos especial reverência. O primeiro texto, ou primeira leitura, é do livro do profeta Isaías (Is 50,5-9a), denominado de “Terceiro cântico do servo”. Aparece, em primeira pessoa, alguém que retrata sua confiança e esperança inabaláveis em Deus, um discípulo fiel, que é apoiado, sustentado pelo Senhor face aos sofrimentos, aos quais aceita sem desviar o rosto (v.6). O “servo” apresentado no texto, talvez seja um exemplo pelo qual o profeta deseja estimular o povo de Israel à perseverança na fidelidade ao Senhor ou descrever a própria missão israelita. Numa perspectiva cristã, remetemo-nos, no modelo do servo em Isaías, à conduta de Jesus em sua paixão. Quem é Jesus Cristo para nós? Em sua pergunta a Pedro, no Santo Evangelho (Mc 8,27-35), ele também nos interpela hoje. O evangelista Marcos, diferentemente dos capítulos anteriores, onde revelava a pessoa de Jesus em ações poderosas, parece nos querer inculcar, nos versículos que se sucedem à profissão de fé de Pedro, de que o caminho de Jesus é de sofrimento, caminho da cruz: começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da lei; devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias (v.30). Pedro não estava preparado para ouvir isso, por isso repreende Jesus, que por sua vez o repreende: “Vai para longe de mim, Satanás! Tu não pensas como Deus e sim como os homens” (v.33). Ou seja, no caminho de Jesus “nem tudo são flores”, mas a fé nele nos faz esperar, após o suplício e a cruz, a vida nova, a ressurreição. Por isso, o que nos resta como cristãos, católicos, seguidores de Jesus, é atender ao seu convite feito no versículo 34 do texto: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”. Lançar-se confiante nesta proposta é imbuir-se da mesma fé do servo de Isaías, abandonando-se em Cristo Senhor. É professar concretamente nossa fé nele. E São Tiago em sua carta (Tg 2,14-18), nosso terceiro texto (segunda leitura), nos oferece pistas para o seguimento de Jesus na comunidade, dizendo que a fé só tem sentido quando posta em prática (v.14), para dizer que a fé cristã, quando verdadeira, é viva, impregna profundamente a vida da pessoa, direcionando-a para as obras. Peçamos ao Divino Espírito Santo que nos ajude a não desanimarmos nas dificuldades, a não termos m edo, a perseverarmos “conservando o rosto impassível como pedra, na certeza de que não sairemos humilhados” (Is 50,7). Continuemos a pensar sobre como viver de forma mais séria a vida cristã e como sermos pessoas de valores evangélicos nas diversas circunstâncias de nossas vidas e no mundo de hoje, a fim de que “andemos na presença de Deus, junto a Ele, na terra dos vivos” (Sl 114).

Sem. Weverson Almeida