quarta-feira, 27 de maio de 2015

DOM RICARDO, de CAETITÉ (Bahia) para JANAÚBA (Minas Gerais)

Hoje, dia 27 de maio de 2015, a Nunciatura Apostólica no Brasil comunica que o Santo Padre Francisco dignou-se nomear Bispo da vacante diocese de JANAÚBA (Minas Gerais) Excelentíssimo Dom Ricardo Guerrino Brusati, tranferindo-o da sede episcopal de Caetité (BA).
Com sentimentos de amizade, desejamos um fecundo apostolado na nova Diocese, enquanto agradecemos pela sua presença entre nós, sempre disponível, discreta e amiga.

Continuamos unidos na oração e na fraterna comunhão.

2º Encontro Regional das CEBs em Caetité

Entre os dias 21 a 24 de maio, na cidade de Caetité, se reuniram representantes das 25 dioceses que formam o Regional Nordeste três (NE3) da CNBB, Bahia e Sergipe, para encontro das Comunidades Eclesiais de Bases (CEB’s). O tema: “As CEBs e a força do Testemunho” e o lema: “O jeito de ser Igreja em todos os cantos”, foi desenvolvido em diversas atividades, destacando-se as Oficinas temáticas, orientadas por padres e lideranças leigas ligadas a CEB’s.
Também esteve presente no encontro Dom frei Luís Cappio da Diocese de Barra, que, em sua fala destacou “ainda sonhamos com uma Igreja atenta à inspiração do Divino Espírito Santo a exemplo das primeiras comunidades cristãs e fiéis ao projeto de Jesus Cristo”
Representaram a nossa Diocese de Livramento: o Pe. Renato Aguiar, Patrícia, Alcides Rosa, Maeles, Nilda, Salvadora, Adelaide, Carmo e Eleandro.

Informações de Patrícia Souza Novais
(Do grupo de representantes
de nossa diocese)

terça-feira, 26 de maio de 2015

Ticos da Fenomenologia de Husserl


Compreende-se por Fenomenologia, etimologicamente, o “estudo do fenômeno”. Em Husserl a entendemos como “tudo aquilo que se apresenta a nossa consciência”. Essa abordagem do termo traz consequência ao universo filosófico, a partir dela o pensador alemão desenvolve um caminho que fornece fundamentos sólidos a própria filosofia: a Fenomenologia, mas, o que ela é?
Primeiramente, torna-se imprescindível a compreensão do fenômeno como aquilo de que somos capazes de ter consciência, independentemente do modo, sentidos, conceitos, imaginação etc. Husserl estabelece a Fenomenologia como um movimento de ideias que tem seu próprio método, e antes, como uma ação filosófica que tem por objetivo alcançar, de modo rigoroso, o conhecimento. Pode-se dizê-la como via que busca libertar a Filosofia de toda inflexão, sem, contudo, lançá-la no relativismo, porquanto propõem uma “volta as coisas mesmas”, e neste movimento valoriza a intuição do sujeito, entendida como um olhar próprio ao fenômeno, ora apresentado.
Husserl elaborou o método fenomenológico. Este consiste em acessar e submeter a consciência à análise. Aqui, entende-se que quando o fenômeno se apresenta, adjunto a ele captamos a sua essência em nossa consciência, por isso a necessidade de um método que nos faça trazer a luz, a razão, o que fora apresentado. Compreende-se, também, que a nossa consciência está sempre atenta, e que tem “sede” de conhecer, ela está alerta a todo tempo buscando captar os fenômenos, pois a consciência só é, sendo, “consciência de algo”, o que nos dá o entendimento da intencionalidade que é inerente a própria consciência.
Como método, verifica-se uma ordem condicionada, a saber: Redução, Epoqué ou Suspensão do juízo; Caráter a Priori e Evidência Apodítica.
O Primeiro constitui o fato de “abrir uma parêntese” da realidade, não anulando-a, mas deixando “a parte”, para que não haja influência de fatores como os pré-conceitos, conhecimentos ou teorias prévias no mergulho em busca da essência do Fenômeno mesmo. É um “meu olhar” sobre o Fenômeno apresentado na subjetiva consciência de cada indivíduo.
Enquanto isso o caráter a priori diz respeito ao fato de se olhar o fenômeno mesmo, em si mesmo, e não a sua mera compreensão empírica, factual, material. É um voltar-se a ideia, não a atribuições postas sobre ela, ou a elementos sensíveis. Busca-se a essência do Fenômeno, aquilo que está presente nele e que torna-o ele mesmo.
A evidência apodítica situa-se no nível da vivência fenomenológica, o que implica dizer que é anterior a toda construção da percepção de conceitos, isto é, encontro da consciência com a essência do Fenômeno e a sua compressão, que embora não total, já naquele ponto é verdadeira, visto que para se chegar aqui faz-se uma “purificação” da consciência, livrando-a de pressupostos e inclinando-a ao fenômeno mesmo que por sua vez pode ser contactando, naquilo que é essencial, por essa consciência.
Por conseguinte, Husserl ao elaborar essa teoria, colabora com o pensamento humano, em um período conturbado da história – décadas iniciais do século XX – porquanto possibilita a Filosofia livrar-se das amaras impostas pelos extremos do pensamento moderno, a saber, empirismo, cientificismo, racionalismo, relativismo. Isso no exercício da Fenomenologia, que se posiciona como uma nova “primeira filosofia”, enquanto esta se propõe a analisar descritivamente as vivências da consciência, expurgada de pressupostos, o que gera, necessariamente, um conhecimento, rigoroso, da essência do fenômeno.

Kleber Chaves
2º Filosofia

Colaboração: Élcio Neves e
 Gean Santiago (2º filosofia)


ADIPS – ASSOCIAÇÃO DIOCESANA DE PROMOÇÃO SOCIAL PROMOVEU EM LIVRAMENTO DE NOSSA SENHORA O I ENCONTRO DE MULHERES.

A Diocese de Livramento de Nossa Senhora com o apoio da ADIPS – Associação Diocesana de Promoção Social promoveu em Livramento de Nossa Senhora, nos dias 19 e 20 do mês corrente, o I Encontro de Mulheres.  Com o tema “O papel e os desafios da mulher na sociedade”, o encontro teve como objetivo abordar os vários papéis da mulher na sociedade, suas conquistas ao longo da história, no intuito de lançar um novo olhar sobre a importância e valorização da mulher, buscando o fortalecimento de ações sobre relações justas e igualitárias entre mulheres e homens.
Estiveram reunidas mulheres dos municípios de Paramirim-BA, Tanhaçu-BA, Érico Cardoso-BA, Aracatu-BA, Guanambi-BA, Caturama-BA e Livramento-BA, totalizando cerca de cinquenta e cinco mulheres presentes.
A abertura do encontro deu-se com uma dinâmica de apresentação que permitiram um maior entrosamento entre as mulheres ali presentes. Logo após, foi apresentado o tema que seria desenvolvido ao longo dos dois dias, bem como seu objetivo principal. Com a fala de abertura foi realizado trabalhos em grupo, sendo debatidas questões como conquistas, retrocessos e perspectivas para o futuro. Em seguida, apresentada conclusões em plenária.
Diante da apresentação dos grupos, foi realizada uma roda de bate-papo com a finalidade de maior reflexão sobre o tema, ressaltando os avanços, refletindo os desafios que estão pela frente e também provocando novas realizações. Após o momento de análise da conjuntura, a partir do público feminino, a programação do evento contemplou a valorização da partilha de experiências. Mulheres puderam expor e compartilhar sua vivência dentro das suas realidades.
À noite tivemos a valiosa apresentação das mulheres do Quilombo da Rocinha, abrilhantando ainda mais nosso encontro com a cultura do reisado. As mulheres dançaram e se divertiram com o samba de roda. Bom momento de descontração e partilha dessa cultura tão rica que está sendo resgatada na comunidade.
 O encerramento das atividades do dia foi com a exposição de artesanatos trazidos pelas mulheres de Paramirim; remédios caseiros trazidos por Dona Maria, naturalista residente em Livramento, houve também exposição de sementes crioulas e frutos da terra, que as mulheres puderam levar um pouco para suas respectivas comunidades.
No dia seguinte, ocorreu uma palestra com Gislene Bulhões, engenheira agrônoma e que realiza estudos voltados para igualdade de gênero, abordando questões sobre a mulher na sociedade moderna, assim como os avanços na dependência financeira, valorização dos trabalhos domésticos, emponderamento das mulheres que não mais se sujeitam à violência por parte dos maridos ou companheiros, mulheres com voz ativa na sociedade.
Para finalizar o encontro, foi proposta uma dinâmica de avaliação em que mulheres depositavam sementes em um vaso, avaliando e se expressando quanto aquele encontro representou e o que levariam para seus lares, comunidades e sociedade. Encerraram-se as atividades com vídeo de fotos dos vários momentos do encontro, mensagens e músicas. 
Durante os dois dias, as mulheres puderam refletir as raízes históricas das desigualdades, e puderam debater e construir de forma conjunta as oportunidades para a superação desse quadro. Confira fotos!
Maria José Viana Santos

Pentecostes, Festa do Divino Espíritos Santo em Ituaçu

Mantendo a tradição religiosa, tão peculiar do nosso povo, a Paróquia Nossa Senhora do Alívio de Ituaçu-Ba, celebrou no dia 24 de maio, Domingo de Pentecostes, a Festa do Divino Espírito Santo. Foram nove dias de preparação, tendo grande participação de fiéis durante o novenário, celebrado na Igreja Matriz e, culminando com o dia festivo na Área de Eventos de Ituaçu, onde milhares de fiéis acorreram para celebrar a presença do Divino Espírito Santo, que guia, orienta e renova a Igreja. Mantendo a tradição, antes da Missa festiva, ocorre o cortejo com o Imperador e a Imperatriz pelas ruas da cidade, acompanhado de cavalaria. Diante de graças alcançadas, normalmente são mães que pedem para que seus filhos sejam o Imperador e a Imperatriz, sendo assim crianças que passam a coroa e o Estandarte do Divino, para o Imperador e a Imperatriz do ano seguinte, seguindo os nomes, que são colocados em um caderno na secretária paroquial, onde já tem famílias escritas até o ano 2033.


Pe. Joélio Oliveira Brito, CSS.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Comunicado


Nos próximos dias 30 e 31 de Maio acontece, na Paróquia de Nossa Senhora da Saúde de Abaíra, Encontro da PASCOM à nível de Vicariato. As paróquias em Abaíra, Boninal, Jussiape e Piatã enviarão representantes para serem formados como agentes da Pastoral no Vicariato Nossa Senhora do Rosário.
Maiores informações pelos e-mails: diocesedelivramento@gmail.com
                                                           blog.eqd@gmail.com

AGENDA DO BISPO





Mês de MAIO de 2015 - III parte
Dia
Horas
Onde
Atividade
25
Manhã
Em casa
Atendimento
17.45
Casa do bispo
Crismandos Comunidade Santa Teresinha
26
Manhã
Em casa
Atendimento
09.30
Paróquia SS. Sacramento - Rio de Contas
S. Missa na abertura Novena
27
Manhã
Em casa  e na Cúria
Atendimento
19.00
Comunidade Curral Queimado – Rio do P.
S. Missa com Crisma
28
09.00
Em Barra da Estiva
Encontro com os Padres jovens
19.30
Comunidade Lagoa do Daniel - Taquari
S. Missa com Crisma
29
09.00
Em Ibicoara
Encontro com estudantes e professores
19.30
Comunidade Ibiajara – Rio do Pires
S. Missa, na Novena
30
Tarde
Centro diocesano
Encontro Pastoral familiar
19.30
Paróquia Santo Antônio - Paramirim
S. Missa coma dedicação da Igreja Matriz
31
09.00
Centro diocesano
S. Missa com os membros da Pastoral familiar
Tarde
Viagem para Ribeirão Preto (até o dia 03/06)
Palestras na Semana teológica

sábado, 23 de maio de 2015

SOLENIDADE DO PENTECOSTES


LEITURAS:
Atos 2,1-11;
Salmo 103/104
1Cor 12,3b-7.12-13;
Jo 20,29-23

Hoje, na oração do dia, pedimos a Deus que santifique a Igreja inteira... e derrame por toda a extensão do mundo os dons do Espírito Santo e realize nos corações dos fiéis as maravilhas que operou no início da pregação do evangelho.
Celebramos a grande festa de Pentecostes; começa o ‘tempo da Igreja’, isto é, a caminhada da Comunidade dos discípulos e das discípulas de Jesus. “Eu pedirei ao Pai, e Ele dará a vocês outro Advogado (Paráclito), que esteja com vocês para sempre. É o Espírito da Verdade... Eu não deixarei vocês órfãos, mas voltarei para vocês” (Jo 14,16.18). Agora, a promessa se realiza. Já no dia da ressurreição – afirma o texto do Evangelho – Jesus sopra sobre os discípulos e diz “Recebam o Espírito Santo...”. Cinquenta dias após esse encontro, na festa hebraica de Pentecostes, eis uma marcante efusão do Espírito, como narra o texto dos Atos dos Apóstolos (I leitura).
Tantas vezes, nos evangelhos, ouvimos Jesus falar do Espírito, sobretudo em João. No batismo, o Espírito desce sobre Jesus (cf. Mc 1,10 e par.), que volta do Jordão ‘cheio do Espírito Santo’, e ‘no Espírito é conduzido pelo deserto’ (Lc 4,1); aos discípulos, Jesus promete o Espírito, sobretudo para defendê-los na hora da perseguição (cf. Mc 13,11). A presença e atuação do Espírito que acompanhou a missão de Jesus, tornam-se ainda mais urgente na missão da Igreja.
Tudo – mais uma vez - acontece com um sopro. O sopro da vida que pairava já na criação, agora acompanhará, de maneira firme, os passos dos que seguem a Jesus. A vida íntima de Deus, o Amor que une as divinas Pessoas, será doado aos discípulos e eles terão a capacidade divina de ser ‘suas testemunhas’ em todo canto, falando todas as línguas para que a todos seja doada a ‘bela Notícia’ de Jesus e a força de Deus, que os sustentará. Começam a se realizar as promessas (cf. At 1,8), e a ser levada a ‘bela Notícia’, nas asas do Espírito e nos pés dos evangelizadores, pelo mundo afora, em todo canto. É um anúncio de paz e de perdão que se expande pelo mundo inteiro: esse é o projeto de Jesus que o Espírito vai difundir com a colaboração dos discípulos.
A missão da Igreja consiste em acolher a paz do Senhor e seu perdão para levar a todos, com seu testemunho, esses dons do Senhor. Uma nova linguagem – a do amor – começa ecoar e todos a entendem, e os que estavam na praça de Jerusalém, naquela manhã, não sem maravilha, dizem: os escutamos anunciar as maravilhas de Deus em nossa própria língua. Para que isso aconteça, pede-se abertura do coração e disponibilidade interior. Assim, a mesma força do Espírito que conduziu a Jesus, vai conduzir agora os discípulos.
O Espírito, o ‘companheiro inseparável de Jesus’ (Basílio de Cesareia), depois de ter sido enviado pelo mesmo Jesus, agora será o companheiro inseparável de sua Igreja e de cada batizado/crismado. O Espírito vai conduzir na compreensão sempre mais profunda da Palavra de Jesus. Cada um o experimenta em sua vida quando se deixa animar por esse divino Sopro. Jesus nos revelou o essencial para a salvação, mas o conhecimento dele e do Reino e sua realização, vão acontecendo em nossa vida pessoal e na vida da Igreja, pouco a pouco, sempre sob a inspiração e com essa força divina. Os novos acontecimentos de nossa vida e do mundo podem ser entendidos sob a luz do Espírito, que não falta. Antes, com alegria, Ele o dará a quem o pedir: “Se vocês, que são maus, sabem dar coisas boas a seus filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem” (Lc 11,13).
Enfim, um último ensinamento recebemos de Paulo (II leitura). O Espírito é dado a cada um de maneira própria para que o coloque – como serviço – para o bem comum, para formar ‘um único corpo’, porque nós ‘mergulhamos’ num único Espírito e podemos matar a sede de Deus e de vida plena, somente, bebendo às fontes de água viva que brotam do Seu lado aberto.
Sobretudo na Eucaristia, o sopro divino é derramado sobre o pão e o vinho para transformá-los em corpo e sangue do Senhor, e ‘nós que participamos do corpo e sangue de Cristo sejamos reunidos pelo Espírito Santo, num só corpo’ (Oração Eucarística II).

Dom Armando

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Encontro da PASCOM do Regional Nordeste três


A coordenação Regional (Cnbb – NE3) da Pastoral da Comunicação esteve reunida, entre os dias 15 e 17, no Instituto Frei Ludovico, na capital do estado. Sob orientação da Coordenadora à nível regional, Patrícia Luz, da arquidiocese de São Salvador, o encontro aprofundou o estudo do Documento 99 da CNBB, - Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil – sobretudo, sua aplicação em nossas realidades pastorais.
Como proposta ficou a reflexão e elaboração do Plano Regional de Comunicação, para o qual está coordenação se encontrará, por meios virtuais, e, adiante em nova reunião ponderará as reflexões e trará à Luz o plano.

O encontro contou com participação de representantes de dez dioceses. Livramento foi representada pelo Seminarista Kleber Chaves, que, já no encontro da PASCOM do Vicariato Nossa Senhora do Rosário, próximo dia 30 em Abaíra, empreende a multiplicação dos conteúdos.

A CELEBRAÇÃO DO MATRIMÔNIO – 6

Continuamos nossa pesquisa para conhecer um pouco da história do Matrimônio nos séculos passados. Consideremos, agora, o que acontecia no mundo romano na época de Cristo.
Algo novo se observa. A autoridade civil começa a estar presente quando se realiza o casamento, que acontece na casa do noivo. Agora, a esposa não é mais levada diante dos lares - os deuses da família - mas no quarto nupcial, e o sinal principal do casamento é a consumação do ato sexual, também se o valor jurídico é dado pelo consentimento diante da autoridade civil.
A esposa continua se vestindo de branco, coloca na cabeça o véu vermelho e a coroa de flores.  Permanecem esses sinais de caráter religioso e o pai do noivo une as mãos dos dois e reza uma oração diante deles.
Em seguida, o casal, acompanhado por uma mulher (a pronuba), retira-se no quarto para realizar o ato conjugal, e o homem leva consigo um lenço branco que usa no momento do ato; a mulher o recolhe; se estiver manchado de sangue, é sinal de sua virgindade; então, ela sai para apresentá-lo aos convidados, aumentando, desse modo, a alegria da festa nupcial.
Na Roma que começa a ser evangelizada será esse o contexto cultural em que vivem os cristãos. Eles continuam seguindo os costumes vigentes, mas sem ter um rito litúrgico próprio. Isso, ao menos, até a metade do século IV, isto é, até quando o cristianismo, a partir de 313, torna-se religião permitida pela decisão do imperador Constantino.
Santo Inácio de Antioquia, o grande bispo que morre mártir pelo ano de 107, tem um texto que revela o interesse da igreja para com os seus filhos; escreve o santo bispo: “É oportuno que, ao se casar, os homens e as mulheres contraiam sua união com o consentimento do bispo, a fim de que seu matrimônio se realize segundo o Senhor e não segundo a paixão”. Trata-se não de uma ordem para celebrá-lo na Comunidade religiosa, mas de um desejo de dar a esse rito uma dimensão eclesial. Porém, não é algo ainda comum dentro da igreja desses séculos.
Na segunda metade do século IV, já encontramos documentos que falam da bênção do matrimônio feita pelo sacerdote. Observa-se que essa bênção não usa textos da bíblia que falam do matrimônio, mas se destaca, de uma maneira geral, que tudo o que Deus criou é bom (cf. Rm 4,3-5 e Hb 10,24-25). Aos poucos, na celebração, quem une as mãos é o bispo ou o presbítero e o mesmo dá a bênção ao casal.
Distingue-se, neste tempo, o matrimônio ‘perfeitíssimo’, quando realizado entre dois cristãos; ‘médio’, entre um cristão e um não-cristão, e o ‘pior’, entre dois pagãos.
Pelo influxo do direito germânico sobre o direito romano, eis que se passa do ‘consentimento’ qual elemento principal do matrimônio, para o ‘contrato’, uma espécie de ‘compra da esposa’ por parte do esposo que, assim, tem domínio sobre a mulher. Essa ‘compra’ podia acontecer quando a futura esposa era ainda criança, entregando-lhe um anel que, no início, era de ferro (sinal de poder); aos poucos, será de ouro e entrará o hábito do intercâmbio dos anéis.
Nesse período, o bispo ou o presbítero aparecem dando a bênção aos anéis; e um contrato escrito junto com algumas moedas, são sinais do matrimônio realizado. Esses elementos próprios do casamento entrarão na celebração litúrgica, também se não existe ainda um ritual próprio.

Dom Armando