sábado, 2 de maio de 2015

V DOMINGO DA PÁSCOA


LEITURAS:
 At 9,26-31
Salmo: 21/22
1 João 3,18-24
 Jo 15,1-8

Caríssimos irmãos e irmãs,

Uma palavra que se destaca nas leituras que ouvimos nesse V Domingo da Páscoa é o verbo permanecer. No evangelho é forte o convite do Senhor: “permanecei em mim e eu permanecerei em vós” (Jo 15, 4). Essa mensagem é tão importante que Jesus ainda faz uma comparação para que todos os seus ouvintes possam compreendê-la. Jesus ensina que assim como os ramos não têm vida e não dão frutos separados da videira, a comunidade cristã não pode ter vida e dar frutos distante de seu pastor. Portanto, precisamos permanecer em Cristo!
Contudo, podemos nos perguntar: o que significa permanecer com Cristo? Como viver essa ligação verdadeira com o Senhor? Nas leituras, encontramos pistas importantes.
A primeira leitura dos Atos dos Apóstolos nos mostra que o permanecer com o Senhor significa permanecer com a comunidade de fé. Na Igreja o Senhor está presente. Precisamos estar ligados à comunidade apostólica para termos vida e  produzirmos frutos. Desse modo, permanecer com o Senhor não significa uma vida isolada, uma relação intimista. Ainda que nosso encontro com Cristo seja pessoal, nossa permanência com ele é comunitária.
Note-se o exemplo de Paulo. Após ser perseguidor dos cristãos ele se converte. Sua conversão se dá por um encontro pessoal com Cristo. Mas esse encontro pessoal não faz dele um cristão isolado, ou alguém que anuncia sozinho o evangelho. Ao contrário, ele é conduzido à comunidade dos apóstolos, é levado a viver a unidade com os outros seguidores de Cristo. Para permanecermos com Cristo, não basta senti-lo no coração, é preciso que nos engajemos na comunidade de fé, na sua Igreja.
A segunda leitura aponta para outra dimensão do permanecer com Cristo: o testemunho. Para João: “quem observa os seus mandamentos permanece em Deus e Deus nele” (1Jo 3, 24).  Observar os mandamentos significa crer em Jesus e amar-nos uns aos outros. Assim, permanecer com Jesus é comungar dos ideais e dos ensinamentos por Ele deixados não só por palavras, mas com as ações, com a vida. Quem busca, de fato, estar com Jesus segue o mesmo caminho do mestre e coloca em prática os valores pelos quais Ele deu a vida na Cruz.
Desse modo, a liturgia nos convida a pensar nossa caminhada Cristã e respondermos como está a nossa permanência com Jesus Cristo: somos ramos ligados à videira ou estamos nos desligando da videira verdadeira? Cabe-nos, por fim, buscar viver cada vez melhor nosso engajamento na comunidade e a partir dessa pertença, colocar nossa vida para produzir os frutos da caridade. Assim estaremos cada vez mais unidos ao nosso mestre, cada vez mais unidos ao ressuscitado, única fonte da verdadeira vida.
Jandir Silva
3° Ano de teologia

AGENDA DO BISPO




Mês de MAIO de 2015 - I parte
Dia
Horas
Onde
Atividade
01
Manhã
Aracaju – Seminário Maior
Palestra no Congresso sobre Concílio Vaticano II
02
Manhã
Casa do Bispo
O Bispo atende
08.15
Paróquia Santo Antônio - Paramirim
Encontro com Conselho Pastoral Paroquial
19.00
Comunidade Barriguda – Mucugê
S. Missa, com Crisma.
03
09.00
Paróquia S. João Batista – Mucugê
S. Missa, com Crisma.
15.00
Comunidade Paiol - Mucugê
S. Missa, com Crisma.
19.30
Com. Monte Oliveira - Catedral
S. Missa
04
15.30
Casa do Bispo
Encontro Crismandos – S. Missa.
05
09.00
Centro diocesano
Encontro Coordenação diocesana de pastoral
15.00
Encontro Equipe econômica
19.00
Com. Amola Faca - Catedral.
Encontro com os Crismandos
06
Manhã
Casa e Cúria
O Bispo atende
19.0
Comunidade Casa de Telhas – Rio de Contas
S. Missa com Crisma.
07
Manhã
Casa e Cúria
O Bispo atende
19.00
Comunidade São José - Ituaçu
Encontro com Crismandos
08
08.30
Centro Educacional São Gaspar Bertoni
Encontro com Alunos
17.00
Comunidade Boca do Campo - Paramirim
Encontro Crismandos – S. Missa.
09
09.00
Paróquia Nsa. Sra. da Saúde - Abaíra
Encontro Crismandos das Comunidades
17.00
Comunidade Itanagé - Taquari
Encontro Crismandos, pais e padrinhos.
10
09.00
Comunidade São José - Jussiape
S. Missa com Crisma.
17.00
Com. Caraíbas - Paramirim
S. Missa
19.30
Paróquia Santo Antônio - Paramirim
S. Missa

quinta-feira, 30 de abril de 2015

CELEBRAÇÃO DA MISSA DE 1ª EUCARISTIA NA COMUNIDADE DO PIÇARRÃO - LIVRAMENTO

      No DIA 21 DE Abril de 2015, realizou-se na Capela de Nossa Senhora Aparecida, no Bairro Piçarrão - Paroquia Nossa Senhora do Livramento, a Celebração Eucaristia, na qual 14 catequizandos receberam o Sacramento da Eucaristia. Eles fizeram mais de dois anos de caminhada e, foram acompanhados pelas catequistas Maria Isabel e Mariza. Presidiu a celebração o Padre Ademário Lêdo,
      A liturgia do terceiro Domingo da Pascoa nos mostrou que os homens e mulheres da época de Jesus resistiram à ação do Espírito Santo. Percebemos que nos dias de hoje, mesmo conhecendo Jesus e Sua Palavra, nós também, muitas vezes, resistimos, colocamos dificuldades e não abrimos inteiramente o coração para que o Espírito aja, fale em nós e nos use para sermos instrumentos da graça de Deus.

      Finalizando mais uma Missão, agradeço a Deus pelo Dom de ser catequista, e ao mesmo tempo, peço a Ele Luz e Sabedoria, pois nos próximos dias, estamos planejando prosseguir com estes adolescentes à missão de sermos instrumentos de graça na vida de outros adolescentes, jovens crianças de nossa comunidade. Que Deus nos abençoe! Mariza Rocha

A CELEBRAÇÃO DO MATRIMÔNIO - 3

      O documento conciliar sobre liturgia - Sacrosanctum Concilium (n.77-78) - recomendava “revisar e enriquecer o rito da celebração do matrimônio que se encontra no Ritual Romano, de modo que se expresse a graça do sacramento e se inculquem os deveres dos esposos com maior clareza”. A partir desse pedido, elaborou-se o novo rito. Lembro que nas minhas reflexões considero o matrimônio principalmente do ponto de vista da celebração na igreja.
      Para compreender a celebração do matrimônio, assim como proposto pelo ritual de nossa Igreja católica, é importante conhecer alguns elementos que provêm de uma longa história religiosa e cultural onde o rito finca suas raízes. Começamos com algumas informações a respeito da tradição judaica, pelo fato de que influenciou o ritual usado pela Igreja desde as suas origens.
      O matrimônio judeu pode ser celebrado em qualquer ambiente, mas é mais frequente ser celebrado na sinagoga. O dia mais apropriado é na terça-feira, considerado dia de pompa por excelência, porque no relato da criação em Gn 1,10-12, encontra-se por duas vezes que “Deus viu que era bom’. Não se celebra casamentos no dia de sábado, dia santo para os hebreus, nem em alguns dias do ano em que se recordam acontecimentos de luto e sofrimento. Não existe a obrigação de usar roupas especiais, mas o costume é que a noiva vista-se de branco e com véu.
      O rito. Antes da cerimônia, o noivo, acompanhado por testemunhas, manifesta aceitar suas obrigações, e assina um contrato. Em seguida, é levado ao local onde encontra a noiva, cujo rosto está coberto com um véu, e diz a bênção de Rebeca: “Irmã nossa, tenhas filhos e descendentes, milhares e milhares, e que teus descendentes dominem seus inimigos”.
      O noivo, então, vai ao encontro da noiva no local da celebração, conduzido pelo pai, o pai da noiva, pelos parentes e amigos; a noiva, também, é conduzida pela mãe, a mãe do noivo, parentes e amigas, enquanto se canta: “Que o Todo-Poderoso e grande se digne abençoar os futuros esposos”. A cerimônia começa com o sermão do rabino ou de alguém que conheça a Torá, a Lei; em seguida, o mesmo pronuncia a oração de bênção: Bendito sejas, Senhor, Deus nosso, rei do universo, que nos santificaste com teus mandamentos e nos ordenastes abster-nos das desordens sexuais e nos proibistes a união com mulheres já prometidas a um homem...
      Oferece-se aos esposos a taça da qual ambos bebem. Então, o esposo põe no dedo anular da esposa um anel, dizendo: “Ficas santificada por mim por este anel, em conformidade com a religião de Moisés e de Israel”. O rabino, ou alguém escolhido pelo noivo, lê o documento. Abençoa-se a taça - a primeira de sete bênçãos – que é apresentada aos esposos; depois de beber, o noivo a quebra com o pé direito. Então, os esposos são conduzidos ao novo lar, no qual ficam sozinhos por um tempo. Segue o banquete nupcial, que conserva caráter religioso. Depois da ação de graças, recitam-se as bênçãos nupciais, e isso durante os sete dias que seguem o casamento.
      Vários outros usos foram elaborados, inspirados em acontecimentos bíblicos. É costume jogar sobre os esposos trigo, arroz, nozes e bombons.
São estes os elementos essenciais da tradição hebraica. Infelizmente, porém, esses costumes tendem a desaparecer.
Dom Armando

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Aniversário Natalício do Pe. Ademário

29 de Abril, CELEBRAMOS o aniversário natalício do Pe. Ademário da Silva Ledo Filho.

Desejamos ao padre, nessa semana em que a Liturgia nos remete ao Bom Pastor, que o Cristo, modelo de serviço e entrega, dê as forças necessárias para a vivência da Vocação a qual Deus o chamou. Que a Senhora e Mãe do Livramento abençoe sua vida, intercedendo saúde e paz a sua vida.




Feliz Aniversário!!!




* O Pe. Ademário é pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Livramento – Catedral, em Livramento de Nossa Senhora, Bahia.

terça-feira, 28 de abril de 2015

FOTOS DE ENCONTROS EM CELEBRAÇÕES PELA DIOCESE - ABRIL 2015









A tragédia

O nascimento da tragédia, denominada por Nietzsche como um processo estético que visa o metafísico estético, colocando uma nova forma de reger a vida através do enfreamento com o real. Dentro desta perspectiva é colocado o homem como uma dualidade necessária para a vida, e esta, é representada através dos deuses Dionísio e Apolo. São duas forças que dão arte e entrelaçam a vida humana, a força apolínea e a força dionisíaca não numa perspectiva histórica, mas sim ontológica. Tudo isto se tem base no mundo antigo grego onde os deuses faziam parte da vida cotidiana do povo e a influenciavam em todo o seu percurso e em sua maneira de pensar e viver. Contudo, podemos perceber o rompimento desta tragédia a partir do pensamento racionalista de Sócrates, daí se dá uma nova estética mais voltada para a vida racional moral e ético. E inaugurada por Eurípedes. O texto apresenta para maior ampliação do conhecimento sobre o tema, a história de Medéia, falando das características desta obra, veiculando assim o grade desmembramento da cultura apolínea e dionisíaca que reinava na Grécia antiga.
Nietzsche em seu livro, explica que a tragédia se caracteriza por um forte enlaçamento das forças dionisíacas e apolíneas que dão ao ser humano suas próprias concepções existentes em si mesmo. O ser é constituído de partes que oferecem vigor e força a alma, de impulsos que levam o homem a fazer nascer a arte de dentro de si que depois irá permear pelo mundo. E a força condutora do homem. O impulso apolíneo é o do deus Apolo, o iluminador o belo, a aparência coberta de esplendor. E Dionísio é o deus das festividades gregas em que a natureza ultrapassa a cultura dando ao homem uma liberdade exacerbada e “sem limites”, dando vazão aos impulsos da sexualidade e da crueldade, ele enquanto pessoa se entrega aos prezes do vinho e ao relaxamento das convicções.
A partir destes impulsos mencionados por Nietzsche, nasce quarto estágio da arte grega: o helênico, o homérico, tanto entrada a Apolo e em seguida Dionísio, e por fim o desenvolvimento da arte dórica (tragédia) como o cume desses impulsos. A tragédia é a conjunção de Apolo e Dionísio através do mito, o despertar a aparência e através da música o despertar dos sentimentos, entregar-se a ele. O mito faz com que a realidade seja conhecida, revelando as realidades da vida e da natureza. Trazendo também as características de Dionísio como a individuação, apresentando uma verdade universal inerente a natureza humana, que traz desconforto e angústia.                   
Apresentada então a tragédia com a junção destas forças, tendo, pois, como estrutura o mito e a música. Apresenta Eurípedes outro gênero da tragédia apresentando uma obra que abarca diretamente a realidade social e cultural particular do povo.
Eurípedes toma Medéia como ponto fundamental para apresentar sua proposta de tragédia consolidada na racionalidade de Sócrates. Onde Nietzsche lamenta, pois ele vê a razão como sequestradora da legitimidade, levando em conta somente o real.
Pois bem, tomando o mito Medéia, é formada uma face racionalizada da mulher que quer conseguir os seus direitos humanizados. Ela vai à busca de sua liberdade até mesmo indo conta seu destino. A todo o momento vemos uma força de vontade que sucumbem os desígnios divinos e da lei, e tenta transcender o que lhe é dado, por meio de ato de liberdade. Ela assassina seus próprios filhos, ato inerente a natureza da pessoa humana, principalmente da mulher, para mostrar sua identidade e se desvinculando da figura social.
Por fim, este processo é atribuído ao pensamento socrático que após algum tempo não produz o efeito da tragédia Ática. Sócrates visa o conhecimento racional como conhecimento de si e do mundo para revelar a realidade e assim poder resolver problemas existenciais, que para Nietzsche também não passa de mera dissonância. Eurípedes retoma este pensamento para justamente discorrer está separação de Apolo e Dionísio, sobrevivendo assim em seu pensamento o racionalismo, que diverge de uma tragédia voltada para as dimensões interlocutoras do ser.

Pablo Dourado
3º Filosofia



segunda-feira, 27 de abril de 2015

Diocese de Jequié ordena novos padres e diácono

Na noite de 25 de Abril de 2015, a nossa Igreja-irmã de Jequié, acolheu em si, depois do devido tempo de preparação, dois novos padres e um diácono. Trata-se de Pe. Leonardo Vieira, do Pe. Antônio Neto e do Diácono Tiago Teixeira, ordenados, na Igreja Catedral de Santo Antônio, por imposição das mãos de sua excelência reverendíssima Dom José Ruy, bispo local, e orações de todos os fiéis.
A nossa diocese foi representada, naquela ocasião festiva, pelo Pe. Gonaçlo Aranha, que auxiliou na cerimônia, pelo Pe. Gilberto Santana e por Pe. Jucimar Pereira, além do seminarista Weverson e de alguns seminaristas da etapa filosófica.
Toda cerimônia transcorreu em clima de serenidade, a que no fim a Igreja toda, sob a Liturgia do domingo do Bom Pastor – I vésperas do 4º da Páscoa -, pôde se alegrar com o aumento no número daqueles que o Senhor chama a conduzir suas ovelhas.

domingo, 26 de abril de 2015

NOTA DA CNBB SOBRE O MOMENTO NACIONAL

“Entre vós não deve ser assim” (Mc 10,43).
      A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunida em sua 53ª Assembleia Geral, em Aparecida-SP, no período de 15 a 24 de abril de 2015, avaliou, com apreensão, a realidade brasileira, marcada pela profunda e prolongada crise que ameaça as conquistas, a partir da Constituição Cidadã de 1988, e coloca em risco a ordem democrática do País. Desta avaliação nasce nossa palavra de pastores convictos de que “ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos” (EG, 183).
      O momento não é de acirrar ânimos, nem de assumir posições revanchistas ou de ódio que desconsiderem a política como defesa e promoção do bem comum. Os três poderes da República, com a autonomia que lhes é própria, têm o dever irrenunciável do diálogo aberto, franco, verdadeiro, na busca de uma solução que devolva aos brasileiros a certeza de superação da crise.
      A retomada de crescimento do País, uma das condições para vencer a crise, precisa ser feita sem trazer prejuízo à população, aos trabalhadores e, principalmente, aos mais pobres. Projetos, como os que são implantados na Amazônia, afrontam sua população, por não ouvi-la e por favorecer o desmatamento e a degradação do meio ambiente.
      A lei que permite a terceirização do trabalho, em tramitação no Congresso Nacional, não pode, em hipótese alguma, restringir os direitos dos trabalhadores. É inadmissível que a preservação dos direitos sociais venha a ser sacrificada para justificar a superação da crise.
      A corrupção, praga da sociedade e pecado grave que brada aos céus (cf. Papa Francisco – O Rosto da Misericórdia, n. 19), está presente tanto em órgãos públicos quanto em instituições da sociedade. Combatê-la, de modo eficaz, com a consequente punição de corrompidos e corruptores, é dever do Estado. É imperativo recuperar uma cultura que prima pelos valores da honestidade e da retidão.  Só assim se restaurará a justiça e se plantará, novamente, no coração do povo, a esperança de novos tempos, calcados na ética.
      A credibilidade política, perdida por causa da corrupção e da prática interesseira com que grande parte dos políticos exerce seu mandato, não pode ser recuperada ao preço da aprovação de leis que retiram direitos dos mais vulneráveis. Lamentamos que no Congresso se formem bancadas que reforçem o corporativismo para defender interesses de segmentos que se opõem aos direitos e conquistas sociais já adquiridos pelos mais pobres.
      A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215/2000, por exemplo, é uma afronta à luta histórica dos povos indígenas que até hoje não receberam reparação das injustiças que sofreram desde a colonização do Brasil. Se o prazo estabelecido pela Constituição de 1988 tivesse sido cumprido pelo Governo Federal, todas as terras indígenas já teriam sido reconhecidas, demarcadas e homologadas. E, assim, não estaríamos assistindo aos constantes conflitos e mortes de indígenas.
      A PEC 171/1993, que propõe a redução da maioridade penal para 16 anos, já aprovada pela Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça da Câmara, também é um equívoco que precisa ser desfeito. A redução da maioridade penal não é solução para a violência que grassa no Brasil e reforça a política de encarceramento num país que já tem a quarta população carcerária do mundo. Investir em educação de qualidade e em políticas públicas para a juventude e para a família é meio eficaz para preservar os adolescentes da delinquência e da violência.
    O Estatuto da Criança e do Adolescente, em vigor há 25 anos, responsabiliza o adolescente, a partir dos 12 anos, por qualquer ato contra a lei, aplicando-lhe as medidas socioeducativas. Não procede, portanto, a alegada impunidade para adolescentes infratores. Onde essas medidas são corretamente aplicadas, o índice de reincidência do adolescente infrator é muito baixo. Ao invés de aprovarem a redução da maioridade penal, os parlamentares deveriam criar mecanismos que responsabilizem os gestores por não aparelharem seu governo para a correta aplicação das medidas socioeducativas. 
      O Projeto de Lei 3722/2012, que altera o Estatuto do Desarmamento, é outra matéria que vai na contramão da segurança e do combate à violência. A arma dá a falsa sensação de segurança e de proteção. Não podemos cair na ilusão de que, facilitando o acesso da população à posse de armas, combateremos a violência. A indústria das armas está a serviço de um vigoroso poder econômico que não pode ser alimentado à custa da vida das pessoas. Dizer não a esse poder econômico é dever ético dos responsáveis pela preservação do Estatuto do Desarmamento.
      Muitas destas e de outras matérias que incidem diretamente na vida do povo têm, entre seus caminhos de solução, uma Reforma Política que atinja as entranhas do sistema político brasileiro. Apartidária, a proposta da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, da qual a CNBB é signatária, se coloca nessa direção.
     Urge, além disso, resgatar a ética pública que diz respeito “à responsabilização do cidadão, dos grupos ou instituições da sociedade pelo bem comum” (CNBB – Doc. 50, n. 129). Para  tanto, “como pastores, reafirmamos ‘Cristo, medida de nossa conduta moral’ e sentido pleno de nossa vida” (Doc. 50 da CNBB, Anexo – p. 30).
      Que o povo brasileiro, neste Ano da Paz e sob a proteção de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, supere esse momento difícil e persevere no caminho da justiça e da paz.

Aparecida, 21 de abril de 2015.

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB
Dom José Belisário da Silva, OFM
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Vice Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

 Fonte: www.cnbb.org.br

sábado, 25 de abril de 2015

Encontro Diocesano do Setor Juventude

"O melhor meio para evangelizar os jovens são outros jovens." (Papa Francisco)


Tomando como ponto inicial esta frase do santo padre, o Papa Francisco, com o propósito da “Evangelização Juvenil” deu-se inicio na manhã deste sábado (25), no Centro Diocesano, um encontro de Lideranças Paroquiais a fim de formar e escolher lideranças para trabalhar em prol da juventude nas paróquias, vicariatos e na diocese. Estiveram representadas as paróquias de: Livramento (Catedral), Taquari, Dom Basílio, Rio de Contas, Jussiape, Abaíra, Boninal, Piatã, Ituaçu, Tanhaçu e Barra da Estiva.
Ficou a conhecimento de todos os que estavam presentes a realidade da pastoral juvenil de cada paróquia representada. Foi então apresentado o diagnostico da situação atual de cada paróquia para o setor responsável, afim de que, conhecendo o andamento da PJ em cada paróquia, possa planejar ações visando atender a necessidade de toda a diocese.
Foram escolhidos novos membros do Setor Diocesano de Juventude. Assessorada por Padre Marcelo, integraram a equipe já existente alguns novos nomes. Paula Cristina (Taquari) que antes já fazia parte da equipe agora assume a coordenação e Carlos César (Ituaçu) o vice. As funções de 1º e 2º secretários ficam por conta de Vanessa (Abaíra) e José Adriano (Taquari), respectivamente. Assumiu as atividades da tesouraria Josemar (Dom Basílio).

As atividades foram encerradas no final da tarde com oração e benção feita por Padre Marcelo.