Dom Armando fala sobre a festa de São João Batista, o precursor de Jesus Cristo

No site da CNBB o nosso bispo, dom Armando, fala sobre a festa do nascimento de São João Batista, o precursor de Jesus Cristo. Festa que celebramos no dia 24 de junho.
Criada pelos camponeses europeus para celebrar o início do verão, o evento chegou ao Brasil durante a colonização com a chegada dos portugueses. 
Dom Armando explica, que essa, “É uma festa de mudança de estação e, portanto, início de um período de mais sol, a festa do sol vencedor” e que “Atualmente é celebrada por tantos motivos de tipo cultural com elementos que sem dúvida tem um fundo religioso, mas antes de tudo tem elementos antropológicos”. Do ponto de vista litúrgico, a festa de São João possui uma grande riqueza teológica. A figura de João Batista, profeta que se encontra na Bíblia entre o primeiro e o segundo testamento é marcante na história religiosa do povo de Israel.

Solenidade da Natividade de São João Batista

“João é o seu nome” (Lc 1,63)


Leituras:
    Is 49,1-6
    Salmo 138
    At 13,22-26
    Lc 1,57-66.80

Uma das primeiras preocupações de um casal quando nasce um filho é a escolha do nome. O nome possui algum significado especial, como homenagear algum santo, um antepassado da família, um artista ou ainda um jogador de futebol. Várias são as motivações. O que nos impressiona no nascimento que hoje celebramos não é a novidade do nome – “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” (Lc 1,61 – mas a força do seu significado. A novidade é que o nome carrega consigo a missão que a pessoa assume. João é aquele que anuncia a misericórdia de Deus. João significa “o Senhor é misericórdia” ou “o Senhor é favorável”.

No nascimento de João se confirma a potência de Deus que tarda, mas nunca falha. Quem imaginaria que um casal de idosos pudesse experimentar a alegria da chegada de um filho? Os nomes dos pais de João explicam esse acontecimento extraordinário. Zacarias quer dizer “O Senhor se recorda” e Isabel, “O Senhor jurou”. Assim, porque o Senhor se recorda daquilo que prometeu, João veio ao mundo para “preparar os caminhos do Senhor” (LC 3,4) e não somente anunciar que Jesus é o Salvador, mas mostrar que Ele está presente no mundo.

A chegada de João marca o início de um novo tempo. Tempo de alegria e de esperança por causa do Messias esperado que ele testemunha. Ainda no ventre de sua mãe ele já tinha experimentado a alegria do Espírito, quando Maria, grávida de Jesus, tinha ido ao encontro de sua parenta Isabel (Lc 1,39-45). A vocação de João é marcadamente profética porque Deus o escolheu já no ventre materno (Lc 1,11-17). Semelhante ao Servo do Senhor, identificado como o grupo dos fiéis de Israel (1ª leitura) como instrumento efetivo enviado por Deus (Jo 1,66), João é enviado para “preparar para o Senhor um povo bem disposto” (Lc 1,17).
   
Dar testemunho de Jesus é elemento central da vida de João, por isso ele insiste na mudança de vida, a fim de que as pessoas se preparem para acolher aquele que é a Vida. Consciente da misericórdia de Deus, João se empenha em uma vida de humildade e despojamento, manifestando a fidelidade através de uma vida reta, focada no essencial. Novamente recordamos o servo da primeira leitura. Ele não mede a extensão dos planos de Deus por meio de realizações humanas, ou mesmo busca glória para si mesmo. Tal como o servo – “luz das nações” (Is 49,6) –, João testemunha a luz para todos porque reconhece Jesus como aquele que perdoa os pecados do mundo e não apenas os de Israel.
   
Como João é fiel ao seu nome... Ele é o maior de todos os profetas de Israel porque não só falou do Messias, mas mostrou onde Ele estava. Diferentemente dos outros profetas, ele foi capaz de indicar o conteúdo da sua profecia – “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29) – porque reconheceu na pessoa de Jesus de Nazaré o Ungido de Deus. Porque identificou em Jesus a chegada do Cristo, João tem consciência do que faz. “Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede: depois de mim vem aquele, do qual eu nem mereço desamarrar as sandálias” (At 13,25; Jo 1,27) (2ª leitura). Ele anuncia o batismo de arrependimento como oportunidade de transformação para acolher o Messias Salvador.

Portanto, a missão de João é repleta de misericórdia. Ele vincula a salvação à realidade de cada pessoa, não pede nada acima do que se possa fazer. É uma questão de consciência, de fidelidade, de misericórdia. Quando pensamos na vocação cristã que recebemos no Batismo, recordamos nossa participação na missão salvífica de Deus em Cristo no Espírito Santo. A partir do momento que assumimos o estilo de vida evangélico, somos chamados a viver o que Evangelho nos propõe, não apenas por nossos méritos, mas na graça daquele que nos conhece desde dentro (Salmo 138,14c).

Empenhados pelo projeto diocesano de evangelização – Ser Igreja missionária a serviço do Evangelho – que nos desperta para uma transformação da mentalidade acerca da missão, olhamos para a figura de São João, tão querido e celebrado em nossas comunidades, e pensamos não apenas num ‘batizador’, mas numa boa inspiração para nossa renovação missionária. Que a missão não seja apenas a realização de muitas atividades pastorais, mas a abertura para um novo estilo de vida, bem mais próximo de Jesus que evangelizou vivendo. Como João, cujo nascimento celebramos, saibamos reconhecer a presença decisiva do Senhor nos acontecimentos da vida, ocupar-nos daquilo que é essencial, acolher com abertura e alegria a misericórdia de Deus e testemunhar Jesus para os outros.

Marcos Bento
4º – Teologia

A comunidade de Vila dos Remédios da Paróquia de São Paulo Apóstolo anseia por criação de uma ONG



 No último dia 19 às 19h30min aconteceu uma reunião na comunidade de Vila dos Remédios na Paróquia de São Paulo Apóstolo. A coordenadora local Marilene Matos, mobilizou toda a população para participar da reunião. A mesma teve como finalidade apresentar, esclarecer e informar sobre a vontade de se criar uma ONG (Organização Não Governamental) nesta comunidade. 


 
A criação da ONG surge dos anseios em apoiar iniciativas que visam a conservação do patrimônio natural, cultural e histórico. Além da comunidade local, se fizeram presentes o Pe. Antônio Carlos, administrador paroquial, o Pe. Rinaldo, chanceler do bispado, Philipp Telles e Raphael Araújo ambientalistas que trabalham no município de Novo Horizonte.

AGENDA DO BISPO





junhO 2018- III

Dia
Horas
Onde
Atividade
22
Manhã
Casa do Bispo
Atendimento
17.00
Celebração de Casamento
23
Manhã
Casa do Bispo e Cúria
Atendimento
19.30
Comunidade Rua do Areão - Catedral
S. Missa
24
10.00
Paróquia S. João Batista – Dom Basílio
S. Missa na festa do Padroeiro
19.30
Paróquia S. João Batista – Mucugê
25
09.00
Casa do Bispo
Atendimento
17.00
Casa do Bispo
S. Missa Peregrinos Terra santa
19.30
Casa do Bispo
Encontro Crismandos adultos
26
Manhã
Casa do Bispo - Cúria
Atendimento
19.00
Comunidade Gado Bravo – Taquari
Encontro com a Comunidade, S. Missa
27
Manhã
Casa do Bispo - Cúria
Atendimento
Tarde
Casa do Bispo
Atendimento
19.00
Comunidade Suçuarana – Tanhaçu
S. Missa
28
Manhã
Casa do Bispo - Cúria
Atendimento
16.00
Capela Casa do Bispo
Celebração de Crisma
19.30
Celebração de Batismo
29
Manhã
Casa do Bispo - Cúria
Atendimento
Tarde
(até 02/07) Centro diocesano
Escola de Teologia para Leigos (ETeL)

ARRAIÁ DA CATEQUESE DA PAROQUIA NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO




No dia 10/06, aconteceu, em Livramento de Nossa Senhora, no Centro Pastoral Paroquial, o ARRAIÁ DA CATEQUESE. Participaram desse momento importante de confraternização, crianças, catequistas e familiares dos catequizandos. A tarde foi recheada com muitas brincadeiras, quadrilhas, sorteio de balaio e comidas típicas. 
Segundo a equipe de catequistas, foi excelente oportunidade para interação entre as várias turmas de catequese, familiares e catequistas e deixou saudades! Confira!



Celebrações pela diocese


No último sábado (16), às 16h, Dom Armando presidiu a celebração da festa de Santo Antônio, Padroeiro da Comunidade de Lajedo de Ouroca, Paróquia de Santo Antônio do Paramirim, na oportunidade, ele encontro com um grupo de crismandos da comunidade que, em breve, receberão os Sacramentos do Matrimônio e da Crisma. A Comunidade é pequena, mas todos participaram com grande entusiasmo da Eucaristia e da procissão. Veja fotos!
Às 19:30h, sempre no sábado, Dom Armando presidiu a Celebração da Crisma de 21 jovens da Comunidade de Itanagé – Paróquia do Senhor Bom Jesus do Taquari. Concelebrou com o nosso bispo, o Pe. Josemar Oliveira Novaes, CSS.  Foi momento de grande alegria para os crismandos, seus familiares e para todos os fieis presentes. Confira!

11º Domingo do Tempo Comum - Ano B

COM HUMILDADE E CONFIANÇA

Leituras:

    Ez 17,22-24
    Salmo 91
    2Cor 5,6-1
    Mc 4,26-34

A Jesus, preocupava-o que os seus seguidores terminassem um dia desalentados ao ver que os seus esforços por um mundo mais humano e ditoso não obtinham o êxito esperado. Esqueceriam o reino de Deus? Manteriam a sua confiança no Pai? O mais importante é que não esqueçam nunca como hão de trabalhar.

Com exemplos tomados da experiência dos camponeses da Galileia anima-os a trabalhar sempre com realismo, com paciência e com uma confiança grande. Não é possível abrir caminhos para o reino de Deus de qualquer forma. Têm de ver como Ele trabalha.

O primeiro que têm de saber é que a sua tarefa é semear, e não colher. Não viverão pendentes dos resultados. Não lhes há de preocupar a eficácia nem o êxito imediato. A sua atenção deverá centrar-se em semear bem o Evangelho. Os colaboradores de Jesus hão de ser semeadores. Nada mais.

Depois de séculos de expansão religiosa e grande poder social, os cristãos temos de recuperar na Igreja o gesto humilde do semeador. Esquecer a lógica do colhedor, que sai sempre a recolher frutos, e entrar na lógica paciente do que semeia um futuro melhor.

O início de todo o semear é sempre humilde. Mais ainda se se trata de semear o projeto de Deus no ser humano. A força do Evangelho não é nunca algo espetacular ou clamorosa. Segundo Jesus, é como semear algo tão pequeno e insignificante como «um grão de mostarda», que germina secretamente no coração das pessoas.

Por isso o Evangelho só se pode semear com fé. É o que Jesus quer fazer-lhes ver com as Suas pequenas parábolas. O projeto de Deus de fazer um mundo mais humano leva dentro uma força salvadora e transformadora que já não depende do semeador. Quando a Boa Nova desse Deus penetra numa pessoa ou num grupo humano, ali começa a crescer algo que a nós nos transborda.

Na Igreja não sabemos nestes momentos como atuar nesta situação nova e inédita, no meio de uma sociedade cada vez mais indiferente e niilista. Ninguém tem a receita. Ninguém sabe exatamente o que há de fazer. O que necessitamos é procurar caminhos novos com a humildade e a confiança de Jesus.

Tarde ou cedo, os cristãos, sentiremos a necessidade de voltar ao essencial. Descobriremos que só a força de Jesus pode regenerar a fé na sociedade descristianizada dos nossos dias. Então aprenderemos a semear com humildade o Evangelho como início de uma fé renovada, não transmitida pelos nossos esforços pastorais, mas sim gerada por Ele.

José Antonio Pagola

Créditos: http://iglesiadesopelana3b.blogspot.com/ 

Acolitato do Seminarista Adriano Bonfim

No dia 8 de junho, o seminarista Adriano, de nossa diocese deu mais um passo rumo ao presbitério da Igreja. Ele recebeu o ministério do acolitato. A instituição do ministério aconteceu na missa da solenidade do sagrado coração de Jesus, celebrada em Paramirim. Nesta celebração, também foram elevadas honras a Santo Antônio, padroeiro de Paramirim, devido ao seu trezenário.


Dedicação da Igreja e festa de Santo Antônio em Iramaia

A Paróquia de Santo Antônio de Iramaia celebrou nos últimos dias dois momentos festivos. 

Dia 12, às 17h, a comunidade se reuniu em frente à Igreja para celebração da Dedicação, que foi presidida por D. Armando. Todos da comunidade esperavam com ansiedade a reabertura da Igreja que ficou por quase 5 anos em reforma. A celebração foi bem participada. Contou com a presença do Pe. Gilberto, do Pe. Renato, do Pe. Jandir e do seminarista Adriano Bonfim. Ao término da celebração, a comunidade agradeceu a colaboração de todos e o empenho de todos os padres que trabalharam na reforma da Igreja: Pe. Cláudio, Pe. Gilberto e Pe. Jandir; bem como a todos que trabalharam na comissão de construção e nas equipes de arrecadação de fundos. A comunidade agradeceu ainda ao Bispo pela presença e pelo apoio todos esses anos.

No dia seguinte, às 16h, na Igreja recém inaugurada, a comunidade festejou o seu padroeiro Santo Antônio. O tema da festa seguiu a motivação da Carta Pastoral do Bispo, que convida a Diocese a ser uma Igreja missionária. A celebração foi presidida pelo Pe. Jandir e contou com um grande número de participantes. Ao término da santa missa, a comunidade saiu em procissão com a imagem do padroeiro e realizou a tradicional distribuição dos pães de Santo Antônio.
 

FESTA DE SANTO ANTÔNIO EM PARAMIRIM

A Paróquia de Santo Antônio do Paramirim celebrou com muito ardor missionário o padroeiro Santo Antônio. Durante 13 dias a comunidade Paroquial se reuniu em oração e reflexão sobre o tema: O chamado missionário na história da salvação. Do dia 1° a 12 de junho aconteceram as trezenas com a presença das comunidades, pastorais, grupos e movimentos eclesiais, segmentos da sociedade civil, padres do Vicariato Nossa Senhora do Carmo e muitos fiéis devotos.

No dia 13, uma multidão tomou conta da Praça Santo Antônio e ruas do centro para celebrar o dia festivo. Dom Armando presidiu a celebração e convidou a todos a cultivar um amor profundo a Jesus Cristo, uma vivência e escuta da Palavra de Deus, numa experiência de oração em família e comunidade, imitando o grande exemplo de Santo Antônio.

Participaram da concelebração eucarística o Mons. Pedro, pároco emérito, os Padres Weverson (Rio do Pires) e Antônio Carlos (Novo Horizonte). O seminarista Adriano Bonfim, em serviço pastoral, colaborou com a festa estando presente e ajudando na organização da liturgia.
 
Após a missa festiva uma linda procissão percorreu as principais avenidas da cidade e o show católico da Banda Recomeçar marcou o encerramento das festividades. 

Além da grande alegria que a festa nos proporcionou, temos nos corações a certeza de que a missão da Igreja continua no tempo e na história, por isso, assumimos o compromisso missionário e evangelizador, anunciando Jesus Cristo e a alegria do seu reino.

Pe. Samuel Neves Silva - pároco