21 de janeiro de 2017

A PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA SAÚDE DE ABAÍRA ESTÁ EM FESTA

Aconteceu na Paróquia de Nossa Senhora da Saúde de Abaíra, no período de 11 a 19 de janeiro, o novenário em louvor ao seu Co-padroeiro São Sebastião, norteado pelo tema: As Obras de Misericórdia Espirituais, onde as pastorais e movimentos, juntamente com os fiéis refletiram sobre a temática de cada dia. A novena contou com a presença dos seminaristas Élcio Neves e Pablo Prado que abrilhantaram a noite, ajudando assim o povo a celebrar.
Nesta sexta (20), a paróquia concluiu os festejos em louvor ao Santo que foi martirizado por professar e não renegar a fé em Cristo Jesus.  Além da sede, o  Pe. Marcelo Pires celebrou também nas comunidades de Assento, Curralinho, Malhada e Rio de Contas que comungam o mesmo padroeiro. Após as celebrações houve as devocionais procissões.


3ª Domingo do Tempo Comum - Ano A

LEITURAS:
 Is 8,23b-9,3
Sl 26(27),1.4.13-14 (R: 1a)
1Cor 1,10-13.17

Mt 4,12-23
      O povo que andava nas trevas viu uma grande luz (Is 9, 2), assim o profeta Isaias sintetiza a maravilha da manifestação salvadora de Deus na vida do seu povo. A luz lembra tanto Deus que ilumina a humanidade, como pessoas ou fatos que Deus utiliza para orientar as pessoas em Sua busca. Ao ver a luz, deixando-se orientar por ela, Israel se enche de alegria, porque o jugo que lhe pesava pela opressão dos povos vizinhos começa a aliviar, na esperança da chegada de um novo descendente de Davi. O salmista reafirma que a experiência da luz de Deus não é isolada, mas se repete na história. Por isso não há o que temer, podemos esperar confiantes. Não uma espera qualquer, antes uma espera ativa, que nos dá força, nos faz caminhar com entusiasmo para um futuro que não nos amedronta mais, pois nele também Deus está e nos espera. Esta é a segurança dada por Deus.
            Na carta aos Coríntios Paulo nos lembra que mesmo fazendo a experiência da salvação, da luz de Deus, podemos ofuscá-la a ponto de não enxergarmos mais o verdadeiro rosto de Deus, pois acabamos de substitui-lo pelo rosto, de uma ideia, de um líder, de nossas próprias convicções. O resultado disto é a divisão. Algo vivido pela comunidade de Corinto. 
São Paulo reagiu energicamente será que Cristo está dividido? (1Cor 1,13a). Se Cristo fosse dividido, a Igreja de Corinto ia se desfazer. E a Luz que Cristo trouxe se apagaria. Cada líder de cada grupo pretenderia ser uma luz para seus seguidores. Paulo pede aos Coríntios para voltarem ao centro de sua fé: será que foi Paulo foi crucificado por vós? Será que foi em nome de Paulo que fostes batizados? Não se esqueçam que foi por Cristo que fostes salvos, ele é o verdadeiro guia.
            A luz não está na ciência, não está nos famosos, não está nos que têm o poder político, econômico ou social! A Luz é Cristo! Só ele nos ilumina, só ele nos revela o sentido da existência, só ele nos mostra o caminho por onde caminha. Ser cristão é crer nisso, é viver disso. Quem compreende isso não precisa correr ora atrás de um, ora atrás de outro, de quem é mais sábio. Não precisa criar divisões e facções. Pode encarar com amor e compreensão tudo o que é humano. Desde que ele pertença a Cristo, que é de Deus (1Cor 3,23).
            Por fim o evangelho Jesus nos lembra que para que a sua luz permaneça é preciso trilhar um caminho constante: “Convertei-vos, porque o reino dos céus já está perto”. Jesus nos exorta porque sabe que também nós andamos em trevas, entregues à nossa vontade e aos nossos pensamentos, se não nos libertamos de nós mesmos, não conseguiremos acolher o Reino dos céus. Não nos iludamos! Não pensemos que somos maduros a ponto de sempre julgarmos termos a melhor opinião, defender a verdade! Somos, nós também curtos de entendimento, pecadores duros e teimosos. Nosso coração é cheio de tantas paixões e tantas cegueiras.
Por isso, permitir que o Senhor dissipe nossas trevas, é um trabalho exigente, um processo que dura todo o nosso caminho neste mundo. Jamais estaremos totalmente convertidos, totalmente iluminados. Peçamos então ao Senhor que a sua luz nos inquiete, nos retire o tempo todo de nossas buscas por aceitação, controle e nos faça cada dia mais acolher integralmente a sua graça, fonte de graça também para compreendermos o tempo de cada um, para podermos continuar a caminhar juntos, como povo cada vez mais de Deus.
Adriano Bonfim Pereira

20 de janeiro de 2017

AUDIÊNCIA GERAL do PAPA FRANCISCO - Quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Bom dia, caros irmãos e irmãs!

Na Sagrada Escritura, entre os profetas de Israel sobressai uma figura um pouco singular, um profeta que procura subtrair-se à chamada do Senhor, rejeitando pôr-se ao serviço do plano divino de salvação. Trata-se do profeta Jonas, cuja história se narra num livrinho de apenas quatro capítulos, uma espécie de parábola portadora de um grande ensinamento, o da misericórdia de Deus que perdoa.
Jonas é um profeta «em saída» e também um profeta em fuga! É um profeta em saída, que Deus envia «para a periferia», Nínive, para converter os habitantes daquela grande cidade. Mas para um israelita como Jonas, Nínive representava uma realidade insidiosa, o inimigo que punha em perigo a própria Jerusalém, e portanto devia ser destruída, certamente não salva. Por isso, quando Deus envia Jonas a pregar naquela cidade, o profeta que conhece a bondade do Senhor e o seu desejo de perdoar, procura subtrair-se à sua tarefa e foge.
Durante a sua fuga, o profeta entra em contato com alguns pagãos, os marinheiros da nau na qual tinha embarcado para se afastar de Deus e da sua missão. E foge para longe, porque Nínive estava situada na região do Iraque e ele foge para a Espanha, foge a sério. E é exatamente o comportamento daqueles homens pagãos, como depois será o dos habitantes de Nínive, que hoje nos permite refletir um pouco sobre a esperança que, diante do perigo e da morte, se exprime na oração.
Com efeito, durante a travessia do mar, abate-se uma tremenda tempestade e Jonas desce ao porão do navio, abandonando-se ao sono. Os marinheiros, ao contrário, vendo-se perdidos, «puseram-se a invocar cada qual o seu deus»: eram pagãos (Jn 1, 5). O capitão do navio acorda Jonas, dizendo-lhe: «O que fazes, dormes? Levanta-te e invoca o teu Deus, para ver se porventura Ele se lembra de nós e nos livra da morte» (Jn 1, 6).
A reação daqueles «pagãos» é a reação justa perante a morte, diante do perigo; porque é então que o homem faz uma experiência completa da sua fragilidade e da sua necessidade de salvação. O instintivo terror de morrer revela a necessidade de esperar no Deus da vida. «Para ver se porventura Ele se lembra de nós e nos livra da morte»: são as palavras da esperança que se torna oração, aquela súplica cheia de angústia que se eleva dos lábios do homem diante de um iminente perigo de morte.
Com muita facilidade desprezamos a súplica a Deus na necessidade, como se fosse apenas uma oração interessada e por isso imperfeita. Mas Deus conhece a nossa debilidade, sabe que nos recordamos dele para pedir ajuda, e com o sorriso indulgente de um pai, Deus responde benignamente.
Quando Jonas, reconhecendo as suas responsabilidades, se deixa lançar ao mar para salvar os seus companheiros de viagem, a tempestade aplaca-se. A morte incumbente impeliu aqueles homens pagãos à oração, fez com que o profeta, não obstante tudo vivesse a sua vocação ao serviço dos outros aceitando sacrificar-se por eles, e agora leva os sobreviventes ao reconhecimento do verdadeiro Senhor e ao louvor. Os marinheiros que, tomados pelo medo, tinham rezado dirigindo-se aos próprios deuses, agora com sincero temor do Senhor reconhecem o verdadeiro Deus, oferecem sacrifícios e cumprem votos. A esperança que os tinha induzido a rezar para não morrer revela-se ainda mais poderosa e concretiza uma realidade que vai até além daquilo que eles esperavam: não só não perecem na tempestade, mas abrem-se ao reconhecimento do verdadeiro e único Senhor do céu e da terra.
Sucessivamente, também os habitantes de Nínive, diante da perspectiva de ser destruídos, rezarão impelidos pela esperança no perdão de Deus. Farão penitência, invocarão o Senhor e converter-se-ão a Ele, a começar pelo rei que, como o capitão do navio, dá voz à esperança dizendo: «Talvez Deus se arrependa [...] e não nos deixe perecer!» (Jn 3, 9). Inclusive para eles, assim como para a tripulação na tempestade, ter enfrentado a morte e dela ter saído vivos guiou-os à verdade. Assim, sob a misericórdia divina, e ainda mais à luz do mistério pascal, a morte pode tornar-se, como foi para São Francisco de Assis, «nossa irmã morte» e representar, para cada homem e para cada um de nós, a surpreendente ocasião de conhecer a esperança e de encontrar o Senhor. Que o Senhor nos leve a entender este vínculo entre oração e esperança. A oração leva-te em frente na esperança, e quando a situação se torna obscura, é preciso rezar mais! E haverá mais esperança.
Obrigado!


Fonte: http: w2.vatican.va

19 de janeiro de 2017

GIRO PELA DIOCESE

CELEBRAÇÕES 

Na última terça-feira (17), Dom Armando presidiu a celebrações da crisma de 17 jovens na Comunidade de Cobreiro, Paróquia de Santo Antônio de Iramaia. Jovens muito comprometidos com a caminhada da Comunidade e que, segundo o Padre Gilberto (pároco), “fazem a diferença na Igreja e também na sociedade, por assumir com seriedade e empenho os seus estudos e pelo compromisso no âmbito social, político e cultural”. Durante a celebração se respirava um clima de silêncio orante, de fé e de júbilo, sobretudo pela beleza da celebração e pela harmonia dos cantos, que contou com o apoio e maestria do seminarista Júlio. Padre Gilberto concelebrou com o nosso bispo.     



Ontem (18), Dom Armando presidiu a Celebração da Eucaristia na Comunidade de Nova Colina, Paróquia do Senhor do Bonfim de Boninal. Durante a celebração, 8 casais celebraram o casamento no Senhor. 

Posse Canônica do Revmo. Padre Renato Aguiar

No último dia 15 de janeiro, (segundo domingo do Tempo Comum), foi realizada na paróquia de São João Batista de Mucugê a cerimônia de Posse Canônica do Revmo. Padre Renato Aguiar, como novo pároco da paróquia. Presidida pelo Exmo. Revmo. Dom Armando Bucciol, bispo diocesano, a celebração eucarística contou com a presença de vários fiéis, vindos das diversas localidades da paróquia, das autoridades locáis e dos Rvmos. padres Rinaldo S. Pedreira, Gonçalo Aranha dos Santos, Gilberto Santana Anjos, Gilvanio Cardoso, Marcelo Pires, Idérico Santana e Antônio Carlos Bonfim. Ao mesmo tempo que o povo acolhia com alegria seu novo pároco, Padre Renato, também se despediram agradecidos do padre Rinaldo, que a exatos 5 anos tomava posse nesta paróquia. Roguemos a Deus pela missão dos nossos padres, para que possam atender sempre com dignidade e vigor as necessidades do povo fiel. MAIS FOTOS!

Sem. Max Sabrino Rodrigues Vieira.

15 de janeiro de 2017

PRIMEIRA EUCARISTIA NA PARÓQUIA EM PIATÃ


Aos 15 de janeiro de 2017 (sábado) a paroquia do Senhor Bom Jesus de Piatã, recebeu durante a missa do 2º domingo do tempo comum, 17 crianças que através da preparação de catequese puderam conhecer, amar e seguir um pouco mais Jesus, bem como recebe-lo na Eucaristia. Depois de alguns anos de preparação Catequética,o grupo de crianças diante de Deus  e da comunidade, deram mais um passo na sua caminhada de fé, ao mesmo tempo que se fortaleceram com o corpo e  sangue de Jesus.
Eucarístico. A celebração ocorreu em clima de muita alegria, pois a comunidade recebia mais operários para a messe do Senhor.
As famílias dos catequisandos marcaram presença e acolheram seus filhos que agora poderão com eles comungar, lembrando que a primeira catequese começa sempre em casa. Que sejam eles incentivos para estas crianças, nessa historia linda com Jesus.VEJA AS FOTOS!

ENCONTRO COM OS JOVENS EM ABAÍRA

A Paróquia de Nossa Senhora da Saúde de Abaíra, realizou neste domingo (15), um encontro com os jovens em preparação para os encontros vocacionais 2017, na Capela de São Sebastião. Conduzido pelo seminarista Pablo Prado, onde foi ressaltado o sentido da palavra vocação, destacando os temas vida, amor e serviço, onde dividido em três grupos, os jovens discutiram cada item encerrando com a apresentação das idéias de cada um deles. O seminarista Pablo destacou ainda, a importância dos encontros vocacionais diocesano na vida dos jovens.

14 de janeiro de 2017

CELEBRAÇÕES DA CRISMA PELA DIOCESE

Comunidade de Varginha





Nessa semana, de 10 a 12, Dom Armando realizou celebrações da crisma na Comunidade de Varginha, Paróquia do Senhor Bom Jesus do Taquari(10). 






Comunidade de Bocaina





Na Paróquia de Santo Antônio do Paramirim, Comunidades de Bocaina (11) e Salinas do Fundão (12). Nessa última, o Padre Samuel Neves acompanhou o bispo. Muitos fiéis participaram das celebrações. Momento importante na vida dos crismandos, de suas famílias e Comunidades!

Comunidade de Salinas do Fundão












VEJA MAIS FOTOS!

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DO MIGRANTE E DO REFUGIADO 2017 [15 de janeiro de 2017]

"Migrantes menores de idade, vulneráveis e sem voz"

Queridos irmãos e irmãs!
«Quem receber um destes meninos em meu nome é a Mim que recebe; e quem Me receber, não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou» (Mc 9, 37; cf. Mt 18, 5; Lc 9, 48; Jo 13, 20). Com estas palavras, os evangelistas recordam à comunidade cristã um ensinamento de Jesus que é entusiasmador, mas, ao mesmo tempo, muito empenhativo. De fato, estas palavras traçam o caminho seguro que na dinâmica do acolhimento, partindo dos mais pequeninos e passando pelo Salvador, conduz até Deus. Assim o acolhimento é, precisamente, condição necessária para se concretizar este itinerário: Deus fez-Se um de nós, em Jesus fez-Se menino e a abertura a Deus na fé, que alimenta a esperança, manifesta-se na proximidade amorosa aos mais pequeninos e mais frágeis. Caridade, fé e esperança: estão todas presentes nas obras de misericórdia, tanto espirituais como corporais, que redescobrimos durante o recente Jubileu Extraordinário.
Mas os evangelistas detêm-se também sobre a responsabilidade de quem vai contra a misericórdia: «Se alguém escandalizar um destes pequeninos que creem em Mim, seria preferível que lhe suspendessem no pescoço a mó de um moinho e o lançassem nas profundezas do mar» (Mt 18, 6; cf. Mc 9, 42; Lc 17, 2). Como não pensar a esta severa advertência quando consideramos a exploração feita por pessoas sem escrúpulos a dano de tantas meninas e tantos meninos encaminhados para a prostituição ou sorvidos no giro da pornografia, feito escravos do trabalho infantil ou alistados como soldados, envolvidos em tráfico de drogas e outras formas de delinquência, forçados por conflitos e perseguições a fugir, com o risco de se encontrarem sozinhos e abandonados?
Assim, por ocasião da ocorrência anual do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, sinto o dever de chamar a atenção para a realidade dos migrantes menores de idade, especialmente os deixados sozinhos, pedindo a todos para cuidarem das crianças que são três vezes mais vulneráveis – porque de menor idade, porque estrangeiras e porque indefesas – quando, por vários motivos, são forçadas a viver longe da sua terra natal e separadas do carinho familiar.
Hoje, as migrações deixaram de ser um fenômeno limitado a algumas áreas do planeta, para tocar todos os continentes, assumindo cada vez mais as dimensões de um problema mundial dramático. Não se trata apenas de pessoas à procura de um trabalho digno ou de melhores condições de vida, mas também de homens e mulheres, idosos e crianças, que são forçados a abandonar as suas casas com a esperança de se salvar e encontrar paz e segurança noutro lugar. E as crianças e adolescentes são os primeiros a pagar o preço oneroso da emigração, provocada quase sempre pela violência, a miséria e as condições ambientais, fatores estes a que se associa também a globalização nos seus aspetos negativos. A corrida desenfreada ao lucro rápido e fácil traz consigo também a propagação de chagas aberrantes como o tráfico de crianças, a exploração e o abuso de menores e, em geral, a privação dos direitos inerentes à infância garantidos pela Convenção Internacional sobre os Direitos da Infância.
Pela sua delicadeza particular, a idade infantil tem necessidades únicas e irrenunciáveis. Em primeiro lugar, o direito a um ambiente familiar saudável e protegido, onde possam crescer sob a guia e o exemplo de um pai e de uma mãe; em seguida, o direito-dever de receber uma educação adequada, principalmente na família e também na escola, onde as crianças possam crescer como pessoas e protagonistas do seu futuro próprio e da respectiva nação. De fato, em muitas partes do mundo, ler, escrever e fazer os cálculos mais elementares ainda é um privilégio de poucos. Além disso, todos as crianças têm direito de brincar e fazer atividades recreativas; em suma, têm direito a ser criança.
Ora, entre os migrantes, as crianças constituem o grupo mais vulnerável, porque, enquanto assomam à vida, são invisíveis e sem voz: a precariedade priva-as de documentos, escondendo-as aos olhos do mundo; a ausência de adultos, que as acompanhem, impede que a sua voz se erga e faça ouvir. Assim, os menores migrantes acabam facilmente nos níveis mais baixos da degradação humana, onde a ilegalidade e a violência queimam numa única chama o futuro de inúmeros inocentes, enquanto a rede do abuso de menores é difícil de romper.
Como responder a esta realidade?
Em primeiro lugar, tornando-se consciente de que o fenômeno migratório não é alheio à história da salvação; pelo contrário, faz parte dela. Relacionado com ele está um mandamento de Deus: «Não usarás de violência contra o estrangeiro residente nem o oprimirás, porque foste estrangeiro residente na terra do Egito» (Ex 22, 20); «amarás o estrangeiro, porque foste estrangeiro na terra do Egito» (Dt 10, 19). Este fenômeno constitui um sinal dos tempos, um sinal que fala da obra providencial de Deus na história e na comunidade humana tendo em vista a comunhão universal. Embora sem ignorar as problemáticas e, frequentemente, os dramas e as tragédias das migrações, bem como as dificuldades ligadas com o acolhimento digno destas pessoas, a Igreja encoraja a reconhecer o desígnio de Deus também neste fenômeno, com a certeza de que ninguém é estrangeiro na comunidade cristã, que abraça «todas as nações, tribos, povos e língua» (Ap 7, 9). Cada um é precioso – as pessoas são mais importantes do que as coisas – e o valor de cada instituição mede-se pelo modo como trata a vida e a dignidade do ser humano, sobretudo em condições de vulnerabilidade, como no caso dos migrantes menores de idade.
Além disso, é preciso apostar na proteção, na integração e em soluções duradouras.
Em primeiro lugar, trata-se de adotar todas as medidas possíveis para garantir proteção e defesa aos menores migrantes, porque estes, «com frequência, acabam na estrada deixados a si mesmos e à mercê de exploradores sem escrúpulos que, muitas vezes, os transformam em objeto de violência física, moral e sexual» (Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado de 2008).
Aliás a linha divisória entre migração e tráfico pode tornar-se às vezes muito sutil. Há muitos fatores que contribuem para criar um estado de vulnerabilidade nos migrantes, especialmente nos menores: a indigência e a falta de meios de sobrevivência – a que se vêm juntar expectativas irreais inculcadas pelos meios de comunicação –; o baixo nível de alfabetização; o desconhecimento das leis, da cultura e, frequentemente, da língua dos países que os acolhem. Tudo isto os torna, física e psicologicamente, dependentes. Mas o incentivo mais forte para a exploração e o abuso das crianças é a demanda. Se não se encontra um modo de intervir com maior rigor e eficácia contra os exploradores, não será possível acabar com as inúmeras formas de escravidão de que são vítimas as crianças e adolescentes.
Por isso, é preciso que os imigrantes, precisamente para o bem dos seus filhos, colaborem sempre mais estreitamente com as comunidades que os recebem. Olhamos, com muita gratidão, para os organismos e instituições, eclesiais e civis, que, com grande esforço, oferecem tempo e recursos para proteger as crianças e adolescentes das mais variadas formas de abuso. É importante que se implementem colaborações cada vez mais eficazes e incisivas, fundadas não só na troca de informações, mas também no fortalecimento de redes capazes de assegurar intervenções tempestivas e capilares. Isto sem subestimar que a força extraordinária das comunidades eclesiais se revela, sobretudo, quando há unidade de oração e comunhão na fraternidade.
Em segundo lugar, é preciso trabalhar pela integração das crianças e adolescentes migrantes. Eles dependem em tudo da comunidade dos adultos e, com muita frequência, a escassez de recursos financeiros torna-se impedimento à adoção de adequadas políticas de acolhimento, assistência e inclusão. Consequentemente, em vez de favorecer a inserção social dos menores migrantes, ou programas de repatriamento seguro e assistido, procura-se apenas impedir a sua entrada, favorecendo assim o recurso a redes ilegais; ou então, são reenviados para o seu país de origem, sem antes se assegurar de que tal corresponda a seu «interesse superior» efetivo.
A condição dos migrantes menores de idade é ainda mais grave quando se encontram em situação irregular ou quando estão ao serviço da criminalidade organizada. Nestes casos, veem-se muitas vezes destinados a centros de detenção. De fato, não é raro acabarem presos e, por não terem dinheiro para pagar a fiança ou a viagem de regresso, podem ficar reclusos por longos períodos, expostos a abusos e violências de vário género. Em tais casos, o direito de os Estados gerirem os fluxos migratórios e salvaguardarem o bem comum nacional deve conjugar-se com o dever de resolver e regularizar a posição dos migrantes menores de idade, no pleno respeito da sua dignidade e procurando ir ao encontro das suas exigências, quando estão sozinhos, mas também das exigências de seus pais, para bem de todo o núcleo familiar.
Fundamental é ainda a adoção de procedimentos nacionais adequados e de planos de cooperação concordados entre os países de origem e de acolhimento, tendo em vista a eliminação das causas da emigração forçada dos menores de idade.
Em terceiro lugar, dirijo a todos um sentido apelo para que se busquem e adotem soluções duradouras. Tratando-se de um fenómeno complexo, a questão dos migrantes menores de idade deve ser enfrentada na raiz. Guerras, violações dos direitos humanos, corrupção, pobreza, desequilíbrios e desastres ambientais fazem parte das causas do problema. As crianças são as primeiras a sofrer com isso, suportando às vezes torturas e violências corporais, juntamente com as morais e psíquicas, deixando nelas marcas quase sempre indeléveis.
Por isso, é absolutamente necessário enfrentar, nos países de origem, as causas que provocam as migrações. Isto requer, como primeiro passo, o esforço de toda a Comunidade Internacional para extinguir os conflitos e as violências que constringem as pessoas a fugir. Além disso, impõe-se uma visão clarividente, capaz de prever programas adequados para as áreas atingidas pelas mais graves injustiças e instabilidades, para que se garanta a todos o acesso ao autêntico desenvolvimento que promova o bem de meninos e meninas, esperança da humanidade.
Por fim, desejo dirigir-vos uma palavra, a vós que caminhais ao lado de crianças e adolescentes pelas vias da emigração: eles precisam da vossa ajuda preciosa; e também a Igreja tem necessidade de vós e apoia-vos no serviço generoso que prestais. Não vos canseis de viver, com coragem, o bom testemunho do Evangelho, que vos chama a reconhecer e acolher o Senhor Jesus presente nos pequenos e vulneráveis.
Confio todos as crianças e adolescentes migrantes, as suas famílias, as suas comunidades, e vós que os seguis de perto à proteção da Sagrada Família de Nazaré, para que vele sobre cada um e a todos acompanhe no caminho; e, à minha oração, uno a Bênção Apostólica.

Cidade do Vaticano, 8 de setembro de 2016.
FRANCISCO

Mensagem com adaptações - Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH)
Fonte: www.cnbb.org.br

13 de janeiro de 2017

AGENDA DO BISPO



JANEIRO 2017 - II

Dia

Horas

Onde

Atividade

13
Manhã
Casa do Bispo
Atendimento
19.30
Comunidade Cruz - Jussiape
S. Missa (7º dia)
14
Manhã
Casa do Bispo
Atendimento
16
Igreja do Bom Jesus - Taquari
Celebração de casamentos
19.00
15
09.00
Paróquia São Bento - Ibicoara
S. Missa, posse dos novos Párocos e apresentação à Comunidade
16.00
Paróquia São João Batista - Mucugê
19.30
Paróquia Senhor do Bonfim - Boninal
16
Manhã
Casa do Bispo
Atendimento
19.00
Capela casa do Bispo
S. Missa
19.40
Casa do Bispo
Encontro casais
17
Manhã
Casa do Bispo
Atendimento
18.00
Comunidade CobreiroIramaia
S. Missa com Crisma
18
Manhã
Casa do Bispo
Atendimento
16.00
Comunidade Nova Colina - Boninal
Encontro com casais
19.30
Celebração da Missa e casamento
19
09.00
Capela Casa do Bispo
Crisma
Tarde
Casa do Bispo
Atendimento
19.30
Comunidade Várzea Redonda - Paramirim
S. Missa com Crisma
20
Manhã
Casa do Bispo e Cúria
Atendimento
17.00
Capela Casa do Bispo
Celebração casamento
19.00
Comunidade Gado Bravo - Taquari
S. Missa com Matrimônio

08.00
Paróquia Nsa. Sra. da Saúde Jussiape
Encontro Conselho Past. Paroquial
16.00
Comum. Barra de Cima – Érico Cardoso
S. Missa com Crisma
19.00
Paróquia Nsa. Sra. do Carmo Érico Cardoso