sexta-feira, 6 de março de 2015

3º DOMINGO DA QUARESMA

Leituras:
Ex 20, 1-17
Sl 18
1Cor 1, 22-25
Jo 2, 13-25

         Caríssimos irmãos e irmãs. Neste tempo santo da Quaresma, “tempo favorável, dia da salvação” (2Cor 6,2), acheguemo-nos a Jesus Cristo, nosso Salvador, com afinco e corajosamente. Ouçamos o que ele diz. Suas palavras são de vida eterna (Sl 18). Submetamo-nos à sua lei, que nada mais é que um pacto de amor, consequentemente, de liberdade plena. Ele é o Filho amado, revelado pela voz do Pai em sua transfiguração, evangelho do domingo passado.
            Nele tudo se renova. Neste terceiro domingo quaresmal, ele nos é apresentado como o “novo templo”, no qual se é possível adorar ao Pai em espírito e verdade (cf. Jo 4,24): Jesus é o homem do “zelo devorador pela casa do Senhor” (cf. Jo 2,17). Não permite que a casa de Deus mude de função, por isso expulsa os vendilhões do templo. Ele mostra o sinal que os judeus pedem: “Destruí este Templo, e em três dias eu o levantarei” (Jo 2,19). As estruturas cultuais judaicas estavam obsoletas, corrompidas. Perderam-se no legalismo, na burocracia e na exploração. O culto agora deve ser em Cristo, no seu corpo. Onde está o Cristo ressuscitado, está a comunidade, a liturgia, a fé. Onde está o Cristo ressuscitado, não cabem cerimônias vazias. Onde Cristo reina, a liturgia envolve toda a vida, repercutindo-se abundantemente em amor.
            O amor é o resumo da lei mosaica, cuja promulgação é descrita na primeira leitura. O “código da aliança” é uma proposta amorosa de Deus que liberta seu povo da escravidão do Egito; o amor manifesto em Jesus, Filho amado do Pai, é a proposta amorosa de Deus que liberta a nós, que somos o seu povo, da escravidão do pecado. A esta última não podem ficar submetidos os que foram salvos pela “loucura” da cruz (2ª leitura): “escândalo para os judeus, insensatez para os pagãos, porém, para os que são chamados, poder de Deus e sabedoria de Deus” (1Cor 1,23-24).

            Encaremos os preceitos da quaresma como oportunidade de crescimento em caridade e não como práticas impositivas e vazias. Arrisquemo-nos, ancorados em Cristo, a assumir integralmente em nossas vidas algumas “loucuras”: a loucura de preferir os outros a si; a loucura da luta pela justiça, a loucura do perdão sem limites, a loucura de perdermos nossas próprias seguranças e status, a loucura da doação e da gratuidade. Acusar-nos-ão muitas vezes de insensatos e fracos, mas “o que é dito insensatez de Deus é mais sábio do que os homens, e o que é dito fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1Cor 1, 25).

quinta-feira, 5 de março de 2015

A CELEBRAÇÃO DO BATISMO DE CRIANÇAS - IX

Estamos refletindo sobre os ritos da celebração do batismo de crianças. Vimos o sentido da água derramada sobre a cabeça da criança. Nesse momento, quem preside pode realizar também ‘o rito da aspersão da assembleia’, para que os participantes da celebração recordem o seu batismo; enquanto isso, canta-se um hino ou salmo apropriado.
Em seguida, o Ritual propõe alguns ritos complementares. O primeiro é a unção pós-batismal feita na testa da criança com o óleo do crisma. Em nossa Igreja católica, desde antigamente, batismo e crisma foram separados para permitir ao bispo realizar a unção crismal. Mas, a presença do divino Espírito e sua força renovadora não é reservada ao sacramento da crisma. No batismo, já temos uma unção e se pede ao Pai que consagre a criança “com o óleo santo, para que, inserida em Cristo, sacerdote, profeta e rei, continue no seu povo até a vida eterna”.
Ungir é gesto muito significativo. O povo de Deus derramava óleo para expressar a escolha e a consagração de alguém indicado para servi-lo. Por exemplo, no primeiro livro de Samuel, lê-se que Deus ordena a Samuel: “Enche de azeite o teu vaso e vai!” (1 Sm 16,1); e quando Davi aparece na presença do profeta, o Senhor disse a Samuel: “Levanta-te e unge-o: é ele!”. Então, “Samuel apanhou o vaso de azeite e ungiu-o na presença dos irmãos. O Espírito do Senhor precipitou-se sobre Davi” (1 Sm 16, 12-13).
Fiel à linguagem bíblica, a liturgia, através da unção, manifesta que Deus escolheu alguém para colocá-lo ao serviço do povo e, por isso, consagra-o, isto é, enche-o com a sua presença amorosa e lhe dá a força para exercer a sua missão, na fidelidade e generosidade. Outra oração, que acompanha essa unção, diz: “Agora que fazes parte do povo de Deus, segue os passos de Jesus e permanece nele para sempre”. É muito importante que os cristãos tomem consciência disso. A catequese em preparação ao batismo para pais e padrinhos encontra nos ritos numerosas propostas de reflexão.
Segue o rito da ‘veste batismal’. O Ritual orienta: “A criança será revestida com a roupa branca ou de outra cor, segundo a sensibilidade e os costumes locais. Ou faça-se uma alusão à veste que já está usando”. Quem preside diz: “(Nome) nasceste de novo e foste revestido de Cristo”. Na bíblia, encontramos numerosas referências à veste, sobretudo da cor branca. Por exemplo, em Apocalipse 3,5, lê-se: “O vencedor se trajará com vestes brancas e eu jamais apagarei seu nome do livro da vida”; em 6,11: aos que “tinham sido imolados por causa da Palavra de Deus e do testemunho que dela tinham prestado” (6,9), “a cada um deles foi dada uma veste branca”. Portanto, a veste é sinal da dignidade de filhos de Deus que se recebe com o batismo. Por isso, a oração termina com o convite “a conservar a dignidade de filho / filha de Deus até a vida eterna”.
Desejo que tomemos consciência disso para que nossa vida cristã seja mais coerente e fiel ao batismo que recebemos.
Dom Armando

AUDIÊNCIA GERAL do PAPA FRANCISCO - Quarta-feira, 4 de Março de 2015

Figuras importantes na família são os avós, a reserva sapiencial da vida. Infelizmente uma certa cultura do lucro insiste em fazer aparecer os idosos como um peso, que se deve descartar. Isto não se diz abertamente, mas é assim que se procede. Com o progresso da medicina, foi possível alongar a vida, mas a sociedade não soube “alargar-se” para a acolher e rejubilar com ela. A Igreja não pode nem quer conformar-se com o modelo consumista actual que olha com impaciência, indiferença e desprezo para a velhice. Os idosos são homens e mulheres, pais e mães que percorreram, antes de nós, as mesmas estradas, estiveram na mesma casa, travaram a mesma luta diária por uma vida digna. São homens e mulheres de quem muito recebemos. Temos de despertar o sentimento colectivo de gratidão, apreço, hospitalidade, que faça sentir o idoso como parte activa da sua comunidade. O idoso é cada um de nós daqui a alguns anos; inevitavelmente, embora não pensemos nisso. Todos os idosos são frágeis; mas há alguns que o são de modo particular porque sem ninguém e a braços com a doença: dependem absolutamente dos cuidados e da solicitude dos outros. Mas, por esse motivo, vamos abandoná-los? Uma sociedade, onde a gratuidade e o afecto desinteressado vão desaparecendo – mesmo para com os de fora da família –, é uma sociedade perversa. A Igreja, fiel à Palavra de Deus, não pode tolerar tais degenerações. Uma comunidade cristã, onde deixassem de ser consideradas indispensáveis a proximidade e a gratuidade, com elas perderia a sua alma. Onde não são honrados os idosos, não há futuro para os jovens.

FONTE: w2.vatican.va/

COMUNICADO DA CNBB SOBRE AS MANIFESTAÇÕES SOCIAIS

Diante de informações divergentes veiculadas em redes sociais a respeito de seu posicionamento quanto às manifestações sociais anunciadas para os dias 13 e 15 do corrente mês, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – sente-se no dever de vir a público para reafirmar que não toma partido em relação às propostas dos responsáveis pela convocação e realização das referidas mobilizações.
A CNBB considera, porém, legítimas as manifestações da sociedade, desde que transcorram em clima de respeito à pessoa humana, aos bens públicos e particulares.


Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida – SP
Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB

FONTE:http: www.cnbb.org.br/

quarta-feira, 4 de março de 2015

COMIPA realiza sua primeira Missão Popular

  No dia primeiro de março a paróquia do Bom Jesus da Barra da Estiva recebeu uma grande graça, neste tempo quaresmal, a realização das missões populares, realizada no povoado do Gomes e proximidades. Marcou presença o seminarista Gean, que acompanha os trabalhos pastorais na paróquia e que representou a dimensão missionária diocesana. Os mais de oitenta fiéis que realizaram a missão e os moradores que acolheram os missionários, concluiriam o dia com a celebração da Santa Missa. O Pe. Gonçalo expressou sua alegria e gratidão pelo sucesso da criação da COMIPA e pela acolhida da nova comunidade, recordando que o papa  Francisco nos ensina que “a alegria evangelizadora refulge sempre sobre o horizonte da memória agradecida” e que “a alegria do Evangelho, que enche a vida da comunidade dos discípulos, é uma alegria missionária. Experimentam-na os setenta e dois discípulos, que voltam da missão cheios de alegria (cf. Lc 10,17). Vive-a Jesus, que exulta de alegria no Espírito Santo e louva o Pai, porque a sua revelação chega aos pobres e aos pequeninos (cf. Lc 10,21)” (Evangelii Gaudium, 21) e com certeza a experimentaram-na cada um dos que realizaram as visitas e dos que os receberam em suas casas. Ao termino da celebração o Pe. Gonçalo anunciou o local da próxima missão que será nas comunidades de Ponto Velho e Triunfo, que foi acolhido com exultação pelos participantes.

Encontro com Catequistas em Tanhaçu

Na manhã de Domingo, 1º de Março, no Centro de Pastoral Paroquial em Tanhaçu, se encontraram reunidos os Catequista da Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em torno do tema: “Espiritualidade”. Este momento de conversa e convivência fraterna tinha em mente promover uma reflexão sobre o que seja realmente a Espiritualidade, suas raízes, fundamentação bíblica e como vivê-la efetivamente em uma perspectiva cristã. Ao longo do encontro, conduzido pelos Seminaristas da etapa filosófica Pablo Dourado, Élcio e Kleber, buscou-se construir o entendimento de que a Espiritualidade cristã não pode ser reduzida a “momentos de oração, devoções...”, mas que ela implica a totalidade da pessoa e se dá em todo o tempo, de uma ou outra forma, e que, a sã vivência passa pela consciência de que somos ansiosos de Deus e que somente Ele nos é capaz de resgatar dessa ansiedade por seu Amor, e que isso só ocorre quando buscamos um encontro com Ele, que se dá na busca através da Sagrada Escritura, da Eucaristia e dos irmãos e irmãs. Pe. Gilberto, pároco local, esteve presente em todo encontro e corroborou as reflexões feitas, acrescentando a importância de compreender tudo isso para a prática de uma boa Catequese, seja com as crianças, com os jovens ou adultos, e que o ministério de Catequista é basilar na Comunidade, pois permite a transmissão e amadurecimento da fé. Acompanhe as fotos.

terça-feira, 3 de março de 2015

Kierkegaard e a Questão Existencial

Soren Aabye Kierkegaard nasceu em Copenhague no dia 05 de maio de 1813, era um grande filósofo e teólogo dinamarquês. Ele explica que é preciso conhecer bem a sua época quando quer agir sobre ela, destaca os atributos que permeiam a existência humana, nas quais está dividida em três estágios, a saber: Estético, Ético e Religioso.
No primeiro estágio, o estético, é quando o indivíduo encontra-se incapaz de fazer acontecer suas motivações fisicamente e espiritualmente, buscando um prazer momentâneo, o aqui e agora; no segundo estágio, o ético, o ser humano percebe que através da organização da sociedade (as leis) é o caminho no qual controla as ações humanas, conduzindo o ser para uma vida regrada na racionalidade; no terceiro estágio, o religioso, sendo este para o autor o mais difícil de ser compreendido, mas se bem assimilado servirá de bússola para uma vivência engrandecedora da fé, em um Deus soberano.
O filósofo descreve que o primeiro estádio é só entretenimento, o segundo é luta pela sobrevivência e o terceiro é sofrimento por haver muitos riscos. Entretanto, é na fé que o indivíduo se depara como ser humano.
Kierkegaard é considerado um dos maiores psicólogos do século XIX, com pensamentos que ultrapassa a nossa realidade, como: “Todo ser humano por mais poético que seja, deve procurar mostrar que viver é mais que sonhar", pois as vezes estamos em um sonho desesperado com o intuito de melhor viver, já que vivemos na época do individualismo, onde o que vale é uma assinatura, um nome ou status social.
O filósofo descreve seis características do amor romântico, são elas: Imediato, basta apenas o primeiro olhar; Amor belo, dois seres que se completam; Harmonia original, em sintonia total; Necessidade natural, a natureza prepara e completa as lacunas entre o casal; Liberdade, sentimento livre e sem amarras; Perfeito, sem defeito ou empecilho.
Kierkegaard não é um filósofo da melancolia, mas aquele que busca no fundo da tristeza (angústia) a alegria e a felicidade de viver, pois devemos viver para frente e compreender olhando para trás. Por conseguinte, o filósofo dinamarquês nos deixa esta mensagem, de que a vida é composta de grandes momentos e também de contra tempos, mas que não devemos nos desesperar ou ficar atados diante das dificuldades, mas sim, buscar no fundo do problema, motivos para continuar vivendo, buscando sempre o nivelamento, tendo a consciência de que ao assumirmos um cargo devemos assumir também suas responsabilidades, pois cada compromisso requer uma maturidade, e que esta, esteja enraizada na boa conduta, contribuindo para uma vivência melhor para a sociedade. Eis o dever de cada ser humano, dar sabor e sentido a sua existência, quebrando as amarras que nos prendem dentro da nossa própria angústia.

Élcio Bonfim
2º Filosofia


segunda-feira, 2 de março de 2015

AGENDA DO BISPO





Mês de MARÇO de 2015 - I
Dia
Horas
Onde
Atividade
01
09.00
Comunidade Capão da Volta - Ibicoara
S. Missa e encontro com as Comunidades
19.30
Catedral
S. Missa
02
Manhã
Casa do Bispo
O Bispo atende
Tarde
Viaja para Salvador
Assembleia Bispos NE 3
03 e 04
Salvador (CTL Itapuã)
Assembleia Bispos NE 3
05
Manhã
Casa do Bispo e Cúria
Atende
19.30
Comunidade Vereda - Catedral
S. Missa com Crisma
06
Manhã
Casa do Bispo e Cúria
Atende
19.30
Comunidade Tabua - Taquari
S. Missa com Crisma
07
19.30
Paróquia São João Batista - Contendas
S. Missa com Crisma
08
09.00
Comunidade Ilha Grande - Iramaia
S. Missa com Crisma
19.30
Paróquia Santo Antônio - Paramirim
S. Missa com Crisma e apresentação seminarista Weverson
09
Tarde
(até Quinta, dia 12) Brasília - CNBB
Conselho Permanente
Noite
(até Sexta) Rio de Contas (Raposo)
Retiro Padres
13
Tarde
(até Domingo, dia 15) Centro Diocesano
Conselho Pastoral Diocesano
15 até 18
CNBB - Brasília
CETEL (Comissão textos litúrgicos)
19
16.00
Comunidade Canabrava - Jussiape
S. Missa na festa do Padroeiro, São José
19.30
Comunidade São José - Catedral
S. Missa na festa do Padroeiro, São José

INICIO DA CONSTRUÇÃO DA NOVA MATRIZ DE CONTENDAS DO SINCORÁ


Na manhã de segunda, 23 de fevereiro, foi iniciado o processo de construção da nova Matriz da Paróquia de São João Batista, Contendas do Sincorá-BA, que ficará no lugar da antiga, já demolida. A comunidade está toda empenhada na construção do novo templo, e o seu pastor, Pe. Cláudio Machado, motivado pelo desejo de empreender esta construção, vive com as ovelhas a expectativa de poder contemplar novamente um sinal da Igreja viva de Deus. Acompanhe algumas fotos. 

domingo, 1 de março de 2015

II DOMINGO DE QUARESMA- ANO B

Leituras:
Gn 22,1-2.9a-10-13.15-18,
Salmo115,
Romanos 8,31b-34,
Marcos 9,2-10
      A caminho de Jerusalém, Jesus avisa os seus discípulos que está se aproximando o dramático desfecho de sua presença no mundo. Não será como eles esperam, isto é, de poder e glória; ao contrário, Ele será preso, torturado e morto, ‘mas ao terceiro dia ressuscitará’. Por enquanto, eles não entendem o que significa ‘ressuscitar’, mas compreendem o que significa rejeição, sofrimento, morte. No grupo dos seguidores de Jesus, tinha-se criado um clima pesado: “eles não entendem”!
A Transfiguração acontece como experiência que visa iluminar mentes e corações, ao menos dos três mais íntimos de Jesus: Pedro, Tiago e João: “Jesus se transfigurou diante deles. Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas que nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar”.
O evangelista procura palavras, porém, insuficientes para contar o mistério de Deus. Jesus mostra sua verdadeira identidade, escondida pela ‘carne humana’ e a Ressurreição é antecipada por alguns instantes. É uma cena belíssima, a presença de Moisés e Elias é para dizer que, agora, em Jesus, a Lei e os Profetas encontram sua plenitude. Enquanto isso, a voz da nuvem declara: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz”. E ‘somente Jesus’ permanece.
Na I leitura se exalta a obediência de Abraão que não poupa o ‘filho único’ Isaac, o filho da Promessa, ‘a quem tanto amas’ para ser fiel ao seu Deus. Mas o Deus que Abraão conhece, não quer sacrifícios humanos, é diferente dos outros deuses.  Enfim, o filho é poupado e o sacrifício se realiza com a oferenda de um carneiro.
O Pai, porém, não poupou o seu Filho Único, mas o deixou chegar até à morte de cruz. Por quê? O apóstolo Paulo esponde (II leitura): “Deus não poupou seu próprio filho, mas o entregou por todos nós, como não nos daria tudo com ele?” O sacrifício de Cristo é o sinal do infinito amor de Deus para conosco. Ele foi fiel à humanidade, apesar das tantas infidelidades e pecados!
Agora uma mensagem se torna mais clara para nós: teremos a capacidade de responder com a mesma fidelidade? Tornaremos as nossas vidas sinais de amor e bondade para com os irmãos?
Vendo as violências absurdas que continuam acontecendo pelo mundo afora, cometidas ‘em nome de deus’, todos ficamos estarrecidos. A humanidade demonstra, tantas vezes, não entender o sentido da vida e, ainda menos, a mensagem de Jesus! Como estamos distantes das propostas de Jesus, rosto humano de Deus!
Nós que fomos tocados pela sua Graça, hoje somos chamados a levantar o olhar além da morte, onde nos espera uma vida em plenitude. Ser fieis a Jesus comporta acreditar nessa ‘transfiguração’ que, desde já, aconteceu conosco. Já fomos transfigurados em Jesus morto e ressuscitado, já somos filhos de Deus, já pertencemos à família dos santos. Por isso, repletos de sua misericórdia, devemos viver como ‘transfigurados’, mulheres e homens que sabem compreender e perdoar, abençoar e amar, ser misericordiosos e acolhedores.
Nesta Quaresma pedimos a Deus que “alimente o nosso espírito com a sua Palavra, para que, purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos por participar das coisas do céu” (orações da missa).

Dom Armando