AGENDA DO BISPO

FEVEREIRO 2019 - II

Dia
Horas
Onde
Atividade
17
Manhã
Paróquia São João B. – Dom Basílio
Encontro Crismandos
15.00
Comunidade Arapiranga – Rio de Contas
S. Missa
17.30
Comunidade Marcolino Moura – Rio de C.
19.30
Paróquia São João B. – Dom Basílio
18
Manhã
Casa do Bispo
Atendimento
Tarde
até o dia 20: Salvador – CTL – Itapoan): Encontro Bispos NE 3 (Bahia e Sergipe
20
19.30
Casa do Bispo
Encontro Crismandos Adultos
21
Manhã
Casa do Bispo e Cúria
Atendimento
Tarde
Casa do Bispo
Atendimento
19.30
Comunidade Fundão – Dom Basílio
S. Missa com Crisma
22
Manhã
Casa do Bispo
Atendimento
Tarde
(até domingo 24) Centro diocesano
Conselho Pastoral Diocesano
25
até o dia 27, em Brasília, CNBB: Conselho Permanente
   28
Dia
Casa do Bispo
Atendimento

CRISMAS NA PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DA SAÚDE DE JUSSIAPE

CRISMANDOS DA COMUNIDADE DE TAMANDUÁ

CRISMANDOS DA C. CARNEIRO
Na última sexta-feira, dia 15 de fevereiro, Dom Armando presidiu a celebração do Sacramento da Crisma, em duas Comunidades da Paróquia de Nossa Senhora da Saúde - Jussiape, ás 16h, na comunidade de Santa Josefina Bakhita / Tamanduá e às 19h, na Comunidade de São Pedro e São Paulo / Carneiro. Pe. Gilvânio Cardoso, pároco de Jussiape, concelebrou com o nosso bispo, e um total de 19 jovens foram confirmados em sua fé. 




Ordenação Presbiteral do Pe. Adriano Bonfim

Com jubilo, nossa diocese celebrou no ultimo sábado (03) de fevereiro, a Ordenação Presbiteral do Pe. Adriano Bonfim Pereira. Na solenidade da Apresentação do Senhor a praça Barão do Sincorá em Ituaçu, estava repleta de fieis paroquianos, parentes e amigos, que alegremente participaram deste momento. O Neo-Sacerdote celebrou no domingo a sua primeira presidência na Matriz de Nossa Senhora do Alivio, e a tarde, em sua comunidade natal Açude. Pe. Adriano será vigário-cooperador nas paróquias de Santo Antonio do Paramirim e de Nossa Senhora do Carmo em Érico Cardoso. 




Acompanhe as fotos:

Primeira etapa da Escola de Teologia para Leigos (ETeL) 2019

Aconteceu entre os dias 08-10 de fevereiro, em Livramento de Nossa Senhora, a Primeira Etapa da Escola de Teologia para Leigos (ETeL). Com disponibilidade e interesse pela formação teológica e pastoral, a fim de “dar razão da esperança a todo aquele que a pedir” (1Pd 3,15), leigos e leigas das muitas paróquias e comunidades da Diocese iniciaram a formação teológica para crescer na fé e no zelo pastoral como importante ajuda às comunidades na compreensão, aprofundamento e vivência da Palavra de Deus e na participação comprometida na Igreja. 

Recordando as palavras de Dom Armando Bucciol, pronunciadas na Aula inaugural, “a finalidade da ETeL é ajudar nossa Igreja a ser fiel à sua missão de evangelizar com renovado ardor, competência e amor”. Com cinco etapas ao longo do ano – este já é o XV ano –, a ETeL não é apenas uma formação teórica, mas uma experiência eclesial e empenhativa que favorece o fortalecimento da nossa identidade diocesana e da competência necessária para o anúncio qualificado do Evangelho.

6º Domingo do Tempo Comum – Ano C

“Alegrai-vos, nesse dia, e exultai, pois grande é vossa recompensa no céu” (Lc 6,23)

Leituras:
Jr 17,5-8
Sl 1,1-2.3.4.6
1Cor 15,12,16-20
Lc 6,17.20-26

Como ser alegre nos dias atuais, tão angustiosos e trágicos, sobrecarregado de problemas? Temos coragem para viver a felicidade? Qual o caminho que nos conduz à alegria? Diante de tantas aparências de vida feliz corremos o risco de nos contentar com qualquer coisa que supostamente se apresente a nós como felicidade. Não basta querer a felicidade, é preciso ter coragem para buscá-la e compreender que a alegria que transforma a vida não é mero sentimentalismo ou euforia, mas expressão da certeza da salvação, a alegria que vem de Deus.

“O próprio Deus colocou no coração do homem um desejo íntimo de felicidade” (CIC 1718). Qual o caminho para conquistá-la? Atentos ao que hoje escutamos na Liturgia da Palavra e confiantes na certeza de que Deus deseja que sejamos felizes voltemos para o sermão das bem-aventuranças que Jesus dirigiu aos discípulos, depois que desceu da montanha. Antes, porém, um detalhe merece destaque, o olhar de Jesus aos discípulos, isto é, os que Ele chamou e que já decidiram segui-Lo. “E, levantando os olhos para os seus discípulos, disse” (Lc 6,20a).

Quando percebemos esse olhar que se levanta em nossa direção e nos esforçamos para acolher a Boa Notícia como esperança de uma vida transformada pelo amor de Deus percebemos que a felicidade é algo maior, não é uma sensação momentânea ou um sentimento egoísta, mas se trata de algo mais elevado. No olhar de Jesus se manifesta a misericórdia divina. Ele olha porque ama e deseja que a sua palavra não chegue aos ouvidos, mente e coração como lei que oprime, mas como palavra de vida que liberta e conduz à salvação, à felicidade.

No Evangelho de hoje escutamos o Sermão das bem-aventuranças. Jesus mostra o caminho para ser feliz. A expressão bem-aventurado, que significa “feliz”, é muito comum nas Sagradas Escrituras. Ouvimos na profecia de Jeremias que é “bendito (=feliz) o homem que confia no Senhor” (Jr 17,7) e cantamos com o salmista, “feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos [...] mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar” (Sl 1).

As bem-aventuranças proclamam a salvação, são orientações para a perfeição que exigem renovação pessoal da opção por Jesus Cristo. A maneira mais eficaz para compreender o caminho da salvação e percorrê-lo é praticar a busca por sentido. Estamos numa sociedade em que a busca pelo sentido é difícil. Tantas vezes nos sentimos provocados pelas propostas egoístas e superficiais da cultura descartável que predomina em nossos dias a ponto de definir bens materiais como razão para nossa felicidade. Ora, será que a felicidade é algo tão frágil assim a ponto de se reduzir a uma simples sensação momentânea de bem-estar?

A partir de Jesus Cristo vejamos como buscar a felicidade. “Bem-aventurados, vós, os pobres”. É feliz quem faz da pobreza uma escolha, quem vive apenas com o essencial.  A pobreza à qual Jesus faz referência é a pobreza evangélica, não a miséria ou a indigência. Pobres por escolha, pobres porque deixaram de lado os excessos para serem discípulos de Jesus.

“Bem-aventurados, vós, que agora tendes fome”. Naturalmente não é ter fome de fama, de poder, de moda ou de publicidade. Muitas vezes temos essas fomes porque somos provocados (tentados) pelos meios de comunicação social. Como cristãos não podemos saciar essa fome de qualquer jeito. É feliz quem sacia essa fome de outra forma, escolhendo o amor fraterno e gratuito.

“Bem-aventurados, vós, que agora chorais”. Deus não quer nossa dor e nosso sofrimento. Deus não se agrada quando alguém vive em um vale de lágrimas. Quem se decide por Cristo faz uma escolha que exige empenho e sacrifício, que visa construir um mundo novo. Na sociedade de hoje, quem quer um mundo justo, fraterno, um mundo onde todos possam ter o essencial para viver tem que chorar. Chorar é o sinal do amor que o cristão prova diante do sonho de Jesus rejeitado por muitos. Não é um choro de dor, mas um choro que manifesta paixão pelo mundo novo e esperança de que a alegria de Deus transformará.

Bem-aventurados serão quando algo de doloroso acontecer com os que são discípulos de Jesus. É um convite para alegrar no momento da perseguição. A perseguição é o destino dos justos (Jesus foi perseguido) que anunciam uma mensagem diferente da que todo mundo está acostumado. Quem é perseguido deve se alegrar pelo fato de abraçar decididamente a proposta do Evangelho.

Depois das bem-aventuranças, Jesus faz uma chamada de atenção necessária. Os quatro “ais” (=proclamação de infelicidade, quase um lamento) não são maldições, têm o propósito de provocar mudanças. Embora tenha caráter ameaçador, não indicam castigo, mas uma punição salvadora que nos faz recordar a atitude de Deus, que não nos trata com indiferença, mas se relaciona com amor e quer o nosso bem. Porque Jesus nos ama ele nos alerta sobre a abundância de bens, a busca insaciável por prazer, o desejo de sucesso e aplausos. São coisas efêmeras quando comparadas com a sua proposta de vida e sua mensagem do Reino.

Todas essas alegações produzem vaidade e a sensação de uma felicidade temporal porque dão uma falsa segurança. “Ai de vós, ricos” que causam a pobreza por causa do acúmulo desnecessário de bens. “Ai de vós, que agora tendes fartura”, porque não partilhais o excesso de bens. “Ai de vós, que agora rides”, em vez de fazer sorrir e ser causa de alegria, provocais choro porque por causa da injustiça, abusos e humilhação. “Ai de vós, quando todos vos elogiam”. Se todos falam bem é porque reconhecem semelhança. Se somos iguais a todos não somos fiéis ao Evangelho. A Boa notícia é um anúncio profético que propõe conversão. É incompatível com a lógica deste mundo porque pretende transformá-lo.

Esses lamentos nos ajudam a refletir sobre nossas escolhas. Queremos fazer parte do grupo dos bem-aventurados ou dos que Jesus considera pessoas que escolhem, não a alegria, mas uma vida sem sentido e incapaz de gerar o amor? Observemos atentamente as palavras de Jesus e busquemos a felicidade. Seremos felizes se colocarmos em prática o que ele nos ensinou e acolhermos a alegria que vem de Deus. “Da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído” (São Paulo VI).

Seminarista Marcos Bento

CAFÉ FILOSÓFICO: A DIGNIDADE HUMANA DOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIAS

Tendo em vista que as deficiências físicas e psíquicas constituídas em uma parcela da sociedade não podem fazer deles seres considerados “inválidos”, se faz pertinente uma atenta analise e discussão acerca da inserção destes sujeitos com determinadas contingências dentro de todas as possibilidades sociáveis a eles de direito, reconhecendo a sua dignidade imparcial enquanto ser humano.

Para realizar tal analise é necessário antes de tudo desmistificar os preconceitos existentes acerca de tais questões, pois independente da deficiência que um indivíduo possa ter (gênero, grau, gravidade) todos devem ser considerados dignos de todos e quaisquer direitos contidos na constituição federal e nos costumes éticos de nossa sociedade, isso configura que, em nenhuma hipótese ele seja considerado menor ou inferior à aqueles que não possuem contingencias. Além disso, é necessário percebermos a abrangência tomada por tal tema, que pode ser tratado em diversas vertentes e de várias maneiras dado a multiplicidade e particularidades de cada sujeito pois a falta de conhecimento da sociedade, em geral, faz com que a deficiência seja considerada uma doença crônica, um peso ou um problema.

Dignidade é um direito humano, por isso ninguém pode ser desprezado por suas crenças, valores, etnias, deficiências ou qualquer outra característica ou valor, cada cultura ou manifestação social possui sua identidade, no entanto em todas elas esse valor deve ser cultivado e guardado, como um valor fundamental. Para além disso, a igualdade é um direito humano que leva em conta as diferenças individuais perante todas as pessoas.

Ao tratar sobre esse assunto é primordial percebermos que não abordamos apenas uma área, essa questão vai muito além de saúde pública, dessa forma elencando de maneira pragmática, essa problemática perpassa por questões: científicas e tecnológicas pois a cada dia se buscam melhores alternativas para cura ou vivência com deficiências; por questões de cunho sócio-político pois é função do estado cuidar da integridade desses indivíduos os proporcionando acessibilidade, acesso a tratamentos de saúde e mercado de trabalho; e, acima de tudo, por questões de cunho ético, pois é necessário despertar na sociedade em geral a consciência do respeito e da dignidade merecida aos portadores de deficiência.

Durante muito tempo (ou até mesmo hoje) as pessoas que sofrem com limitações (seja de qual for o cunho) recebem boa carga de julgamentos e frequentes preconceitos carregados de estereótipos de rejeição, a tratando de palavras depreciativas como anormal, retardado, débil, incapaz, inválido etc. e no campo científico ganha a característica não tão diferente de necessidades especiais. 

Para o Magistério da Igreja [1] “A todo o ser humano, desde a concepção até à morte natural, deve reconhecer-se a dignidade de pessoa. Este princípio fundamental, que exprime um grande «sim» à vida humana, deve ser colocado no centro da reflexão ética sobre a investigação biomédica, que tem uma importância cada vez maior no mundo de hoje (...) O ser humano deve ser respeitado e tratado como pessoa desde a sua concepção e, por isso, desde esse mesmo momento devem ser-lhe reconhecidos os direitos da pessoa...” 
Ao analisar tais reflexões, pode-se assegurar que existem ferramentas da justiça e constituição que visam a inclusão social das pessoas com deficiência, porém, além da justiça, é necessário uma conversão de consciência dentro das relações sociais para que o respeito e a dignidade destes sejam de forma intrínseca observados. Esse fato pode ser verificado apenas em observar as vagas de emprego ou a inserção de deficientes no aprendizado até mesmo básico.

Considerando que vivemos em um momento de grandes discussões e crescimentos acerca dos direitos humanos, de respeito as diferenças, sobre todo e qualquer aspecto. E assim os direitos da pessoa com deficiência se evidenciam. No entanto, é necessário ainda, que a sociedade acolha esses indivíduos para que eles sejam inseridos nos diversos contextos, retirando-os apenas e exclusivamente do âmbito familiar.

José Adriano Souza Cambuí
3º Ano de filosofia
E- Referencias:
CAZZANIGA MACIEL, MARIA REGINA. PORTADORES DE DEFICIÊNCIA a questão da inclusão social. 2000. Disponível em: <http://:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-88392000000200008>. Acesso em: 18 out. 2018.
CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ. WILLIAM Card. LEVADA. INSTRUÇÃO DIGNITAS PERSONAE: SOBRE ALGUMAS QUESTÕES DE BIOÉTICA. Disponível em: <http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20081208_dignitas-personae_po.html>. Acesso em: 18 out. 2018.
SECRETARIA NACIONAL DE, Promoção dos Direitos da Pessoa Com Deficiência. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.. Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República - SDH/PR. 2010. Disponível em: <http://convencao-sobre-os-direitos-das-pessoas-com-deficiencia>. Acesso em: 17 out. 2018.


[1] INSTRUÇÃO DIGNITAS PERSONAE Disponível em: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20081208_dignitas-personae_po.html

GIRO PELA DIOCESE

FESTA DE SANTA JOSEFINA BAKHITA EM JUSSIAPE

A Paróquia Nossa Senhora da Saúde, Celebrou na última sexta-feira, 08 de fevereiro, na Capela de Santa Josefina Bakhita, Pov. Tamanduá - Jussiape-Ba, com júbilo a 3° festa em louvor a sua Co-padroeira. A Santa Missa foi presidida pelo Pe. Gilvânio Cardoso às 16h, seguida de procissão e entrega da bandeira. A Festa foi precedida pelo Tríduo de 05 a 07 de fevereiro, com o lema: Igreja Missionário a Serviço do Evangelho. 


CELEBRAÇÃO DA CRISMA NA CATEDRAL

D. Armando, celebrou neste domingo (10/02), a crisma de 25 jovens da Comunidade Santa Teresinha, confirmando a caminha de fé destes irmãos e conferindo-lhes o dom do Espírito Santo de Deus. 

Paróquias de Paramirim e Érico Cardoso acolhem Pe. Adriano


No domingo, dia 10/02, as paróquias de Santo Antônio e Nossa Senhora do Carmo acolheram o Pe. Adriano, nomeado vigário Paroquial. Num clima de grande alegria por este momento especial os fiéis recepcionaram o novo Padre que presidiu pela primeira vez na matriz de Paramirim e de Érico Cardoso.

Pastoral Familiar de Paramirim tem nova coordenação


No dia 08/02, o grupo de casais Sagrada Família retomou a caminhada de encontros para reflexão e partilha. Com a presença do Casal Léo e Dulce, coordenadores diocesanos da Pastoral Familiar, que refletiram sobre a missão da coordenação e dos agentes da pastoral familiar, uma nova equipe formada pelos casais Antônio e Viviane, Van e Val, assumiu a condução dos trabalhos.
 
Num clima de fraterna alegria as famílias se confraternizaram e renovaram as forças para continuar a caminhada. Além dos encontros de casais, a pastoral familiar é responsável pelos encontros de preparação para o matrimônio com os noivos.

5° DOMINGO DO TEMPO COMUM


LEITURAS: 
Is 6,1-2a.3-
Sl 137
1Cor 15,3-8.11
Lc 5,1-11
O tema central que perpassa a liturgia deste domingo é o chamado vocacional. Tal tema é bem expresso pela Primeira Leitura, que narra um chamado profético, e pelo Evangelho, onde Jesus, pouco tempo depois do início do seu ministério, afirma que fará seus discípulos pescadores de homens. Refletir sobre o chamado vocacional é uma oportunidade de analisar se, em nossas vidas, estamos indo ao encontro do Deus que nos chama para em tudo amar e servir.
Na primeira leitura podemos destacar três momentos específicos que nos ajudam a melhor compreender o chamado: 1. A visão de Deus, modo através do qual o Senhor se manifesta; 2. A purificação do profeta; 3. O chamado e a resposta. Esse esquema recorda que a iniciativa é sempre de Deus, é Ele quem chama; a capacidade de realizar a obra desejada é dada por Ele, que nos cumula de dons e nos purifica, assim como purificou o profeta; finalmente, temos a resposta positiva daquele que foi convocado, estando totalmente disponível.
No Evangelho podemos sublinhar: 1. A escuta da Palavra de Deus: a multidão aproximava-se para escutar o que Jesus tinha a ensinar; 2. A realização de um sinal: mesmo não tendo pescado nada durante toda a noite, os discípulos lançam as redes e recolhem muitos peixes; 3. O seguimento dos discípulos a Jesus: deixaram tudo e O seguiram. Jesus promete fazer de seus discípulos pescadores de homens. Segundo uma antiga compreensão, o mar era o lugar de habitação de grandes monstros, assim, “pescador de homens” significa libertar os homens de todos os perigos, de tudo o que cerceia a sua liberdade de filho amado de Deus.
O Deus que chamou os profetas no Antigo Testamento, que chamou os discípulos no Novo Testamento continua a chamar a cada um de nós; Ele conta com a nossa colaboração. As formas de chamado são diversas, as funções a serem desempenhadas também são muitas. Seguindo o modelo do Evangelho e da Primeira Leitura, devemos estar atentos aos modos como Deus se manifesta, de maneira especial na escuta da Palavra e na contemplação dos fatos cotidianos. Ainda, devemos confiar na bondade divina, que nos prepara para abraçar o projeto de Deus que se torna também projeto nosso.
A ressurreição de Cristo na força do Espírito é o sinal máximo que o Pai nos dá, como selo que autentica a missão do Filho. Dessa missão todos nós somos chamados a fazer parte e, de igual forma, assim como participamos da vida de Cristo pelo Batismo e pelo exercício de nosso chamado vocacional, também participaremos de sua ressurreição. A disponibilidade dos profetas e dos discípulos seja exemplo para nós. Maria, Mãe do Senhor, aquela que disse: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38), nos ajude a aprender meditar a Palavra de Deus, para que possamos ouvir o chamado divino e abrir o coração para fazer, em nossas vidas, a vontade do Senhor.
Sem. Júlio Cesar