27 de agosto de 2016

22º Domingo do Tempo Comum - Ano C

LEITURAS:
Sir 3,19-21.30-31
Salmo 67 (68)
Heb 12,18-19.22-24a
Lc 14,1.7-14

      Irmãos e irmãs, a liturgia deste domingo nos ajuda a refletir sobre alguns valores que acompanham o desafio do “Reino”: a humildade, a gratuidade, o amor desinteressado.
      A primeira leitura (cf. Ben Sira 1,1-23,38) desse domingo, nos fala da “sabedoria” criada por Deus e oferecida a todos os homens. O texto se apresenta como uma “instrução” que um pai dá ao seu filho. O tema fundamental dessa “instrução” é o da humildade. Humildade, como caminho para ser agradável a Deus e aos homens, para ter êxito e ser feliz. Não se trata de uma forma de estar e de se apresentar, reservada aos mais pobres e menos preparados; trata-se de algo que deve ser cultivado por todos os homens, a começar por aqueles que são considerados mais importantes.
     O autor da segunda leitura da carta aos hebreus convida a sermos fiéis à vocação cristã. Para isso, estabelece um paralelo entre a antiga religião (que os destinatários da carta conheciam bem) e a nova proposta de salvação que Cristo veio apresentar. Ele convida os crentes instalados numa fé cômoda e sem grandes exigências a redescobrir a novidade e a exigência do cristianismo; insiste em dizer que o encontro com Deus é uma experiência de comunhão, de proximidade, de amor, de intimidade, que dá sentido à caminhada do cristão. A questão fundamental desse texto e do ambiente que o envolve é nos propor uma redescoberta da nossa fé e do sentido das nossas opções, a fim de superarmos o comodismo e a preguiça que nos levam, tantas vezes, a uma caminhada cristã morna, sem exigências, sem compromissos, que facilmente cede e recua, quando aparecem as dificuldades e os desafios…
      O texto do Evangelho apresenta duas partes. A primeira (vers. 7-11) aborda a questão da humildade; a segunda (vers. 12-14), trata da gratuidade e do amor desinteressado. Ambas estão unidas pelo tema do “Reino”: são atitudes fundamentais para quem quiser participar no banquete do “Reino”. A todos os que quiserem participar desse “banquete”, Lucas recomenda a humildade; ao mesmo tempo, denuncia a atitude daqueles que conduzem as suas vidas numa lógica de ambição, de luta pelo poder e pelo reconhecimento, de superioridade em relação aos outros… Jesus sugere que, para o “banquete do Reino”, todos os homens são convidados; e que a gratuidade e o amor desinteressado devem caracterizar as relações estabelecidas entre todos os participantes do “banquete”.
    Desse modo, o evangelista deixa claro que as relações que unem os membros da comunidade de Jesus não se baseiam em “critérios comerciais” (interesses, negociatas, intercâmbio de favores), mas sim no amor gratuito e desinteressado. Só dessa forma, todos – inclusive os pobres, os humildes, aqueles que não têm poder nem dinheiro para retribuir os favores – aí terão lugar, numa verdadeira comunidade de amor e de fraternidade.

25 de agosto de 2016

NOTA DA CNBB EM DEFESA DA LEI DA FICHA LIMPA

O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 23 e 24 de agosto, vem reafirmar a importância da Lei 135/2010, a Lei da Ficha Limpa, rejeitando toda e qualquer tentativa de desqualificá-la. Resultado da mobilização popular que coletou 1,6 milhões de assinaturas, a Lei da Ficha Limpa expressa a consciência da população de que, na política, não há lugar para corruptos.
Tendo sua constitucionalidade confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que, em 2012, votou favoravelmente pelas Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADC 29 e 30), a Lei da Ficha Limpa insere-se no rol das leis mais importantes no combate à corrupção eleitoral e na moralização da política. Respaldada por grandes juristas e aprovada pelo Congresso Nacional, ela atesta a sobriedade de quem a propôs de forma que atacá-la ou menosprezá-la é enfraquecer a vontade popular de lutar contra a corrupção.
Recebemos com perplexidade a decisão do STF que reconhece a exclusividade das Câmaras Municipais para julgar as contas dos prefeitos em detrimento da competência dos Tribunais de Contas. Na prática, isso significa o fim da inelegibilidade dos executivos municipais mesmo que tenham suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas. Trata-se de um duro golpe contra a Lei da Ficha Limpa o qual favorecerá o fisiologismo político e a corrupção, considerando o poder de barganha que pode haver entre o executivo e o legislativo municipais.
Conclamamos a população, legítima autora da Lei da Ficha Limpa, a defendê-la de toda iniciativa que vise ao seu esvaziamento. Urge não dar trégua ao combate à corrupção eleitoral e a tudo que leve ao desencanto com a política cujo objetivo é a justiça e o bem comum, construído pacífica e eticamente.
Brasília, 24 de agosto de 2016.


Dom Sergio da Rocha                                               Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de Brasília-DF                              Arcebispo de S. Salvador da Bahia-BA
residente da CNBB                                                    Vice-Presidente da CNBB
                                    
                                              Dom Leonardo Ulrich Steiner
                                               Bispo Auxiliar de Brasília-DF
                                                  Secretário-Geral da CNBB

Fonte: site da CNBB -  www.cnbb.org.br

VISITA PASTORAL DO BISPO NA PARÓQUIA DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO DE RIO DE CONTAS

Foi com grande alegria que a Paróquia do Santíssimo Sacramento acolheu o nosso Pastor diocesano, Dom Armando Bucciol, para sua visita Pastoral, que aconteceu nos dias: 13, 14 e de 16 a 21 de agosto.
No 1º dia da visita, o Bispo foi acolhido pelo Conselho Pastoral Paroquial, às 19:30h, na Igreja Senhora Santana e, em seguida, presidiu a Celebração Eucarística. Na ocasião, 48 jovens receberam o Sacramento da Crisma.
2º dia: às 9 horas, aconteceu uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Rio de Contas, com a presença da comunidade. Os secretários municipais falaram um pouco da realidade do Município, bem como os desafios encontrados para corresponder com suas exigências, e que nem sempre é fácil enfrentar as realidades antagônicas. 
3º dia: o bispo encontrou-se com a comunidade de Roçado, onde pode atender confissões, falar um pouco com o povo, e presidiu a Celebração Eucarística, às 19 horas, na qual aconteceu a celebração do sacramento da Crisma de 14 jovens. Em seguida, Dom Armando foi para a comunidade do Gê, onde Celebrou a Eucaristia, com a crisma de 5 jovens, conversou com a comunidade e atendeu confissões
4º dia: o Bispo teve a oportunidade de visitar as Escolas da cidade. Foi muito bem recepcionado por todos, principalmente pela juventude e pelas crianças, e lhes dirigiu uma mensagem de otimismo e de encorajamento para viver a vida com entusiasmo. A programação foi a seguinte: 8h: Escola Carlos Souto; 10h: Centro de Educação Municipal; 14:30h: Escola Barão de Macaúbas; 16h: Escola Juvenal Cândido. À noite, presidiu a Celebração Eucarística, às 19h, na Igreja Senhora Santana e, em seguida, reunião com as lideranças das Pastorais e Movimentos. 
5º dia: Visita aos jovens da Escola Estadual do Distrito de Marcolino Moura, às 9 horas. Às 14 horas, encontrou-se com os jovens da Escola do povoado de João Vaz. Às 15 horas, Missa e, em seguida, reunião com as lideranças das comunidades que fazem parte do Setor Santa Terezinha. Na Celebração, ministrou o Sacramento da Unção dos enfermos. Às 19:30h, o Bispo encontrou-se, em Marcolino Moura, com as comunidades que fazem parte do Setor São João Bosco, como momento de partilha dos avanços e limitações que enfrentam.
6º dia: o Bispo reuniu-se em Curralinho com as comunidades mais próximas, para facilitar o contato com o povo. São comunidades que começaram a fazer parte da Paróquia no dia 3 de Maio deste ano e, às 16 h, aconteceu uma reunião na Igreja do Distrito de Rio da Caixa com as comunidades vizinhas, em seguida, houve Confissões e Missa, com a Crisma dos jovens, às 19 horas.
7º dia: o bispo marcou presença na Comunidade de Arapiranga, cujo padroeiro, São Bernardo, foi festejado naquele dia. Foi um momento marcante, com a presença expressiva do povo de muitos lugares e das comunidades que fazem parte do Setor Sagrado Coração de Jesus. Às 09 horas, o Bispo atendeu ao povo, às 10 horas, houve a Missa festiva e, às 13 horas, Confissões. O encerramento da visita pastoral aconteceu às 19:30h, com a Celebração Eucarística na Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento.
8º dia: no domingo, dia 21, o Bispo esteve presente na Igreja Matriz, às 9 horas da manhã, e realizou atendimento ao povo, presidiu a Celebração Dominical, na qual foram batizadas três crianças.
O Bispo faz um contato direto com seu povo, reavivando as energias das comunidades cristãs na missão da Igreja, encorajando e chamando todos os fiéis à renovação da fé e da vida cristã, bem como a uma atividade apostólica eficaz e de acordo com as exigências atuais. É uma oportunidade única e um tempo de graça para estar presente, dialogar e celebrar com as comunidades. A visita pastoral é um sinal da presença do Senhor que visita o seu Povo. 
Veja as fotos

22 de agosto de 2016

ENCERRAMENTO DA PEREGRINAÇÃO DA IMAGEM DE NOSSA SENHORA APARECIDA EM ABAÍRA


A imagem de Nossa Senhora Aparecida, que percorreu 27 comunidades da Paróquia de Nossa Senhora da Saúde de Abaíra, retornou para a Sede, neste sábado (20), trazida pela comunidade de Barra de Abaíra. Os paroquianos aguardavam a chegada da imagem em frente ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais e, em procissão, levaram-na até a Capela de São Sebastião, onde aconteceu a Celebração de acolhida. Logo após, os jovens, com muita alegria, conduziram a imagem até o Centro Comunitário, onde aconteceu um luau, “Magnificat, Luau com a Imaculada”. Padre Marcelo, juntamente com o Movimento Jovem Santa Geração, de Vitória da Conquista, organizou esse momento, quando os filhos puderam sentar em volta de uma fogueira e, ao ar livre, louvar e agradecer a Mãezinha, por tanto carinho e cuidado. Os 6 jovens do Movimento marcaram os corações da juventude ali presente com pregações, momentos de louvor e oração.

No dia seguinte (21), fiéis e devotos carregaram a imagem, com zelo e lágrimas, pelas ruas da cidade e a conduziram para o Centro Comunitário, local onde aconteceu a Missa da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, presidida pelo pároco, Pe. Marcelo Pires, às 9 horas da manhã, encerrando-se, assim, a peregrinação em Abaíra.
Em seguida, uma caravana levou a Imagem para a Comunidade de Capão da volta, Paróquia de São Bento de Ibicoara, fazendo a entrega da imagem da Mãe Aparecida para o Pe. José Aparecido Borini e seus paroquianos. Confira as fotos!


20 de agosto de 2016

SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

LEITURAS
Ap 11, 19;12,1.3-.10;
Sl 45/44;
1 Cor 15,20-27;
Lc 1,39-56.
      Celebrar a solenidade de Nossa  Senhora, tornou-se uma preciosa e bonita oportunidade para manifestar e fortalecer nossa fé e a esperança que nos sustenta; assim, podemos reafirmar as convicções que iluminam nossa caminhada cristã e a pertença à Igreja Católica.
A Palavra de Deus é sempre rica de ensinamentos e propostas de vida. Quero destacar algumas palavras.
     O apóstolo Paulo, na II leitura,  escreve: Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram... Em Cristo, todos reviverão... O último inimigo a ser destruído é a morte.
      O sentido profundo da nossa fé e do amor a Jesus Cristo está nessa esperança que ilumina a história da humanidade. A morte foi derrotada pelo autor da vida. A humanidade, apesar das inúmeras contradições e desafios, caminha rumo à plenitude da vida: esse é projeto de Deus, o autor da Vida!
    O texto de Apocalipse na I leitura , deve ser lido e compreendido nesse sentido: Deus acompanha a história da humanidade e, apesar das forças de morte que ameaçam a existência dos seus filhos e filhas, fará triunfar a vida.
      O livro do Apocalipse apresenta o que acontece no céu como modelo do que vai acontecer na terra. Lá no céu, a mulher, símbolo da Vida que vem de Deus, já venceu o Dragão, símbolo de todas as forças que ameaçam a vida. Por isso, os que seguem o Cristo ressuscitado, não devem temer; a vitória será dos que amam e defendem a vida. Agora, realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus. A luta é dura, difícil; as forças contra a vida são poderosas, o dragão – símbolo último do império romano que perseguia os cristãos – tem poder de matar e causar tantos sofrimentos; mas, seu poder é limitado. Lá no céu, já aconteceu a vitória da mulher vestida de sol; portanto, não tenham medo os que estão sendo perseguidos: em breve, sua salvação acontecerá. Eis a razão e o fundamento da esperança.
      A mensagem vale para todos os tempos. É mensagem de esperança que deve orientar a vida dos que são perseguidos por serem defensores da vida plena para todos, que sonham e se empenham a favor de um mundo justo e fraterno, por serem seguidores de Jesus.
      Maria, a mãe do Senhor Jesus, é exemplo de tudo isso. Ela foi a primeira cristã, a mais fiel seguidora do Filho. Ela, a Igreja contempla na glória, isto é, na plena realização do projeto de Deus. Ela é a razão da nossa esperança. Por isso, na oração após a comunhão, pedimos que “pela intercessão da Virgem Maria, cheguemos à glória da ressurreição”.
      No Evangelho, ouvimos o diálogo das duas mulheres, das duas grávidas. Isabel e Maria. Um diálogo bonito, repleto de esperança e de profundas convicções de fé na força transformadora de Deus. O Deus que ama os pequenos, que defende a vida, e se coloca do lado dos pobres, derrubando de seus tronos orgulhosos e poderosos.
      Acompanhemos a caminhada de Maria para ver o que Ela tem a nos ensinar, para sermos, hoje, fiéis discípulos e, como ela, missionários do Senhor.
      Maria partiu... Para seguir Jesus, é preciso partir, deixar, arriscar viagens que não sabemos para onde nos levam. Na vida, devemos aprender a partir, a deixar... Um dia, todos deveremos partir para uma terra desconhecida. Porém, já sabemos que é a nossa pátria no céu. Maria já chegou lá. No prefácio, se diz  “que Maria é Aurora e esplendor da Igreja triunfante”; “consolo e esperança para o vosso povo ainda em caminho”.
      Neste tempo da vida sobre a terra, “o cristão se coloca na escuta do Espírito e se percebe enviado à edificação da comunidade e à transformação do mundo como lugar do Reino de Deus, já iniciado, até a sua consumação definitiva” (Cristãos leigos na Igreja e na sociedade, documento 105, n. 132).
      Olhando para o céu, temos claras indicações de como viver na terra. Preclaro exemplo é Maria. Olhando para Ela, torna-se mais claro como viver na terra para sermos discípulos.
      Maria ‘entra na casa de Zacarias e cumprimenta Isabel’. São gestos que podem parecer expressão normal de educação. Porém, as palavras de Maria demonstram sua fé e suscitam a resposta de Isabel: ‘Bendita és tu entre as mulheres... Bem-aventurada aquela que acreditou’. Poucas palavras para expressar uma atitude de fé e compreender o sentido da história. A grandeza de Maria é afirmada a partir de uma leitura de fé. É grande porque acreditou, porque se entregou, alma e corpo, à presença e à força de Deus. Por isso, explode a alegria e a louvação. Eis a razão do nosso encontro: com Isabel, louvar e agradecer a Deus pela resposta corajosa e generosa de Maria.
     O passo seguinte, que cada um/a é chamado a dar, consiste em partir para encontrar. O documento de Aparecida (n. 548) afirma: “Necessitamos sair ao encontro das pessoas, das famílias, das comunidades, dos povos para lhes comunicar e compartilhar o dom do encontro com Cristo, que tem preenchido nossas vidas de ‘sentido’, de verdade e de amor, de alegria e de esperança! Não podemos ficar tranquilos em nossos templos, mas é urgente ir a todas as direções para proclamar que o mal e a morte não têm a última palavra, que o amor é mais forte, que fomos libertos e salvos pela vitória pascal do Senhor da história.... Somos testemunhas e missionários...”.
     E o Papa Francisco nos orienta: “Fiel ao modelo do Mestre, é vital que hoje a Igreja saia para anunciar o Evangelho a todos, em todos os lugares, em todas as ocasiões, sem demora, sem repugnâncias e sem medo” (EG 23); ainda: “A Igreja ‘em saída’ é uma Igreja com as portas abertas”. E convida a “sair em direção aos outros para chegar às periferias humanas” (EG 46). Com o Papa Francisco, este é o meu desejo e pedido: “Saiamos, saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo... Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada... a uma Igreja enferma por fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças” (EG 49).
     Maria canta o cântico dos que amam o Senhor, dos que foram por Ele escolhidos e tocados no mais íntimo. Maria reconhece, antes de tudo, que é Ele quem conduz a história rumo à sua justiça, derrubando tronos e exaltando pequenos. O que o livro do Apocalipse vislumbra começa, agora, a acontecer. Quem vive iluminado pela esperança não fica parado, nem anestesiado pelas ilusões deste mundo, mas colhe um sentido diferente nos acontecimentos e assume uma postura de liberdade diante dos poderosos, no meio das forças deste mundo. Por isso, canta, como e com Maria, que proclama: O todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. De fato, “A alegria do Evangelho... é uma alegria missionária” (EG 21). Maria não se exalta a si mesma, mas reconhece nela a ação de Deus, que a chamou e transformou, e a envia em missão. Esse é o estilo do ser Igreja. Verdadeiro devoto de Maria é quem vive com essa profunda atitude de amor, doação e em espírito de humilde serviço. Não é questão de devoção, mas de imitação e atuação. “O discípulo sabe oferecer a vida inteira e jogá-la até o martírio, como testemunha de Jesus Cristo” (EG 24).
      Irmãos e irmãs, hoje,  peço a Nossa Senhora que nos ensine a não ter medo nem orgulho, e nos inspire para termos força, e sairmos, com e como Ela, na missão de testemunhar a alegria do Evangelho e as maravilhas que Deus continua suscitando, onde encontra mentes e corações abertos e disponíveis à sua ação transformadora. Não tenhamos medo de viver a mensagem do Evangelho, com pureza de coração e ardor missionário. Assim seja!

Dom Armando

18 de agosto de 2016

SINAIS E SÍMBOLOS. 11. SANTOS E SANTORAL

Hoje, vamos refletir sobre Santos e santoral.
Desde o início de sua história, a Igreja recordava com especial veneração, irmãos e irmãs que derramavam seu sangue por motivo da fé, e deixavam um testemunho de coragem e fidelidade para a Comunidade toda. O primeiro mártir, Estevão (cf. Atos 8,2), marcou profundamente a Igreja nascente e foi determinante para a conversão do apóstolo Paulo. O túmulo dos mártires e suas relíquias recebiam especial carinho e veneração. Desde o 2º século, foram escritas as Atas dos mártires, contando sua paixão e seu corajoso testemunho. O culto aos mártires nasce assim, dentro da vida da Comunidade dos seguidores de Jesus, o mártir por excelência.
Acompanhando a história, observamos um crescimento no apreço às relíquias dos mártires e, quando terminaram as perseguições contra os cristãos, os que deixavam tudo para seguir com maior fidelidade a Cristo, começaram a serem procurados em vida e honrados após a morte. A igreja foi reconhecendo a importância da veneração para com esses irmãos e irmãs exemplares. Entre todos, logo recebeu atenção e um culto especial a Mãe de Jesus, Maria. Não se trata de ‘adoração’ - reservada somente às Pessoas da Santíssima Trindade, mas de um culto dado aos servos e às servas que mais estiveram próximos do Senhor, Mestre e Modelo para todos.
A Igreja católica, no último Concílio, o Vaticano II, recomendou o culto aos Santos (cf. Lumen Gentium 49-51). No documento sobre liturgia (Sacrosanctum Concilium, 103-104) se lê: “... A santa Igreja venera com amor especial a bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus em quem vê e exalta o mais excelso fruto da Redenção, em quem contempla, qual imagem puríssima, o que ela, toda ela, com alegria deseja e espera ser. A Igreja inseriu também no ciclo anual a memória dos Mártires e outros Santos, os quais, tendo pela graça multiforme de Deus atingido a perfeição e alcançado a salvação eterna, cantam hoje a Deus no céu o louvor perfeito, e intercedem por nós. Ao celebrar o “dies natalis” (dia da morte, vivido como o dia do nascimento) dos Santos, proclama o mistério pascal realizado na paixão e glorificação deles com Cristo, propõe aos fiéis os seus exemplos, que conduzem os homens ao Pai por Cristo, e implora pelos seus méritos as bênçãos de Deus”.
Honrar os Santos, portanto, é reconhecer o poder da divina Graça que opera na vida desses nossos companheiros de caminhada, apresentados a nós todos como exemplos de fidelidade. Isso significa, acima de tudo, honrar a Deus, três vezes Santo.
O Santoral é aquela parte do Missal que contém as orações nas missas dedicadas à memória veneração dos Santos. O Concílio propôs normas para a reforma do Santoral romano. Recomendou guardar a primazia de Cristo nas celebrações e dar, ao longo do ano, o lugar que lhe convém, ao Próprio do Tempo, de preferência sobre as festas dos Santos. Sacrosanctum Concilium(111) colocou no lugar que lhe compete e de forma clara o culto aos Santos. Afirma: “Para que as festas dos Santos não prevaleçam sobre as festas que recordam os mistérios da salvação, muitas delas ficarão a ser celebradas  por uma igreja particular ou nação ou família religiosa, estendendo-se apenas a toda a Igreja as que festejam Santos de inegável importância universal”. No Missal, encontramos o “próprio dos Santos” e o “Comum dos Santos”, o primeiro contém orações próprias de alguns santos, o segundo, formulários mais gerais, por exemplo, dos apóstolos, dos mártires, das virgens.

Dom Armando

16 de agosto de 2016

CARTA ABERTA DE DOM ARMANDO SOBRE AS ELEIÇÕES

ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2016
- Aos irmãos e às irmãs da Igreja Católica
- A todas as pessoas que sonham e querem um país melhor
A Campanha eleitoral 2016 já está esquentando os ânimos, e o debate se tornando sempre mais intenso e conflituoso. Como Bispo da Diocese de Livramento de Nossa Senhora (BA), apresento alguns pensamentos, com o desejo de que este pleito eleitoral seja vivido de maneira mais coerente com a verdadeira cidadania e os valores propostos pela Palavra de Deus e o ensinamento da Igreja.
Com essa intenção, entrego em suas mãos estas orientações. Qualquer interpretação diferente distorce o sentido desta ‘carta aberta’.
Na oração, peço a Deus que abençoe a todos os candidatos que se dispuseram, com ânimo sincero e o desejo de servir ao povo.
A Igreja católica não é um partido nem apoia nenhum partido. Somente preza e pede que seus filhos e filhas, antes de tudo, vivam de acordo com os princípios éticos e coerentes com o Evangelho; valores que procuramos propor a todos que amam a vida e sonham com uma sociedade mais justa, transparente, solidária e fraterna. Recentemente, os Bispos do Brasil (CNBB) escreveram: “A Igreja católica não assume nenhuma candidatura, mas incentiva os cristãos leigos e leigas, que têm vocação para a militância político-partidária, a se lançarem candidatos” (Mensagem do dia 13 de abril de 2016).
1. De fato, a Igreja reconhece o valor da ‘política’ como expressão de cidadania e exercício de democracia. Alguns pensamentos recentes dos Papas o confirmam.
O Papa Francisco, reafirmando o ensinamento de seus predecessores, disse: “Devemos nos envolver na política, pois a política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum. E os leigos devem trabalhar na política... É um dever trabalhar para o bem comum, é um dever do cristão!” (Sala Paulo VI, Vaticano, 7 de junho de 2013).
O Papa São João Paulo II escreveu: “Os fiéis leigos não podem absolutamente abdicar da participação na política destinada a promover o bem comum” (Exortação Apostólica Christifideles Laici, 42).
O Papa Bento XVI escreveu: “O leigo cristão é chamado a assumir diretamente a sua responsabilidade política e social... Dirijo, pois, um apelo a todos os fiéis para que se tornem realmente obreiros da paz e da justiça” (Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis, 89).
Ainda, o Papa Francisco escreve: “Peço a Deus que cresça o número de políticos capazes de entrar num autêntico diálogo que vise efetivamente a sanar as raízes profundas e não a aparência dos males do nosso mundo. A política, tão desacreditada, é uma sublime vocação, é uma das formas mais preciosas da caridade, porque busca o bem comum... Rezo ao Senhor para que nos conceda mais políticos que tenham verdadeiramente a peito a sociedade, o povo, a vida dos pobres” (Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, n. 205).
2. Questionamentos. Essas orientações fazem parte do ensino social da Igreja católica. Então, como torná-las concretas? Por que, eleitores e eleitos, também cristãos, nas Campanhas eleitorais, agem de forma que contradiz e ignora esses ensinamentos? Por que, tantas vezes, quando eleitos, ao invés de procurar o bem comum, os eleitos se acham ‘donos’ do poder, deixam a corrupção corroer suas consciências, esquecem-se dos mais necessitados, que ‘usaram’ com ilusórias promessas, e defendem só os interesses pessoais e de poucos privilegiados? Por que a corrupção penetra e corrói a vida política também em nossas Administrações locais? Enfim, como fazer com que esses importantes ensinamentos sejam luzes que iluminem a vida social e política em nossas administrações municipais? 
Responder a esses questionamentos é complexo. Proponho que se discuta, com serenidade, os assuntos, e desejo que cresça uma ‘consciência política’ mais clara e autêntica, capaz de orientar, transformar e melhorar a vivência social.
3. Por isso, eis algumas orientações. Cada pessoa que tenha consciência e queira ser coerente com sua humanidade mais plena e, ainda mais, com sua fé, deveria procurar vivê-las.
a) Contra a Corrupção Eleitoral
A lei 9.840 (1999) já foi aplicada muitas vezes e se mostrou eficaz na moralização eleitoral. Comprar ou vender o voto é corrupção! É comportamento que ofende a lei humana e a lei de Deus, é ilegal e imoral!
b) O bom Eleitor
- É pessoa que não vende seu voto em troca de benefícios pessoais (dinheiro, qualquer tipo de bens materiais, cargos, emprego etc.).
- Respeita os ‘adversários’ políticos, e os que fazem escolhas diferentes; dialoga e não briga, não usa palavras de baixo calão nem insulta e, na vitória, não humilha nem se exalta. Não vive a competição política como luta livre nem como jogo de futebol.
- Não anda dizendo: “Ninguém presta, são todos ladrões ou política não se discute, ou ainda, eu anulo meu voto”. Essas expressões revelam superficialidade e desconhecimento, e favorece os maus políticos. Deve-se sempre distinguir política (que é importante e sagrada) de politicagem (que é o mau uso da política).
- Não esgota sua participação política com o voto, mas acompanha e fiscaliza o eleito, cobrando dele coerência, transparência e fidelidade às promessas.
c) O bom Político
 - É ético e coerente entre o discurso e a prática; tem senso da justiça e da busca do bem comum; é honesto e transparente, antes, durante e depois da campanha;
- Tem uma visão ampla e aberta do desenvolvimento econômico, social e cultural do município, atento às necessidades mais urgentes dos cidadãos. Por isso, no diálogo com o povo, procura escolher o que é mais urgente (a praça ou uma ambulância para melhorar a saúde? A construção de uma rua no centro da cidade ou os cuidados com as estradas da zona rural? Um cantor para a festa, ou aperfeiçoar a formação dos professores e dos alunos das escolas do Município? etc.).
- É humano e popular, sem ser populista, sabe tratar as pessoas com respeito, promove a justiça social, realizando ações que favoreçam a superação das desigualdades e a qualidade de vida da comunidade.
- Quando eleito, não se vinga, tirando do serviço competentes profissionais (da educação e da saúde, sobretudo), por serem de outro partido, substituindo-os por, às vezes, medíocres que o apoiaram.
- Tem sensibilidade ecológica, tem noção de sustentabilidade e, por isso, implementa políticas de preservação e recuperação do meio ambiente, de saneamento básico, da saúde pública etc.
d) Como escolher o/a Candidato/a
É preciso conhecer sua ‘história política’ e sua participação na vida social; ver qual projeto ele tem, com que está comprometido, qual Senador e Deputado (federal e estadual) o apoia e é apoiado por ele! Na vida política tudo está interligado (por exemplo, pertence à “ bancada BBB” (do boi, da bala e da bíblia)? Por isso, é preciso ver também essas alianças. Nisso, a transparência é fundamental!
Cuidado com candidatos que se aproximam da Comunidade cristã só em tempo de eleições! O bom candidato vive sua pertença religiosa sendo fiel na vida cotidiana, e testemunha sua fé, na honestidade em todo o seu comportamento e na solidariedade para com os mais necessitados.
QUANDO ALGUÉM DIZ que não tem nada a ver com a política, está esquecendo que isso tem consequências na sua vida: ter ou não ter emprego, transporte e escola para os filhos, remédios e médicos suficientes na saúde pública, vaga no hospital, estradas melhores e alimento para todos. Tudo isso passa pelos caminhos da política.

10 Mandamentos do Eleitor

1 – NÃO DEIXE DE VOTAR
2 – NÃO VOTE CONTRARIANDO SUA OPINIÃO
3 – NÃO VENDA SEU VOTO NEM O TROQUE POR FAVORES
4 – NÃO VOTE PARA CONTENTAR AMIGOS OU PARENTES
5 – NÃO VOTE SEM CONHECER O PROGRAMA DO CANDIDATO E DO PARTIDO DELE
6 – NÃO VOTE SEM CONHECER O PASSADO DO CANDIDATO
7– NÃO VOTE SEM CONHECER A PERSONALIDADE DO CANDIDATO
8 – NÃO DEIXE NENHUMA PESQUISA MUDAR O SEU VOTO
9 – NÃO ANULE SEU VOTO
 10 – NÃO VOTE EM BRANCO

(Idealizado pela Coordenadoria de comunicação social do TRE / PR). Fonte: Portal eletrônico “Leitores & Eleitores” de Rogério Carlos Born – www.leitoreseeleitores.com.br
Livramento de N. Senhora, 06 de agosto de 2016

13 de agosto de 2016

AGENDA DO BISPO



AGOSTO 2016 - I


Dia
Horas
Onde
Atividade
13
Manhã
Casa do Bispo
Atendimento
Tarde
Atendimento
19.00
Paróquia SS. Sacramento - Rio de Contas
Abertura Visita pastoral - Crisma
14
Até o dia 21/08: VISITA PASTORAL na paróquia do SS. Sacramento – Rio de Contas
15
10.00
Catedral
S. Missa na festa de Nsa. Sra. do Livramento
19.30
Paróquia Senhor do Bon fim Rio do Pires
S. Missa no I aniversário da morte do Pe. Jaques
21
Encerramento da Visita Pastoral na Paróquia do SS. Sacramento – Rio de Contas
18.00
Paróquia Santo Antônio - Paramirim
S. Missa
22
Manhã
Casa do Bispo
Atendimento
Tarde
Até o dia 24, CNBB - Brasília
Encontro CONSEP (Conselho de Pastoral)
25
09.00
Centro diocesano
Coordenação diocesana de Pastoral
19.00
Casa do Bispo
S. Missa e Catequese crisma adultos
26
Manhã
Casa do Bispo e Cúria
Atendimento
19.00
Comunidade Capoeira – Barra da Estiva
S. Missa com Crisma
27
Manhã
Casa do Bispo e Cúria
Atendimento
Noite
Paróquia Seabra
S. Missa
28
10.00
Comunidade Lagoa cumprida - Taquari
S. Missa na festa do Padroeiro Bom Jesus
19.30
Paróquia São João Batista - Contendas
S. Missa na Novena do Padroeiro
29
Até o dia 31, CNBB - Brasília
CETEL (Textos litúrgicos)