Segunda etapa da ETEL 2017 e acolitato do Seminarista Jandir

Último final de semana (21 a 23 de abril), foi realizada a segunda etapa da Escola de Teologia para Leigos do ano de 2017. O encontro reuniu diversas pessoas dos mais variados lugares da Diocese. É uma oportunidade ímpar para que os leigos conheçam cada vez melhor a fé que abraçam a partir do estudo teológico. 

Na ocasião, em celebração eucarística presidida por Dom Armando no sábado, dia 22/04, o seminarista Jandir recebeu o ministério de acólito, com o qual é chamado dedicar-se especialmente ao serviço do altar.

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Celebrações da Crisma

Durante a semana, D. Armando celebrou a crisma em várias comunidades da diocese: dia 17/04 esteve em duas comunidades da paróquia Bom Jesus do Taquari, acompanhado do Diácono Josemar;


 
Dia 18/04, celebrou a crisma na Paróquia São João Batista de Contendas do Sincorá;


Dia 20/04 realizou a crisma de um grupo de jovens e adultos da comunidade Lagoa do Barbosa, da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Tanhaçu;


E no domingo, dia 23/04, celebrou a Crisma na comunidade Palmeira do Riacho e na comunidade Ilha Grande, ambas na Paróquia São João Batista de Contendas do Sincorá.

 

ENCONTRO DE CATEQUISTAS EM ITUAÇU

A Paróquia Nossa Senhora do Alívio de Ituaçu realizou no último domingo (23/04) o Encontro de Formação para catequistas. Diversos catequistas de várias comunidades da paróquia estiveram presentes e puderam refletir sobre a espiritualidade do catequista, acompanhados pelo Pe. Paulo.



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CATEDRAL REALIZA CONSELHO PASTORAL PAROQUIAL


Foi realizada, no dia 23, a reunião do CPP da Catedral. Estavam presentes todos os coordenadores e vices das comunidades, pastorais e movimentos. A reunião aconteceu no Centro Pastoral Paroquial e teve a seguinte programação: Acolhida e oração inicial, vídeo e reflexão sobre harmonia na liturgia, nos trabalhos, relacionamentos e na vida como um todo; palestra sobre gerenciamento e administração do tempo, trabalho e recursos financeiros. Em seguida, Pe. Ademário falou sobre o planejamento para reformas, construções e, sobretudo, para a execução dos trabalhos pastorais, apresentando o modelo de planejamento pastoral que está fazendo com as pastorais e movimentos. Depois do intervalo, o padre fez os comunicados e passou as orientações sobre diversas questões da Paróquia, tais como: (Encontros de formação, formação para Ministros da Palavra, visita pastoral do bispo em outubro próximo, concessão de uso de alguns prédios escolares por parte das comunidades, Ano Mariano, destacando o subsídio produzido pela diocese para o mês de maio, agenda diocesana e paroquial, jubileu da diocese, com novena na catedral e tríduo nas comunidades, entre outras coisas. Por fim, Raiana fez a apresentação da Carta Pastoral de Dom Armando sobre a terceira pessoa da Santíssima Trindade, o Espírito Santo. Ao final, Pe. Ademário agradeceu a todos e encerrou com um breve momento de oração.
TOMÉ DISSE: MEU SENHOR E MEU DEUS


LEITURAS
At 2,42-47
Sl 117
1Pd 1,3-9
Jo 20,19-31 
Neste segundo domingo da páscoa a liturgia nos fala da vida da comunidade cristã e da dificuldade de crer no ressuscitado depois da sua morte.
            Os Atos dos Apóstolos, livro escrito provavelmente por Lucas, narra para nós o retrato da primeira comunidade cristã. O texto nos apresenta uma comunidade perfeita, ideal a ser imitado por todas as comunidades cristãs. Os membros dessa comunidade eram unidos, tinham mesmo uma comunhão de vida, partilhavam seus bens, escutavam o ensinamento dos apóstolos e eram perseverantes. Este ideal apresentado sabemos, por experiência, que é muito difícil de ser praticado, contudo, continua sendo o modelo que ainda hoje nossas comunidades são convidadas a imitar. É assim mesmo que se deve viver como comunidade de fé.
            Desse modelo de comunidade, a Igreja, seguramente, iluminada pelo Espírito, organizou e sistematizou a sua vida litúrgica e pastoral. É exatamente aquilo que tentamos viver na nossa vida cristã cotidiana. Sobre esse modelo se assentam as colunas de sustentação da vida eclesial: LITURGIA, CARIDADE e EVANGELIZAÇÃO. A celebração litúrgica se organiza assim: escuta da palavra, comunhão fraterna, eucaristia e orações. Saindo da celebração litúrgica somos convidados a partilhar os nossos bens com quem necessita, deixando de lado o nosso egoísmo e o apego, para em seguida sair para anunciar e evangelizar com a Palavra e com o nosso testemunho. Tudo isso deve ser feito como faziam os primeiros cristãos: com alegria e simplicidade de coração (At 2,46).
            O evangelho deste domingo, escrito por João, já no seu final, mostra a narrativa que fala das aparições do ressuscitado. É necessário, pois, entender, que Jesus depois da ressurreição, não ficou permanentemente com seus seguidores. Em alguns momentos especiais Jesus se fazia ver, aparecia. Nas suas manifestações a mensagem principal era de conforto, pois os discípulos estavam com muito medo. Ele muito bem sabia que o medo paralisava. O ressuscitado tentava transmitir segurança e tranquilidade aos seus discípulos, os principais escolhidos para dar continuidade à sua missão. Dizia: “a paz esteja convosco”. Em seguida mostra as marcas da sua crucifixão. Certamente queria assegurá-los que o ressuscitado era o mesmo crucificado. Não era um fantasma, nem outra pessoa, era ele mesmo, não ocorrera uma descontinuidade, uma ruptura. Depois torna a oferecer a “paz” e faz um envio. Esse envio é um movimento iniciado pelo Pai e que Jesus delega aos seus seguidores: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20, 22). Ao final sopra sobre eles o “Espírito” para irem ao mundo perdoar os pecados, tornando-se agentes da misericórdia.
            Este texto nos lembra do relato da Criação descrito no livro do Gênesis. Deus fez um homem de barro e sopra sobre ele um hálito. Esse sopro dá vida, anima e faz caminhar. Soprando o Espírito Jesus confere aos discípulos, participantes da nova criação redimida por ele na cruz, a força, a vida e o ânimo para gestarem uma nova humanidade pelo Evangelho e pela Graça e continuarem a sua missão.
            Este trecho do evangelho também nos fala do episódio de Tomé. Esse discípulo é descrito como descrente. Porém, parece mesmo é que Tomé vivia no seu mundo, no seu egoísmo, preocupado apenas com suas coisas, com seus negócios. Enquanto os outros estavam reunidos, Tomé estava ausente, sabe Deus onde. Ao receberem a notícia que alegremente os seus colegas dão sobre a aparição de Jesus, Tomé simplesmente ignora e duvida. Com essa atitude ele desmerece e desrespeita toda a comunidade reunida. Em resumo ele diz: “vocês são todos mentirosos e eu não acredito no que vocês falam”. Na semana seguinte o ressuscitado aparece, de novo no primeiro dia da semana, dia em que a comunidade escolhe para reunir e celebrar a eucaristia. Dessa vez Tomé estava e Jesus aparece e se direcionando para ele, manda que ele mesmo tire sua dúvida pondo o dedo nas suas chagas. Nesse momento Tomé de descrente faz a mais bela profissão de fé: “Meu Senhor e meu Deus”. Jesus é reconhecido não apenas mais como Jesus, mas como Deus.
            Nas nossas comunidades de fé também encontramos tantos Tomés, que tem dificuldade em acreditar no testemunho da comunidade. Cresce nos nossos dias o número de ateus e agnósticos. A fé na ressureição é uma VERDADE transmitida. E essa verdade somente conseguiu chegar até os nossos dias porque tantos seguidores e convertidos, tomados pela confiança e não pela descrença nos que fizeram a experiência com o ressuscitado, foram capazes de eles mesmos tornarem fiéis transmissores da ressureição. E essa verdade só conseguiu chegar até nós, depois de dois mil anos, exatamente por ser verdade. Uma mentira jamais sobreviveria tantos séculos, e certamente, ninguém se aventaria a dar sua vida por uma mentira. Quantos mártires deram a vida por causa da fé, inclusive até os nossos dias?
            Podemos celebrar alegremente este tempo de páscoa e louvar a Deus pela fé que temos como dom que Ele nos deu. Somos felizes por isto: “Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” (Jo 20,29).

Padre Nicivaldo Evangelista

GESTOS E PALAVRAS NA LITURGIA

14. beber do CÁLICE
Na celebração da Eucaristia, o sacerdote, depois de tomar o pão eucarístico, bebe do cálice o vinho consagrado. Qual sentido tem esse gesto?
Desde a Antiguidade, beber do cálice, além do sentido concreto, tem o sentido simbólico de dor e amargura; por isso, fala-se do cálice da ira (cf. Jr 25,15; Is 51,17.22; Ap 16,19); mas, encontra-se, também, cálice da bênção (cf. Sl 16/15,6) e cálice que transborda de felicidade (cf. Sl 23/22, 5).
Durante a última Ceia, Jesus pegou o cálice, deu graças, passou-o aos discípulos, e todos beberam. E disse-lhes: ‘Este é o meu sangue da nova Aliança, que é derramado por muitos. Em verdade, não beberei mais do fruto da videira até o dia em que beberei o vinho novo no Reino de Deus’ (Mc 14,23-25).
Aqui paremos para analisar apenas o gesto do beber do cálice. Na Ceia da Páscoa, os hebreus costumam beber três cálices de vinho. O terceiro é o ‘cálice da bênção’, por que acompanhado por uma ação de graças. Para Jesus, o cálice que segura nas mãos, preanuncia o sofrimento que enfrentará no jardim das Oliveiras, quando em sua oração diz: Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice (Lc 22,41).
Desde o início de sua caminhada, a Comunidade dos discípulos de Jesus recorda o que Jesus fez ‘naquela ceia derradeira’, e compreendeu o sentido e o valor desse gesto. São Paulo, sobretudo, uns vinte anos depois da morte de Jesus, escreve à Comunidade de Corinto: O cálice de bênção, que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? (1Cor 10,16a); e: Não podeis beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios; não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios (1Cor 10,21). Paulo tem clara consciência de que beber do cálice é gesto de comunhão. Por isso, não se pode participar, ao mesmo tempo, do sacrifício do Senhor e dos sacrifícios oferecidos aos ídolos. São João Crisóstomo escreve: “Quando você, receoso, se aproxima do cálice, aproxime-se como se precisasse beber ao lado de Cristo mesmo”.
Pelo profundo respeito devido ao Sangue do Senhor, a Igreja pede que “os vasos sagrados sejam feitos de metal nobre” (IGMR, 328), “materiais que não se quebrem nem se alterem facilmente” (329), e “tenham a copa que não absorba líquidos” (330); “quanto à forma... o artista tem a liberdade de confeccioná-los de acordo com os costumes de cada região”, mas que esses vasos “se distinguem claramente daqueles destinados ao uso cotidiano” (332). O cálice, pela nobreza de seu uso, deve ser abençoado seguindo os textos próprios do Ritual (cf. n. 1068-1084).
Na santa Missa, os sacerdotes, depois de ter comungado ao pão, Corpo de Cristo, bebem do cálice o Sangue do Senhor. Esse é o gesto mais próprio para comungar. Para facilitar, os sacerdotes concelebrantes comungam molhando a partícula no vinho consagrado. A Reforma conciliar abriu para que, em determinadas ocasiões, os leigos possam receber a comunhão também no Sangue do Senhor, para melhor expressar, no ‘sinal’, a participação à plenitude da vida de Cristo doada pela comunhão eucarística. Mas, o que sempre precisamos procurar é que toda comunhão seja incentivo para sermos construtores de comunhão com nossa vida.
Dom Armando

SEMANA SANTA EM IBIPITANGA



"Tendo amado os seus que estavam no mundo amou-os até o fim.” (Jo 13,1)

Passaram-se os 07 dias pelos quais mergulhamos na vivência mais profunda e intensa da nossa Fé: a Semana Santa. Atendendo ao chamado que o SENHOR nos faz, 'renuncie a si mesmo, tome a  tua cruz e segue-me', iniciamos com o Domingo de Ramos: toda comunidade reuniu-se em frente à Capela de Santa Luzia, seguindo em procissão até a Igreja Matriz para a celebração da Santa Missa, relembrando assim, da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Passado a segunda-feira, veio a terça-feira Santa, quando realizou-se a última via-sacra do período quaresmal, pelas ruas da cidade, contemplando o caminho doloroso de Jesus pela salvação dos homens. Na quarta-feira Santa, tradicionalmente, ocorreu a Procissão do Encontro que se dá entre a Virgem Maria e seu Filho Jesus Cristo. Mulheres e homens partiram em procissão, ambos em pontos diferentes até se encontrarem em sentido da Igreja Matriz; após a chegada, Padre Jucimar presidiu o Sermão das 7 palavras de Jesus na Cruz. Na Quinta-feira Santa, foi celebrada a Santa Missa de lava-pés. Celebramos o memorial do Corpo e Sangue de Cristo, sendo Ele o Sacerdote dos sacerdotes, atentos de que fomos chamados para servir e doarmos-nos. Ao final da celebração, o Santíssimo Sacramento foi

transladado a um local especialmente preparado para vigília; cada pastoral e movimento teve seu momento dividido por uma escala de horários. Na Sexta-feira Santa, paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, aconteceu a celebração chamada ''Funções da Sexta-feira da Paixão'', em sequência deu-se início à novena da Divina Misericórdia. Às 19h30, a Procissão do Senhor Morto partiu da Igreja Matriz até a Capela de Santa Luzia. No Sábado Santo, Vigília Pascal, na esperança da ressurreição do Senhor a comunidade vivenciou cada parte desta celebração, desde a liturgia da luz até a liturgia eucarística, percorrendo toda a história da obra de salvação de Deus para com a humanidade; aconteceu ainda, o batismo de jovens fiéis que preparam-se para acolher o sacramento da iniciação cristã em suas vidas. No Domingo da Ressurreição do Senhor, pela manhã, celebramos o júbilo da vitória de Cristo sobre a morte: contou ainda com os pequenos jovens que receberam o Sacramento da Primeira Comunhão. Concluimos, assim, a semana maior do calendário litúrgico, com a fé restaurada e um caminho iluminado pela Luz de Cristo.
Confira as fotos:

Vicariato Nossa Senhora do Carmo

SEMANA SANTA EM ABAÍRA

A Paróquia de Nossa Senhora da Saúde de Abaíra, 
viveu uma semana Santa de fé. No dia (09), deu início a abertura da semana com a solenidade do Domingo de Ramos, marco triunfal da  entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho, onde os filhos Hebreus o acolhia com Ramos. No dia seguinte, a comunidade cristã fez a entrega dos ícones das imagens de Nossa Senhora das Dores e Nosso Senhor  dos Passos, em duas procissões, os homens levaram  a imagem para o bairro Moreira e as mulheres para o bairro Lafaiete. Na tarde de terça, aconteceu a celebração com enfermos, Pe. Marcelo Pires presidiu a Santa Missa e deu a unção dos enfermos aos impossibilitados de irem a igreja semanalmente e ungiu a todos os cristãos ali presentes. Na noite de quarta, foi o dia de meditar as dores de Nossa Senhora, e as cinco palavras de Jesus na cruz , fazendo o encontro em frente a Igreja Matriz.
Solenidade da Instituição da Eucaristia, " Santa Ceia", a Santa Missa foi presidida pelo pároco, na quinta feira, onde refletiu o momento em que Jesus reúne os doze, lava os pés e faz a instituição da Eucaristia. Sexta, às 5 hs da manhã, teve a via- sacra pelas ruas da cidade, meditando assim todo o caminho  que Jesus percorreu até o calvário. Assim, os fiéis se recolheram na igreja durante todo o dia para um momento de profundo silêncio e adoração. Havendo assim, às 15 hs da tarde, a paixão do Senhor, celebração da morte de Cristo, e após teve a procissão com o Senhor Morto.
Às 19:00 hs do sábado, os fiéis cristãos se reuniram no bairro Lafaiete, onde aconteceu a benção do fogo e acendeu o Círio Pascal, logo após todos desceram em procissão silenciosa para a Matriz, onde percorreu a Solenidade da Vigília Pascal, Jesus vence a morte, é a luz que brilha em meio às trevas. Cinco crianças receberam o sacramento do batismo, e 12 crianças o sacramento da 1° Eucaristia.
E no domingo foi dia da ressurreição do Senhor, às 8 hs, a santa Missa aconteceu, tendo no final um momento de louvor proclamando que Cristo venceu a morte e, vive entre nós o Cristo ressuscitado que vive e reina pelos séculos sem fim. E teve um café partilhado de páscoa.

A comunidade cristã, com um fervoroso número de fiéis, vivenciou a Semana Santa com muita fé e devoção, acompanhando o sofrimento de Jesus, a morte e ressurreição.



DOMINGO DE PÁSCOA

LEITURAS:
Atos dos Apóstolos 10, 34a.37-43
Salmo: 118: Este é o dia que o Senhor fez para nós: Alegremo-nos e nele exultemos!
I Cl 3,1-4; ou 1Cor 5,6b-8
Jo 20, 1-9; ou Lucas 24,23-3
A solenidade da Páscoa desperta em todos os cristãos sentimentos e desejos de vida nova, uma renovada esperança, o sonho de um mundo novo possível, e que cada um/a pode ser melhor. Existe, porém, o perigo que tudo se apague com rapidez e não resista diante das provações e decepções do dia seguinte. Por isso, é preciso por um alicerce mais sólido, capaz de tornar mais firmes as escolhas da vida. Escutar a Palavra de Deus e acolher o Senhor Jesus “enche o coração e a vida inteira da alegria do Evangelho” e, n’Ele, essa alegria “renasce sem cessar”(Papa Francisco: Alegria do Evangelho, 1).
O Evangelho de João conta o episódio das mulheres que vão ao sepulcro, e o encontram vazio;Pedro e João correm para averiguar e confirmar a notícia. Tudo termina com a importante observação: João viu e acreditou. Os olhos da fé se abrem, antes mesmo do encontro com o Ressuscitado. O sepulcro vazio já diz que somente o dedo de Deus poderia ter feito isso; ladrões não deixam tudo bem em ordem. Então, João compreende a Escritura segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos. É o primeiro despontar de uma fé que terá respostas e suportes maiores, mas que imediatamente abre novos horizontes.
Páscoa é passagem. Antes de tudo, é Deus que passa na vida do seu povo explorado, sofrido, escravizado, e infunde nele grande força e coragem para tentar a aventura, com muita luta e sofrimento, para arriscar caminhos até alcançar libertação. Esta passagem continua. Alcança seu ponto mais alto em Jesus que passa da morte a vida nova. O apóstolo Pedro (I leitura) testemunha: Jesus andou por toda parte, fazendo o bem... Os judeus o mataram, pregando-o numa cruz. Mas, Deus o ressuscitou... E Jesus nos mandou pregar ao povo...
Quem acreditar na Bela Notícia que dos pregadores recebemos, então, vai perceber que uma passagem vai acontecer também em sua vida. Na II leitura, ouvimos o apóstolo Paulo que escreve aos seus cristãos: Vós morrestes e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus. E o apóstolo acrescenta: Vós morrestes (unidos à sua morte, pelo batismo) e a vossa vida está escondida com Cristo, em Deus. O cristão sabe que, sempre pelo batismo, banhado em Cristo, tornou-se nova criatura. Aconteceu uma passagem, a nova vida. Quais as consequências? Responde Paulo: Se ressuscitastes com Cristo¸ esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo.
Quem sentir a presença do Ressuscitado e acreditar que “a morte foi vencida pelo Autor da Vida”, esse vive no mundo, mas com o coração mais aberto, com uma luz que o ilumina, a esperança que o sustenta e o amor que faz desabrochar sentimentos, atitudes e comportamentos de acordo com a certeza da vida plena em Cristo, vida que já circula nas veias do cristão/batizado. Por isso, o papa Francisco pede: “É preciso permitir que a alegria da fé comece a despertar, como uma secreta, mas firme confiança, mesmo no meio das piores angústias” (A alegria do Evangelho, 6).
Cada um/a se pergunte: - Qual passagem devo realizar em minha vida para ser coerente
com o meu batismo? –A certeza da Ressurreição ilumina e orienta as minhas escolhas no dia-a-dia?

Dom Armando

NOTA DA CNBB PELA VIDA, CONTRA O ABORTO

                     “Não matarás, mediante o aborto, o fruto do seu seio”
(Didaquê, século I)

 A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, através da sua Presidência, reitera sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural . Condena, assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil. 
O direito à vida é incondicional. Deve ser respeitado e defendido, em qualquer etapa ou condição em que se encontre a pessoa humana. O direito à vida permanece, na sua totalidade, para o idoso fragilizado, para o doente em fase terminal, para a pessoa com deficiência, para a criança que acaba de nascer e também para aquela que ainda não nasceu. Na realidade, desde quando o óvulo é fecundado, encontra-se inaugurada uma nova vida, que não é nem a do pai, nem a da mãe, mas a de um novo ser humano. Contém em si a singularidade e o dinamismo da pessoa humana: um ser que recebe a tarefa de vir-a-ser. Ele não viria jamais a tornar-se humano, se não o fosse desde início . Esta verdade é de caráter antropológico, ético e científico. Não se restringe à argumentação de cunho teológico ou religioso.
A defesa incondicional da vida, fundamentada na razão e na natureza da pessoa humana, encontra o seu sentido mais profundo e a sua comprovação à luz da fé. A tradição judaico-cristã defende incondicionalmente a vida humana. A sapiência  e o arcabouço moral  do Povo Eleito, com relação à vida, encontram sua plenitude em Jesus Cristo . As primeiras comunidades cristãs e a Tradição da Igreja consolidaram esses valores . O Concílio Vaticano II assim sintetiza a postura cristã, transmitida pela Igreja, ao longo dos séculos, e proclamada ao nosso tempo: “A vida deve ser defendida com extremos cuidados, desde a concepção: o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis” .
O respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas. A Igreja quer acolher com misericórdia e prestar assistência pastoral às mulheres que sofreram a triste experiência do aborto. O aborto jamais pode ser considerado um direito da mulher ou do homem, sobre a vida do nascituro. A ninguém pode ser dado o direito de eliminar outra pessoa. A sociedade é devedora da mulher, particularmente quando ela exerce a maternidade. O Papa Francisco afirma que “as mães são o antídoto mais forte para a propagação do individualismo egoísta. ‘Indivíduo’ quer dizer ‘que não se pode dividir’. As mães, em vez disso, se ‘dividem’ a partir de quando hospedam um filho para dá-lo ao mundo e fazê-lo crescer” .
Neste tempo de grave crise política e econômica, a CNBB tem se empenhado na defesa dos mais vulneráveis da sociedade, particularmente dos empobrecidos. A vida do nascituro está entre as mais indefesas e necessitadas de proteção. Com o mesmo ímpeto e compromisso ético-cristão, repudiamos atitudes antidemocráticas que, atropelando o Congresso Nacional, exigem do Supremo Tribunal Federal-STF uma função que não lhe cabe, que é legislar. 
O direito à vida é o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido. Ele é um direito intrínseco à condição humana e não uma concessão do Estado. Os Poderes da República têm obrigação de garanti-lo e defendê-lo. O Projeto de Lei 478/2007 - “Estatuto do Nascituro”, em tramitação no Congresso Nacional, que garante o direito à vida desde a concepção, deve ser urgentemente apreciado, aprovado e aplicado. 
Não compete a nenhuma autoridade pública reconhecer seletivamente o direito à vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros. Essa discriminação é iníqua e excludente; “causa horror só o pensar que haja crianças que não poderão jamais ver a luz, vítimas do aborto” . São imorais leis que imponham aos profissionais da saúde a obrigação de agir contra a sua consciência, cooperando, direta ou indiretamente, na prática do aborto. 
É um grave equívoco pretender resolver problemas, como o das precárias condições sanitárias, através da descriminalização do aborto. Urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil. Espera-se do Estado maior investimento e atuação eficaz no cuidado das gestantes e das crianças. É preciso assegurar às mulheres pobres o direito de ter seus filhos. Ao invés de aborto seguro, o Sistema Público de Saúde deve garantir o direito ao parto seguro e à saúde das mães e de seus filhos. 
Conclamamos nossas comunidades a unirem-se em oração e a se mobilizarem, promovendo atividades pelo respeito da dignidade integral da vida humana.
Neste Ano Mariano Nacional, confiamos a Maria, Mãe de Jesus, o povo brasileiro, pedindo as bênçãos de Deus para as nossas famílias, especialmente para as mães e os nascituros.  

Brasília-DF, 11 de abril de 2017.

Cardeal Sergio da Rocha
 Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

             Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ   
 Arcebispo de São Salvador
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo U. Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: www.cnbb.org.br

Paróquia de Santo Antônio do Paramirim celebrou missa e unção dos enfermos e idosos



    Nesta quarta-feira (12/04)​, às 17 h, foi realizada na Igreja Matriz de Santo Antônio a celebração da missa com a unção dos enfermos.
   À noite, aconteceu a procissão do encontro, com a Imagem de Nossa Senhora das Dores saindo da Capela do Rosário e o Senhor dos Passos saindo da Matriz. O encontro aconteceu na Praça Santo Antônio.